Procurar por:
Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência

14 de marco é o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens e neste ano o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) completa 26 anos.

Clique aqui e leia sobre o MAB

Eu me aprofundei sobre o MAB e conheci o Filme Arpilleras (motivo desta postagem) no ano passado, ao fazer pesquisas sobre artesanatos. Isso mesmo! Eu estava juntando materiais para fazer um texto sobre as oficinas manuais que ocorrem desordenadamente nos serviços da Assistência Social – o texto ainda não saiu, mas consegui revisar os textos sobre atividades no SCFV e compilei tudo no Velhas práticas no SUAS: uma crítica a partir da divulgação dos fazeres nas redes sociais, mas em breve eu conseguirei terminá-lo e publico aqui.

Em meio a esta pandemia mundial e calamidades que estamos vivenciando no Brasil, uma postagem do colega Joari Carvalho, sobre as ações deste dia 14, me remeteu imediatamente ao filme que eu já queria divulgar aqui, o Arpilheras:

O filme “Arpilleras” conta a história de dez mulheres atingidas por barragens das cinco regiões do Brasil que, por meio de uma técnica de bordado surgida no Chile durante a ditadura militar, costuraram seus relatos de dor, luta e superação frente às violações sofridas em suas vidas cotidianas. A costura, que sempre foi vista como tarefa do lar, transformou-se numa ferramenta poderosa de resistência, de denúncia e empoderamento feminino. Por meio desse “fio” condutor, cada mulher bordou sua história, singular e coletiva, na respectiva região do mapa do Brasil. No final das filmagens, formou-se um mosaico multifacetado de relatos de dor e superação. Estes bordados, que segundo Violeta Parra “são canções que se pintam”, trazem ao público uma reflexão do que é ser mulher atingida. Se lá, no Chile, é seguir procurando suas memórias espalhadas como grãos de areia no deserto, aqui é buscar no fundo dos rios suas vidas alagadas, organizar-se, lutar e resistir.

Sobre Arpilleras

As “arpilleras” são uma técnica de contação de histórias a partir da arte do bordado. Foi inventada pelas mulheres chilenas para contar as histórias de dor e luta durante o período da ditadura militar no Chile. No Brasil, o Movimento de Atingidos por Barragens – MAB – vem fazendo um trabalho de formação de mulheres e produção de arpilleras para contar suas histórias de luta e fazer a denúncia sobre a violação dos seus direitos. Somente em Minas Gerais, mais de 600 mulheres estão envolvidas no processo de criação das arpilleras, e mais de 50 peças já foram produzidas no estado. Fonte: MAB

Portanto, neste dia 14, onde o MAB completar 26 anos e por estarmos no mês de potencialização de debates sobre lutas das mulheres, quero divulgar e fazer o convite para vocês conhecerem este filme que marca muito o que eu acredito quanto ao uso de artes para promover resistência e transformação social. Como uma agulha pode se transformar em uma arma contra a repressão? O projeto “Arpilleras: bordando a resistência” procura transgredir o papel da costura, que historicamente serviu para reforçar o lugar imposto às mulheres: dentro de casa”.

Joari, ainda me apresentou o documentário Atingidos somos nós que ainda não assisti, mas deixo aqui como indicação.

Dirigido por: Carmem Giongo

Produção: Margot Filmes

Sinopse: As histórias de vida e os impactos socioambientais produzidos pela construção da Hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina. A hidrelétrica entrou em operação no ano de 2000 e atingiu cerca de 3.500 famílias. Os agricultores que permaneceram vivendo no entorno do reservatório após a construção da obra vivem em condições precárias e presenciam o desaparecimento de suas comunidades. Este documentário é fruto de uma tese de doutorado desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, junto ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.

Um salve a todas e todos do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em especial ao Coletivo de Mulheres! Água e energia não são mercadorias!

A imagem pode conter: água e atividades ao ar livre, texto que diz "14 DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA AS BARRAGENS, PELOS MARÇO RIOS, PELAS ÁGUAS E PELA VIDA"

Busca ativa: estratégia para o Trabalho Social com Famílias

Por Rozana Fonseca

A busca ativa pode ser realizada pelo psicólogo nos CRAS ou CREAS? 

