Procurar por:
Participe da pesquisa: Violência vivida por profissionais da Assistência Social

Passando aqui para compartilhar um convite da pesquisadora Gabrielli Sobral Dias, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), sob orientação da Profa. Dra. Sandra Neves Nunes para participação na pesquisa intitulada Violência vivida por profissionais da Assistência Social quando reproduzidas por usuários dos serviços: fatores de risco psicossociais e associação com variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais. O estudo tem como objetivo investigar a prevalência de violência relacionada ao trabalho e os fatores de risco psicossociais associados à violência sofrida por profissionais do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – quando exercida por usuários dos serviços. Além disso, busca-se examinar as influências de variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais sobre as distintas formas de violência e sobre os fatores de risco psicossociais relativos às violências sofridas.

Para participar, é só entrar neste link e preencher o formulário da pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWuzyUvkiXe_aXfh9E2E0cnXx2-yaCS80j3JsDc4GXk008Pw/viewform?usp=header

Convite para participação na pesquisa: Violência vivida por profissionais da Assistência Social

Olá, trabalhadoras(es) do SUAS!

Passando aqui para compartilhar um convite da pesquisadora Gabrielli Sobral Dias, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), sob orientação da Profa. Dra. Sandra Neves Nunes para participação na pesquisa intitulada Violência vivida por profissionais da Assistência Social quando reproduzidas por usuários dos serviços: fatores de risco psicossociais e associação com variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais. O estudo tem como objetivo investigar a prevalência de violência relacionada ao trabalho e os fatores de risco psicossociais associados à violência sofrida por profissionais do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – quando exercida por usuários dos serviços. Além disso, busca-se examinar as influências de variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais sobre as distintas formas de violência e sobre os fatores de risco psicossociais relativos às violências sofridas.

Para participar, é só entrar neste link e preencher o formulário da pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWuzyUvkiXe_aXfh9E2E0cnXx2-yaCS80j3JsDc4GXk008Pw/viewform?usp=header

Sigo falando sobre o assédio moral no SUAS – agora de forma ampliada e institucionalizada

Olá, pessoal!

Antes de tudo, quero manifestar minha alegria em poder continuar trabalhando com um tema tão relevante para as(os) trabalhadoras(es) e gestoras(es): a situação do assédio moral no SUAS. Mas agora, de forma ampliada e institucionalizada, por meio de uma pesquisa conduzida pela Coordenação-Geral de Gestão do Trabalho e da Educação Permanente, do Departamento de Gestão do SUAS (CGGTEP/DGSUAS/SNAS/MDS).

Falar de assédio moral é também falar de saúde mental, de condições de trabalho dignas, de relações éticas, de gestão democrática e de cuidado com quem cuida e protege. É enfrentar um problema psicossocial grave que se manifesta nas fissuras do cotidiano, muitas vezes naturalizado, silenciado ou individualizado.

Portanto, vamos continuar falando/conhecendo sobre assédio moral no SUAS?

Tenho repetido por onde passo, em rodas de conversa e palestras que não podemos nos furtar de falar sobre temas difíceis, espinhosos e incômodos como é o tema de hoje. O assédio moral é um problema complexo, e por isso mesmo nos exige coragem, firmeza e delicadeza para abordá-lo em nosso cotidiano de trabalho. Precisamos olhar de perto, questionar, compreender as camadas de violência e as condições indignas de trabalho que ele encobre. Bora, não tenhamos medo do difícil.

Este post é também um chamado especial às(aos) gestoras(es) do SUAS: falar sobre a ocorrência alarmante de assédio moral não é uma questão pessoal, tampouco deve ser personalizada ou reduzida às condutas individuais. Estamos diante de um problema psicossocial profundamente ligado às relações e às condições de trabalho. E o assédio pode ser ao mesmo tempo um fator de risco psicossocial e um dano real à saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores.

Por isso, compartilho com muito carinho e responsabilidade a realização da pesquisa nacional promovida pela CGGTEP/DGSUAS/SNAS/MDS, como parte da consultoria que estou desenvolvendo no âmbito do Projeto UNESCO 914BRZ3051. Venci na vida, né?! 🙂

O objetivo é: diagnosticar a situação do assédio moral no SUAS
Produzir documentos de orientação e Formação no escopo de Educação Permanente para prevenção e enfrentamento do problema do Assédio moral no SUAS.

A pesquisa será realizada em duas etapas:
Etapa quantitativa, por meio do formulário online (https://forms.gle/Jb9angyb8NNq6heRA).
Etapa qualitativa, com entrevistas e grupos focais em todas as regiões do País.

IMPORTANTE: todas as informações serão tratadas com o mais absoluto sigilo e anonimato. Nenhuma identificação será possível.

Convido você a participar e divulgar especialmente para equipes de nível médio, fundamental e das entidades socioassistenciais, que muitas vezes enfrentam essas situações de forma mais silenciosa e invisibilizada.

