Gostaria de desejar a vocês um ano novo de muita sabedoria e muito trabalho. Que possamos continuar acreditando e contribuindo com e para o fazer psi nas Politicas Públicas de Assistência Social.
Obrigada a todos que participaram, me motivando e me fazendo companhia neste percurso, o qual às vezes é sombrio e tímido, e que se desvela pouco e lentamente. Exigindo assim, paciência, persistência, disponibilidade para lidar com desafios, e ousadia para criar diante do não saber fazer!
É com muito carinho que realizo este sorteio. Há mais de 2 anos atualizo este blog com o mesmo empenho e dedicação, mas tem algo que me faz acreditar na sua utilidade e na contribuição que tem feito com os trabalhos de centenas de colegas espalhados nas unidades ofertantes da proteção social, Brasil afora – os comentários dos leitores. Os quais mantêm minha vontade em continuar com o blog mesmo quando começa a bater um descrédito, frustração no trabalho com/nas Políticas Públicas. Sim, muitas vezes nosso trabalho é atravessado por questões políticas, institucionais, culturais, sociais, históricas… a lista é grande. Mas se acreditamos que nossa profissão tem um FAZER que possa contribuir com essa política pública, tudo fica mais fácil – se sabemos de nossa importância é porque temos instrumentos de trabalho que nos permitem afirmar isso.
Então, estamos aqui no blog, reafirmando nosso lugar de atuação no SUAS, descobrindo instrumentos, triando teorias para trilhar os caminhos da prática. Esta que reflete, critica, questiona e demanda novas teorias.
Portanto, levada pelo espírito presentinho deste período natalino, resolvi realizar uma parceria com a Editora Vozes e sortear um livro bem interessante para os leitores do blog e seguidores da Página no Facebook. [Veja como participar: http://sorteie.me/facebook/compartilhar.php?id=118527] .O que foi fomentado após minha compra do Livro em tela, uma vez que o mesmo é lançamento desta Editora. O tema do livro é pertinente com o nosso trabalho e com muitas questões que discutimos aqui no Psicologia no SUAS. A editora prontamente aceitou a parceira e disponibilizou o exemplar do Livro: O Psicólogo e as políticas públicas de assistência social – Lílian Rodrigues da Cruz e Neuza Guareschi (Orgs.) Ed.Vozes – aproveito para agradecer a cortesia da Editora/Livraria Vozes.
Então, é um gesto de agradecimento a vocês pela participação e reconhecimento deste espaço e uma oportunidade de divulgação para mais colegas do ( Blog / Página Facebook ) para poderem conhecer este espaço de trocas de experiências, de dúvidas, de sugestões, e de construção!
Que o próximo ano de trabalho possa nos permitir mais êxitos e que nos fortaleça como executores de uma política pública mais qualificada e com mais qualidade.
Com carinho,
Rozana Fonseca
PARTICIPE DO SORTEIO! Lembrando que os profissionais de outras formações também podem participar!! boa sorte!
O Psicólogo e as políticas públicas de assistência social – Lílian Rodrigues da Cruz e Neuza Guareschi (Orgs.)
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P.s: O Blog Psicologia no SUAS, não ganhará nenhum valor para promover este sorteio. A parceria com a Editora Vozes, consiste apenas na oferta gratuita do livro ao ganhador.
Oi Pessoal, vou deixar meu endereço do Skype e quem sabe não formamos um grupo de discussões pelo Skype? Para o ano que vem tenho novidades e provavelmente usarei esta ferramenta para comunicar diretamente com vocês!
rozana.fonseca (rozanafonseca@gmail.com
Hoje tem Grupo “Psicologia no SUAS” no Skype às 20:00h – vamos falar sobre a promoção que será realizada pela nossa FanPage: https://www.facebook.com/PsicologianoSUAS
Gestão do trabalho será tema de teleconferência na segunda (19/11/12)
A próxima teleconferência do MDS, que será transmitida pelo canal NBR e por sites, promete ser muito proveitosa, uma vez que o ” O objetivo é discutir as contribuições da psicologia e do serviço social no contexto do Suas, as especificidades de cada categoria e o trabalho social articulado e integrado desenvolvido pelo serviços socioassistenciais” Fonte: MDS
Quem não puder assistir terá várias oportunidade: “A NBR reapresentará o evento na quarta (21), às 8h30, na sexta (23), às 17h, e no domingo, às 13h” – Site MDS
Entre no link do MDS abaixo, e confira mais informações!