Com essa pergunta eu começo a transformar alguns comentários e e-mails recebidos em conteúdo mais abrangente através de textos publicados aqui no Blog.

Quem é leitor aqui sabe que considero a parte de comentários uma das mais importantes do Blog. Pode levar um tempinho (ou um tempão, como é o caso de hoje 😉 ), mas sempre respondo! Como as respostas são mais diretas e com pouca carga reflexiva e alguns temas me provocam ideias e construções, achei que poderia ser interessante compartilhar isso, e caso vocês também achem proveitoso, eu continuo com este tipo de texto.

Gostaria de pontuar que não citarei os autores das perguntas enviadas por e-mail e se não for necessário, não as citarei na íntegra – entendo que se a pergunta foi feita por essa via, a/o profissional optou pela discrição.

Bom, hoje o assunto é sobre busca ativa. (…) a “Busca Ativa” … pode ou não ser realizada pelo psicólogo? (Trecho de um e-mail recebido em 20/07/2016 – ainda não havia sido respondido).

Busca ativa: estratégia do Trabalho Social com Famílias

A Busca ativa é uma estratégia para fazer com que os serviços, benefícios, programas e projetos cheguem até as famílias e ao território. É uma maneira de levar informação, orientação e identificar necessidades e demandas das famílias e do território em situação de desproteção social. Os dados levantados servirão para diagnósticos sociofamiliares e socioterritoriais, assim como para o planejamento das ações da rede socioassistencial.

Um dos pontos fundamentais dessa estratégia é chegar até aquelas famílias e indivíduos que não acessam os seus direitos porque os desconhecem e na maioria das vezes estão em situação de precário ou nulo acesso as políticas públicas. Assim, busca-se a ampliação da proteção social com a mudança de paradigma na identificação das vulnerabilidades sociais, dos riscos pessoais e sociais.

Tendo em vista que os serviços e programas socioassistenciais têm sido avaliados por metas estabelecidas e acordadas pelos três entes federados é importante pontuar que a busca ativa não tem um caráter somente técnico, mas sobretudo político. Sobre isso sugiro a leitura do artigo A busca ativa como princípio político das práticas de cuidado no território dos autores, Ruben Lemke e Rosane Silva. Trata-se de uma produção acerca dessa prática no âmbito da saúde, mas vale muito a pena a leitura porque possibilita conexões com a busca ativa na proteção social da Assistência Social.

Diante do exposto, faz todo sentido afirmarmos que a busca ativa, principalmente na proteção social básica, é uma estratégia para as ações preventivas e proativas. Sendo que a gestão do território – ação de responsabilidade da/o coordenadora/o da unidade e do gestor da proteção social básica – e a vigilância socioassistencial são pilares importantíssimos na operacionalização dessas ações.

Através da gestão do território, cuja dimensão faz parte do trabalho social com famílias – o coordenador da unidade, organizará os aspectos administrativos, técnicos e logísticos, enquanto que a vigilância socioassistencial subsidiará a equipe técnica com dados previamente estudados e territorializados.

A vigilância socioassistencial comunica com a busca ativa por uma via de mão dupla, uma vez que elas se retroalimentam. Sendo importante pontuar que: “A busca ativa é uma atividade estratégica do SUAS. Deve, portanto, ser coordenada pela Secretaria Municipal (ou do DF) e ser tratada em reuniões regulares com participação dos coordenadores de CRAS”. O CRAS que temos e o CRAS que queremos: metas de desenvolvimento dos CRAS, 2010/2011. pág.57.

Recorrendo às propostas de trabalho do MDS/SNAS, a busca ativa ocorre por meio do “deslocamento da equipe de referência para conhecimento do território; contatos com atores sociais locais (líderes comunitários, associações de bairro etc.); obtenção de informações e dados provenientes de outros serviços socioassistenciais e setoriais; campanhas de divulgação, distribuição de panfletos, colagem de cartazes e utilização de carros de som”. Orientações Técnicas Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (2009, p.30)

A busca ativa compõe o rol das ações do trabalho essencial do PAIF, sendo uma das vias de acesso aos serviços tipificados e a rede socioassistencial (programas, projetos, benefícios e os serviços). Esta também é uma estratégia adotada nos demais serviços da proteção social especial, cabendo aqui destacar que no Serviço Especializado em Abordagem Social a busca ativa vai além de uma ação estratégica, pois é ela que materializa o serviço.

Na perspectiva do acompanhamento familiar, a busca ativa “possibilita a mobilização para comparecimento das famílias ao CRAS ou a visita domiciliar por um profissional, para a realização da acolhida – particularizada e/ou em grupo, de modo a identificar, a partir do estudo social, quais famílias necessitam e desejam participar do processo de acompanhamento familiar”. Caderno de Orientações Técnicas do PAIF Vol. II – 2012 – Pág. 60

Esta perspectiva também pode ser atribuída ao CREAS, um exemplo é quando há um encaminhamento da rede setorial ou socioassistencial (não estou me referindo a verificação de denúncia, porque sabemos que esta ação não compete aos CREAS) e a equipe desloca da unidade para atender a família ou indivíduo. Aqui a busca ativa pode ser confundida com a visita domiciliar*, mas não se trata da mesma coisa.

Quem realiza a busca ativa?

Se você compreendeu que através da busca ativa realiza-se ações do trabalho social com famílias, então ela é de atribuição da equipe técnica dos serviços. Ou seja, para ser direta e responder a pergunta mote deste texto, o profissional com formação em psicologia tem, no âmbito do SUAS, a busca ativa como estratégia para realizar o seu trabalho – o que fica bem melhor se falarmos em trabalho interdisciplinar.

Ela pode ser feita por profissionais de nível médio (os orientadores/agentes/educadores sociais); profissionais de nível superior (Assistente social, psicólogo, advogado, terapeuta ocupacional, pedagogo, sociólogo e todos os demais que compõem as equipes) e o coordenador.

O planejamento das ações do trabalho social com famílias é que indicará quais os objetivos, quais os profissionais, quando (construção de uma agenda) e como será realizada a busca ativa.

A busca ativa permite aos psicólogos/as, assim como aos profissionais dos serviços, uma maior aproximação e conhecimento das expressões do território, permitindo uma leitura mais ampla e que contemple nuances genuínas dos modos de vida das famílias imersas nos diversos contextos socioculturais.

Este trânsito pelo território, se sistemático e conectado com o trabalho social em suas diversas dimensões, aos poucos, elucida suas potencialidades e dinamismo que, por vezes, foram tomados como inexistentes – análise errônea que denuncia uma leitura a partir de um viés estrangeiro ao que é vivido pelas famílias e pelo território.

Dito isto, menciono um fator que considero relevante nesta estratégia: a possibilidade da permanência da incerteza. O não saber sobre a família, sobre o território, será sempre uma companhia dos profissionais do serviço.

Portanto, desconfie se você crê que já sabe sobre a situação da família que mora na Rua Z, desconfie dessa rua e das relações tecidas nela e por ela, assim como ocorre suas conexões com o restante do bairro e com a cidade como um todo.

Se você me acompanhou nesta breve digressão, não preciso ressaltar que este “desconfiar” em nada tem a ver com investigação quanto a “verdades”, ditas ou não, das famílias –Vou tentar desenvolver essas ideias posteriormente.

A seguir aponto duas possibilidades desta estratégia na tentativa de tornar este texto mais proveitoso.

1 – Beneficiários do BPC (não inseridos no PAIF)

Objetivo: Identificar no território de abrangência do CRAS os beneficiários do BPC (Idosos/PCD) para inserção, daqueles que apresentarem demanda e interesse, nas ações do CRAS.

Quais profissionais: técnicos de nível médio (os quais terão como função: levar informações do CRAS e da rede socioassistencial e divulgar as ações dos serviços como PAIF e SCFV e Serviço da PSB em domicílio para idosos ou PCD, levantando dados prévios para o referenciamento e/ou acompanhamento familiar.

Através da busca ativa o agente social agendará atendimento (na unidade ou através de visita domiciliar) para os técnicos de nível superior de acordo com a situação identificada a fim de inserir nas ações do PAIF aqueles que necessitam de acompanhamento familiar ou outras ações.  Vale ressaltar que estamos exemplificando uma situação a partir de um planejamento em/de equipe, onde os objetivos e orientações foram devidamente acordados.