Considero o registro fotográfico das atividades que desenvolvemos nos serviços dos SUAS muito importante. Acredito que o arquivo fotográfico, além de contar a história da implantação e da execução do trabalho, também retrata o processo de entendimento da evolução da política pública e de como os serviços são vistos e tratados pela gestão e técnicos de cada cidade – Estado.
Claro, a fotografia retrata a realidade, mas não toda. A filmagem 24h pode revelar o real, mas ainda é questionável, pois o ângulo que a câmera é colocada é sempre para revelar algo/a visão de quem a posicionou. Ficou contraditório? Não. Porque a melhor coisa é dar nossa interpretação à imagem capturada. Somos nós, portanto, que demos voz à fotografia, sem nossa leitura, uma fotografia seria apenas mais um anexo de um relatório.
É por isso que “naquele tempo” dos álbuns de família, sempre tinha alguém do lado de quem olhava as fotos para explicar o que era cada uma. Senão, não significaria nada para quem folheava o precioso caderno com imagens de um cotidiano alheio e nem pra quem tinha longas histórias para contar, as quais, a fotografia não era capaz de revelar.
Tudo bem, eu admito que minha relação com a fotografia vai além da preocupação com o registro das ações dos Cras, Creas, enfim, é porque admiro a possibilidade de usá-la como um recurso de disparo de memória e como um recorte que permite um pano de fundo para várias histórias e verdades.
Por isso, a ideia de revelar o pensamento que atribuo às diversas fotografias referentes ao meu trabalho, porque sem ele, elas apenas revelam um dia-a-dia planejado e previsível.
Então, confiram as postagens de Foto com Pensamento na Fan Page do Blog: facebook.com/PsicologianoSUAS as Segundas e Sextas-Feiras. E se você também curte fotografia, revele as melhores fotos do seu trabalho conosco! É só enviar a foto com o pensamento e os dados para o e-mail: psicologianosuas@gmail.com, para eu postar na fan page.
Para inaugurar este projeto, escolhi uma das fotos do trabalho no CRAS que mais gosto!
“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” Nietzsche
CRAS I Eunápolis/BA – Sr. José (Tody) – Foto: Rozana Fonseca
Olá colegas de jornada! em especial à Andressa Barbosa, a qual postou um comentário com questões relacionadas ao Censo SUAS. Primeiramente quero agradecer a Andressa e a Simone, duas leitores que me colocaram para atualizar o blog este final de semana! 😉 é que com o volume de trabalho, o tempo passa e muitas coisas vão ficando em aberto. Por isso, obrigada aos leitores que comentam as postagens, porque os comentários funcionam como um combustível para eu prosseguir com o o blog . Sei que demoro responder um pouco ( tem ainda os e-mails que recebo) mas o objetivo é não deixar nenhum colega sem retorno. Mas vamos ao texto inspirado nas colocações de Andressa:
O censo SUAS é um instrumento de monitoramento, levantamento da situação da rede socioassistencial de cada Município. As dificuldades começam pela discrepância da realidade com aquilo que é proposto pelo MDS. Os técnicos, gestores começam a perceber que os caminhos trilhados diariamente não estão na mesma direção do que é proposto pelo SUAS, ou para não ser tão pessimista, o caminho parece ser bem mais árduo e menos linear. Por exemplo, realizamos o preenchimento do censo, mas não temos a vigilância socioassistencial implantada, o que resulta, para o Município e para os serviços e projetos, apenas números e não uma leitura técnica, qualitativa da realidade.
No suas temos três eixos de execução dos serviços socioassistenciais: proteção social, vigilância social e defesa social e institucional. Estamos executando a proteção social e bem mal a defesa social e institucional, pois muitos gestores, trabalhadores nem se apropriaram ainda do que se trata, ou e quando tem o entendimento, não tem os recursos necessários, como, estrutura física, transporte, Recursos Humanos, entre outros.
Mas voltemos ao censo e às questões de Andressa. Acredito que os profissionais ainda não qualificam o censo como instrumento de vigilância e nem como apropriação do trabalho. A falta de apreensão acerca das atividades a serem realizadas primordialmente em um Cras, Creas, me leva a esta hipótese. E também temos observado muitos profissionais com insegurança e desconhecimento acerca do que fazer no SUAS. (Faço alusão ao proposto e acordado no Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferências de Renda no âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS) Acesse AQUI.
Então, o Censo não seria também um indicador do que as diretrizes e princípios dos serviços elencados na PNAS, Protocolos, Resoluções, entre outros, demonstram que sejam executados nas unidades como Creas, Cras? Acredito, portanto, que se os técnicos e principalmente os gestores não se apropriarem deste instrumento – para além de enviar dados quantitativos, os serviços socioassistenciais continuarão sem a qualificação adequada e continuarão num caminho obscuro tanto para o MDS quanto para os trabalhadores que estão na ponta executando os serviços. (é relevante pontuar que o MDS propõe muitos serviços com uma “falsa certeza” de que para os Municípios, basta realizar o Termo de Aceite, que depois a execução dos serviços fluirá na perfeita harmonia com as diretrizes indicadas)
Mas defendo que para os profissionais atentos e uma gestão mais próxima das propostas do SUAS, o censo é um importante instrumento de vigilância social e que pode ser um instrumento de leitura e mudança da realidade – estrutura física, recursos humanos, atividades realizadas e horário de funcionamento – estas dimensões são fatores de avaliação do índice de desenvolvimento dos CRAS. Assim, é através do censo SUAS que é avaliado se os Municípios estão cumprindo com as normativas do SUAS.
Então, observamos a relevância deste censo e identificamos que o desdobramento dos dados resultam em consequências para a melhoria, expansão e qualificação – ou NÂO, dos serviços socioassistenciais nos municípios. Para os gestores atentos às metas de desenvolvimento dos CRAS – o que é tratado no documento: O CRAS que temos e o CRAS que queremos, este instrumento pode ser um norteador para a qualificação dos serviços ofertados e para o alinhamento entre gestão e trabalho técnico.
Bom, minha reflexão é essa e espero que vocês possam deixar suas opiniões aqui também!
Atividade Colcha de Retalhos Desenvolvida pelo PAIF no CRAS I – Eunápolis/BA – Técnica de referência responsável: Rozana Maria da Fonseca – CRP03/6262
Oi pessoal, descrevo a seguir como foi realizado esta dinâmica com o grupo de Idosos: Trocando Saberes, principalmente pelos pedidos de orientações acerca do desenvolvimento desta atividade. Já respondi por e-mail e aqui no blog, mas realmente estava superficial e acarretava em mais perguntas. Outro motivo é porque estou resgatando um dos objetivos do blog, que é divulgar o que temos feito nos Cras, Creas, então uso como um gancho importante para motivar o compartilhamento mais detalhado das atividades que desenvolvi e desenvolvo e que vocês desenvolvem. Lembro que no início do blog escrevi alguma coisa referente a nossa “timidez” quanto a divulgação de nossa atuação no SUAS, ou melhor, a falta de divulgação. Então, espero que outros colegas possam expor suas atividades aqui no blog e contribuir de fato com o fortalecimento de nosso trabalho.
Contextualização e Característica do grupo: Os participantes chegaram ao CRAS pela via da alfabetização, muitos estavam frequentando um projeto de alfabetização do Programa Bolsa Família em parceria com a Unimed e as mulheres também realizavam alguma oficina de produção (como bordado, corte e costura – na época era mais contextualizado como curso mesmo e a ideia era desenvolver atividades de geração de renda) – isto em meados de 2008-2009.