Quando: A agenda será organizada de acordo com o quantitativo e objetivos a serem alcançados – vale pontuar que deve ser organizada considerando a estrutura e recursos disponíveis na unidade como: transporte, quantidade de profissionais e as demais ações já em andamento pela equipe técnica.

Veja que é uma boa hora de identificar e estudar junto aos gestores, a real capacidade de alcance da proteção social no território de abrangência do CRAS.

Como: Através de visita domiciliar (com e sem transporte), divulgação por meio de rádio local e/ou cartaz afixado em UBS, escolas e outras instituições – onde é feito convite para comparecimento ao CRAS (isso deve ser destinado àqueles que residem próximo ao CRAS e fazendo menção que para os usuários com pouca ou nenhuma mobilidade a equipe irá até a residência).  

O instrumental de registro da busca ativa (realizada pelos agentes sociais) deve ser construído e acordado entre a equipe, sendo também imprescindível pactuar o fluxo informacional, uma vez que a busca ativa faz parte de um conjunto de ações planejadas, não tendo fim em si mesma.

2 – Atendimento ou acompanhamento familiar (família em descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família)

Objetivo: Atender as famílias para identificar e analisar os motivos que provocaram o descumprimento das condicionalidades pelos beneficiários do PBF visando a garantia da segurança de renda.

Quais profissionais: Técnicos de superior (assistente social, psicólogo). Os quais irão, junto a família, realizar a acolhida, encaminhamentos, e decidir por ações via atendimento particularizados e/ou coletivos, além da necessidade de inserção em acompanhamento familiar. (Faz-se necessário ressaltar que essas ações não serão todas realizadas/decididas neste primeiro atendimento).

Quando: A agenda será organizada a partir da lista de famílias em descumprimento das condicionalidades – dando prioridade para as famílias em processo de Suspensão. Caso as lista contenha poucas famílias, é importante realizar atendimento a todas elas, independentemente do efeito de descumprimento aplicado.

   A articulação entre o CRAS e a vigilância socioassistencial (ou o responsável pela sistematização da lista) é imprescindível para que a equipe consiga realizar todas as ações dentro do prazo, por exemplo o registro da interrupção temporária dos efeitos.  Também é importante atentar para o fluxo, junto ao gestor do cadastro único, quanto ao registro dos recursos.

Como: Através de visita domiciliar


Finalizo o texto com a proposição destes dois exemplos, mas como no próximo Post vou tratar sobre a visita domiciliar, talvez consiga trazer mais algumas ideias. Lembrando que a intenção neste Post é ser o mais objetiva e clara possível, assim, caso você não concorde com as exemplificações ou a maneira como elas foram abordadas é só dialogar comigo.

Espero que tenha conseguido ajudar vocês que ainda estão com dúvidas, como a colega que fez a pergunta – a quem agradeço pelo E-mail, e que tenha provocado reflexão e inspiração para que as equipes e a gestão possam planejar mais efetivamente o trabalho social com famílias, pois sabe-se que há ainda uma lógica de oferta dos serviços pautada na demanda espontânea, onde aqueles que mais precisam, vão permanecendo em situação de desproteção social.

Espero continuar recebendo provocações para futuros textos! Até o próximo 🙂


* A visita domiciliar será tema do próximo texto.

ACESSE E BAIXE  AS REFERÊNCIAS CITADAS NO POST:

Caderno de Orientações técnicas sobre o PAIF – Vol II – 2012 

Resolução Nº. 109. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais a política de assistência social, 2009.

A busca ativa como princípio político das práticas de cuidado no território 

O CRAS que temos e o CRAS que queremos: metas de desenvolvimento dos CRAS, 2010/2011

07 Questões sobre o uso do Prontuário SUAS – TOP 10 #07

Capa Prontuário SUAS - Blog Rozana FonsecaAqui no Blog estamos atentos ao Prontuário SUAS desde o seu lançamento pelo MDS, ou melhor, desde a fase de pesquisa junto com a Fiocruz. Recentemente vi que o MDS atualizou o manual de orientações do Prontuário SUAS e por isso resolvi colocar este assunto no nosso TOP 10 de nº #07 e por entender que ainda há muitas dúvidas sobre a utilização deste instrumental de registro das ações de acompanhamento familiar nos CRAS e CREAS.