Quando entrei para o CRAS, segundo semestre de 2009, fiquei como técnica de referência para este grupo, e a demanda era para formalizar um grupo com idosos. O CRAS ainda estava sem norte quanto às atividades pautadas pelo PAIF e isso era refletido nas ações desenvolvidas. No início comecei a ler materiais para pautar os planejamentos das atividades segundo o que era proposto pelo SUAS-PAIF, como: acompanhamento a familias PBF MDS (Orientações para o acompanhamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no âmbito do Sistema Único De Assistência Social (SUAS) – Versão preliminar 2006; PNAS, NOB/SUAS. ( Para baixar o documento, é só clicar no link acima)
Minhas primeiras atividades foram com o grupo de idosos e de gestantes. Para iniciar o grupo, planejei atividades com metodologia de grupo de convivência, mas o grupo também teria a dimensão socioeducativa. O primeiro documento que citei acima também fala da dimensão reflexiva, mas eu tenho preconceito com este termo quanto foco de uma oficina, pois o que seria reflexivo? A reflexão não está imbricada tanto no grupo socioeducativo como o de convivência, ou numa palestra, numa oficina com foco em arte, como música, teatro, e também num grupo operativo? É apenas um posicionamento meu e este não é o momento para prosseguir com esse questionamento.
Entre as atividades que desenvolvi com o grupo, o foco aqui é no desenvolvimento da Colcha de Retalhos. Esta atividade começou depois que encontrei a Dinâmica da Colcha de Retalhos no site: http://www.mundojovem.pucrs.br/dinamicas/colcha-de-retalhos. Usei como inspiração e adaptei aos objetivos que tinha traçado para e com o grupo. O desenvolvimento não foi linear, ao longo do semestre foram desenvolvidas outras atividades paralelas, como palestras interativas sobre o SUAS, Cras, rede socioassistencial do Município, entre outras, palestras e/ ou “conversa em roda” para debater um tema gerador, o qual era proposto após uma identificação de demanda e ainda realizávamos a comemoração dos aniversariantes do mês.
Vamos ao quadro com o desenvolvimento das atividades:
CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – Eunápolis/BA
CRONOGRAMA GRUPO TROCANDO SABERES
Nº ENCONTRO
ATIVIDADES
DURAÇÃO
1
Etapa I – Apresentação dos integrantes e exposição dos objetivos da atividade: Colha de Retalho – Resgate da história de vida dos integrantes – para que eles se apropriem com de suas experiências vividas e possam compartilhá-las com o grupo e assim, resgatar a auto-estima e melhorar o vínculo interpessoal
01:40
2
Continuação: Resgate da história de vida dos integrantes – levantamento das habilidades dos participantes, e enfatizando a expressão de como eles lidavam com o fato de não terem sido alfabetizados.
01:20
3
Corte do tecido e explanação sobre a atividade– reforçando o objetivo e o período previsto: expressar através de um desenho livre, a representação da história de vida, alguns iniciaram a pintura.
01:40
4
Continuidade da atividade: Colcha de retalhos – Início da pintura em tecido – construção e compartilhamento de experiências de vida
01:20
5
Continuidade da atividade… Avaliação
2:00
6
Etapa II – Colcha de retalhos – Levantamento sobre a história do bairro dos participantes relacionada ao sentimento de pertença, ou não com o território e com a cidade.
01:30
7
Continuidade…
01:30
8
Continuidade da atividade
1:45
9
Exibição parcial das pinturas e avaliação da atividade
2:00
10
Etapa III – Costura das peças individuais das pinturas
01:30
11
Continuação Etapa III e preparação para a finalização
01:30
12
Colcha de Retalho – finalização
01:30
13
Roda de Conversa, onde cada um falou sobre as pinturas feitas e realizaram uma avaliação geral das Atividades e planejamento da exposição da colcha na feira de talentos.
01:30
14
Exposição na Feira de talentos*
02:00
Atividade baseada na dinâmica de mesmo nome e desenvolvida juntamente com outros grupos em andamento no CRAS.
Importante ferramenta para favorecer a expressão e comunicação dos usuários não alfabetizados e ou aqueles que apresentam dificuldade de verbalizar ideias e com dificuldades nas relações interpessoais;
Instrumento que permitiu o resgate e valorização da história de vida de cada participante.
Observações:
Muitos participantes nunca tiveram contato com lápis, pincel e tinta e estes apresentaram uma gratidão enorme em poder traçar algumas linhas e manejar as cores;
Muitos desenharam a família, e desenhos relacionados à vida que tiveram na zona rural;
Importância do papel do facilitador: O espaço de fala, onde cada um expressa de uma forma peculiar, através de desenhos – traços que aparentemente eram simples e que não tinham sentido para serem considerados como objetivo de expressão, exigem do facilitador do grupo um posicionamento ético, seguro e norteado pelos objetivos a serem alcançados. É preciso estar atento às características do grupo, como foi formado, qual trajeto percorrido, e o que cada integrante considera como fraqueza ou potencialidade ao longo de sua vida. O que agora será compartilhando com o grupo.
É preciso cuidado para não banalizar a produção e transformar a atividade em uma mera produção de desenho livre. Insisto, é o manejo com o grupo e as discussões entre as atividades que possibilita alcançar os objetivos e transformar uma “simples atividade” em uma obra de arte, pois é assim, que os participantes se referem à colcha de retalho.
Esta atividade poderá ser utilizada em outros grupos de famílias, mulheres, etc.
Conforme mencionei acima, segue a Dinâmica Colcha de Retalhos, a qual está disponível no site: http://www.mundojovem.pucrs.br/dinamicas/colcha-de-retalhos
Atividade:
Quantas vezes sentamos ao lado de nossos avós ou mesmo de nossos pais para escutar aquelas longas histórias que compuseram a vida e a trajetória da nossa família e, portanto, a trajetória da nossa vida? Quantas vezes paramos para pensar na importância do nosso passado, nas origens de nossa família, e mais, de nossa comunidade? Indo um pouco mais longe, quantas vezes paramos para pensar de que forma a cultura da nossa cidade e de nosso país influencia o nosso modo de ver as coisas?
Pois é. Nós somos aquilo que vivemos. Somos um pouquinho da via de nossos pais e avós, somos também um pouquinho da vida de nossos pais e avós, da nossa, do nosso bairro, das pessoas que estão à nossa volta, seja na cidade ou no país onde vivemos.
Isso é o que se chama identidade cultural. E esta é uma atividade que ajuda a buscar essa identidade – o que significa buscar a nossa própria história, conhecemos a nós mesmos e a tudo que nos rodeia. Buscar a identidade cultural é “entender para respeitar” nossos sentimentos e os daqueles com quem compartilhamos a vida.
Material:
* Tecido – lona, algodão, morim cortados em tamanho e formatos variados * Tinta de tecido ou tinta guache (é bom lembrar que o chache se dissolve em água) * Linha e agulha ou cola de tecido.
Passos – Como se faz:1ª Etapa – História de Vida
Peça a todos os participantes para relembrarem um pouco de suas histórias pessoais e das histórias de suas famílias, pensando em suas origens, sentimentos e momentos marcantes, em sonhos, enfim, em tudo aquilo que cada pessoa considera representativo de sua vida. Depois disso, peça para escolherem pedaços de tecidos para pintar símbolos, cores ou imagens relacionadas às suas lembranças. Esse é um momento individual, que deve levar o tempo necessário para que cada um se sinta à vontade ao expressar o máximo de sua história de vida. Quando todos terminarem, proponha a composição da primeira parte da Colha de Retalhos, que pode ser feita costurando ou colando os trabalhos de cada um, sem ordem definida.
2ª Etapa – História da Comunidade
Esta etapa exige muito diálogo entre os participantes, que devem construir a história da comunidade onde vivem. Uma boa dica é pesquisar junto aos mais velhos.
O grupo escolhe alguns fatos, acontecimentos e características da comunidade para representá-los também em pedaços de tecido pintados. Pode-se reunir as pessoas em pequenos grupos para a criação coletiva do trabalho. Todas as pinturas, depois de terminadas, deverão ser costuradas ou coladas compondo um barrado lateral na colcha.
3ª etapa – História da cidade, do Município, do país,
A partir daqui, a ideia é dar continuidade à colcha de retalhos, criando novos barrados, de forma a complementá-la com a história de vida da cidade, do país, do mundo e até a do universo. Não há limites nem restrições. O objetivo principal é estimular nos participantes a vontade de conhecer e registrar a vida, em suas diferentes formas e momentos. Desse modo, poderão se sentir parte da grande teia da vida.