O Prontuário SUAS é um instrumental técnico que visa auxiliar o trabalho dos profissionais, organizando as informações indispensáveis à realização do trabalho social com as famílias e registrando o planejamento e o histórico do acompanhamento familiar. Tem como objetivo principal contribuir para a qualificação do processo de acompanhamento familiar nos CRAS e CREAS.

Gostaria de ressaltar que o Prontuário exige que a equipe entenda e realize acompanhamento familiar! muitas dúvidas atuais refletem uma grande constatação: Não se realiza o acompanhamento familiar conforme esperado, mas sim atendimentos pontuais! por isso a ideia de que o prontuário é ENORME. #Pensenisso!

07 Questões sobre Prontuário SUAS Rozana FOnseca07 Questões sobre o uso do Prontuário SUAS:

  1. O uso Não é obrigatório, mas é altamente recomendado pelo MDS; e se os instrumentais que os técnicos já utilizam nas unidades precisam ser readequados com os tópicos do Prontuário, por que não utilizá-lo?
  2. Cada técnico da unidade utiliza o prontuário se ele quiser ou cada um pode fazer usa de um instrumento. NÂO, isso deve ser discutido e acordado em reunião de equipe com a coordenação para definir o uso por todos os profissionais de nível superior (que compõem a equipe de referência do PAIF ou PAEFI). Lembrando que o registro dos atendimentos particularizados, em grupos e das visitas domiciliares e das demais atividades são “obrigatórias”, ou seja, são registros que ficam na unidade acerca da oferta do serviços.
  3. NÃO é um questionário, portanto não deve e nem se espera que o mesmo seja preenchido em um único atendimento;
  4. O técnico do serviço formado em psicologia tem um prontuário e o formado em serviço social tem outro? NÃO. O prontuário é da unidade e “da família”. Ambas as profissões seguirão os preceitos éticos quanto ao sigilo e trabalho multidisciplinar preconizados no Código de Ética e Resoluções. Quando se entende quais os objetivos dos Serviços e principalmente o que é o Acompanhamento Familiar, as equipes entendem que o registro ocorrerá em um único prontuário da família. 
  5. Quem pode manusear ou registrar no Prontuário? os profissionais de nível superior com registro nos Conselhos Profissionais. Portanto, o técnico de nível médio NÃO preenche prontuário. Deve ter data, assinatura e carimbo
  6. O prontuário pode ser utilizado em visita domiciliar? SIM. A visita domiciliar é uma estratégia para realizar atendimentos das pessoas que não podem ir até a unidade ou faz parte de uma metodologia de acompanhamento familiar, portanto o prontuário poderá ser utilizado neste atendimento.
  7. O Prontuário Eletrônico Simplificado substitui o Prontuário em papel? NÃO (veja a Apresentação do Manual do PSE)

Documentos para leitura e consulta: CLIQUE NO TÍTULO PARA BAIXAR ou Acessar

  1. PRONTUÁRIO ELETRÔNICO SIMPLIFICADO: Manual de Instruções
  2. Manual_Prontuario_SUAS_VERSAO_PRELIMINAR ( 2014)
  3. Perguntas e Respostas – Prontuario SUAS
  4. PRONTUARIO SUAS
  5. Posicionamento-do-CFP-relativo-ao-uso-do-Prontuário-SUAS

Demais Post sobre o Prontuário aqui no Blog Psicologia no SUAS:

  1. Prontuário SUAS
  2. Prontuário SUAS já está disponível
  3. Prontuário SUAS é tema de Teleconferência

Teleconferência sobre Prontuário Eletrônico Simplificado e que aborda questões sobre o preenchimento do prontuário físico.

  1. Prontuário eletrônico facilita atendimentos realizados em Centros de Referência (2014)
  2. Prontuário do Suas e Gestão do Trabalho são assuntos da Teleconferência do MDS (2013)

Por enquanto são essas questões, caso queira dialogar mais sobre outras, deixe nos comentários.

Posts da série TOP 10 do Blog Psicologia no SUAS:

  1. #01 Indicação de leitura para atuação no SUAS (Encontre mais de 40 sugestões de materiais sobre Cras, Creas…)
  2. #02 Atividades com Idosos no PAIF – SCFVI – PAEFI (Sugestões de Materiais sobre Grupo de Idosos)
  3. #03 Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV ( Sugestão de materiais sobre o SCFV
  4. #04 Materiais para ações socioeducativas e de convivência com crianças, adolescentes e jovens
  5. #05 Livro sobre o CREAS – TOP10 #05 (A ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA NO SUAS: um enfoque no CREAS, em seus desafios e potencialidades)
  6. #06 Lista de atribuições que NÃO compete aos CRAS – TOP 10 #06

Nossa fanpage: facebook.com/PsicologianoSUAS

Até breve!

Teleconferência debate vigilância socioassistencial e desafios do SUAS

MaisTEleconferencia Psicologia no SUAS uma Teleconferência do MDS sobre vigilância socioassistencial, será nesta Segunda-Feira, das 09:oo às 10:30 no canl NBR pela internet.

No Município onde atuo, esta função do SUAS está sendo implantada agora ( acredito que seja uma realidade de muitos Municípios) e por isso estaremos atentos.  De acordo com NOB/SUAS “A vigilância socioassistencial consiste no desenvolvimento da capacidade e de meios de gestão assumidos pelo órgão público gestor da Assistência Social para conhecer a presença das formas de vulnerabilidade social da população e do território pelo qual é responsável. (NOB-SUAS, 2005)

Fonte: MDS

Mais Informações veja no site do MDS: Teleconferência Vigilância Socioassistencial

 

Prontuário SUAS

Oi pessoal, o post de hoje no Psicologia no SUAS é muito importante e fundamental para a qualificação dos serviços ofertados no SUAS, e o incrível é que falamos pouco sobre isso aqui no blog – entre os comentários, este tema é minoria. Mas qual profissional nos CRAS e CREAS já não se viu preocupado com os instrumentos de registros dos atendimentos e das atividades desenvolvidas? e/ou teve a sensação que instrumento nenhum responde ao serviço? o que leva a incontáveis adaptações do instrumento criado.

————– BAIXE O PRONTUÁRIO (VERSÃO FINAL): CLIQUE AQUI———-

Contudo, Estes instrumentos estão com os dias contados, o MDS (a partir de uma Pesquisa realizada pelo CLAVES/FIOCRUZ e MDS) , está em processo de revisão do formulário de registro chamado PRONTUÁRIO SUAS. A relevância do instrumento de registro é apresentada no documento SUBSÍDIOS PARA DISCUSSÕES SOBRE O “PRONTUÁRIO SUAS” (MDS, Pág. 51)

3.3  Objetivos de se instituir um Modelo de Prontuário para o SUAS
  Contribuir para o aprimoramento do processo de trabalho, dando visibilidade
às múltiplas dimensões que devem ser consideradas no processo de acompanhamento famílias;
  Contribuir para a qualificação do processo de atendimento/acompanhamento,
trazendo benefícios tanto aos usuários do serviço como aos profissionais e às
unidades;   Contribuir com o estudo social realizado com as famílias (…) ; Contribuir como fator de integração das  equipes  das unidades socioassistenciais do SUAS; (…)

Ao ler este documento é claro que o MDS será responsável pela impressão do PRONTUÁRIO e pela distribuição para as unidades CRAS e CREAS. Ressalto que ainda não temos a informação se o prontuário sofrerá mudanças ou se já está na versão final. Tive acesso aos materiais através do [FORUM-SUAS-MG] .

A intenção ao divulgar o material é favorecer o estudo do material e propor discussão acerca do mesmo e já nos prepararmos para usá-lo. Parece simples, mas sabemos que quando se trata de sistematizar informação temos muitas lacunas no entendimento do processo, na articulação com outras unidades da assistência social e na concepção de alguns profissionais que não entendem os registros  como necessários e parte do trabalho.

Abaixo um cronograma com as etapas e prazos acerca do PRONTUÁRIO SUAS:

Para Baixar clique nos links: PRONTUÁRIO SUAS_revisão2012
Subsídios_Prontuário SUAS

BAIXE O PRONTUÁRIO (VERSÃO FINAL): CLIQUE AQUI