🔗 Acesse o formulário e participe:
https://forms.gle/Jb9angyb8NNq6heRA

Por fim, destaco que encarar o problema de frente é o primeiro passo para transformá-lo. Precisamos conhecer os riscos e os danos, sim, mas com a mesma urgência, precisamos conhecer e criar fatores psicossociais de proteção no ambiente de trabalho, mesmo diante das condições tão degradantes que marcam o mundo do trabalho em nossa realidade capitalista.

Vejo vocês em breve.

Com afeto e saudades,
Rozana Fonseca – @psicologianosuas
Psicóloga e autora do Blog Psicologia no SUAS

Fonte: Blog Rede SUAS

Linha do Tempo: uma metodologia viva para trabalhar histórias, vínculos e territórios no SUAS

 

Antes de apresentar o texto proposto no título, deixa eu falar com vocês, porque quem é vivo, sempre aparece! Ainda bem!!

Depois de um bom tempo sem aparecer por aqui, volto com o coração cheio de entusiasmo para compartilhar uma nova contribuição. E é uma contribuição bem aguardada por mim. Sempre admirei o grupo que vou apresentrar à vocês hoje! Os últimos meses foram marcados por projetos, mudanças e desafios na vida profissional e, como acontece com muitas de nós no SUAS, às vezes é preciso se recolher um pouco para reorganizar, refletir e seguir em frente com mais consistência e sentido.

Mas a vontade de estar aqui, trocando, nunca desapareceu. E é com alegria que compartilho com vocês uma ferramenta que, espero, poder inspirar, apoiar e fazer sentido na prática na assistência social.

E aproveito para dizer que o projeto no Substack continua de pé! Vou escrevendo à medida que for possível, sem pressa, mas com muita vontade de seguir contribuindo. E como prometido: os textos e contribuições de utilidade pública continuarão com acesso 100% livre pelo BPS e pelo Substack, porque compartilhar conhecimento é, também, um ato político e um compromisso com o fortalecimento do SUAS.

Aproveito para agradecer ao Coletivo Articulando Redes, em especial, à Márcia Mansur, pela confiança em dividir essa contribuição por meio deste espaço potente e ainda necessário que nunca perde o jeitim especial de juntar gente do SUAS (ainda mais de Minas!!).

Tomara que a proposta circule, se espalhe, chegue a muitos territórios e que possa ser adaptada, reaproveitada e fortalecida por cada profissional que encontrar nela uma inspiração ou um ponto de partida.

Vamos ao texto:


Linha do Tempo: uma metodologia viva para trabalhar histórias, vínculos e territórios no SUAS, Por Márcia Mansur Saadallah – Coletivo Articulando Redes

A história de um território é, em essência, a história das pessoas que o habitam. Cada rua, praça e cada cantinho guarda memórias que, quando compartilhadas, fortalecem os laços comunitários e promovem uma compreensão mais profunda do coletivo em que vivemos. Uma maneira criativa e dinâmica de explorar essas histórias é através da construção de uma linha do tempo coletiva.

Esse texto apresenta a metodologia Linha do Tempo, uma ferramenta desenvolvida pela professora Márcia Mansur Saadallah, criada para fortalecer o trabalho com narrativas, memórias e vivências territoriais. . Desde a sua criação, a metodologia tem sido aplicada em diferentes contextos e projetos com o propósito de fortalecer vínculos, promover refl exões coletivas e valorizar as vivências locais. Nos últimos oito anos, o Coletivo Articulando Redes1 tem difundido e aprimorado essa prática em parceria com profi ssionais, comunidades e territórios da Proteção Social Básica e Especial do SUAS em Belo Horizonte e região metropolitana. Ao longo deste percurso, a Linha do Tempo tem se mostrado uma potente estratégia para estimular a participação e integração de pequenos grupos.

Utilizada em campanhas, eventos, ofi cinas e ações comunitárias, além de formações com profi ssionais da Assistência Social, a Linha do Tempo é uma técnica que possibilita versatilidade na execução para melhor adaptação ao contexto. Pensando nos objetivos da política, especialmente nos objetivos que tange às ações desenvolvidas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), esta técnica visa o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, a promoção da escuta e valorização das histórias de vida das/os usuárias/os. Também favorece a promoção do acesso a direitos e a formação de territórios mais protetivos.

Essencialmente pensada para o trabalho com grupos, a partir da partilha de relatos e da reconstrução das trajetórias pessoais, os participantes ampliam sua compreensão sobre suas próprias histórias, além de compartilharem vivências comunitárias e territoriais. Nas experiências do Coletivo Articulando Redes, a Linha do Tempo é o primeiro momento de integração do grupo: é a acolhida, o início da formação de laços, quando cada pessoa ainda não se reconhece parte de um coletivo. Cada participante chega com suas próprias ideias, sentimentos e objetivos para o encontro – memórias que, juntas, começam a compor uma narrativa comum.

Para facilitar a compreensão e a replicação da técnica, apresentamos abaixo uma fi cha ilustrada com o passo a passo detalhado de sua aplicação.

A partir das histórias individuais, tecidas no chão comum do território, criam=se histórias coletivas. Ao organizar as narrativas e os acontecimentos em uma sequência temporal, começa a ganhar sentido o território vivido pois se encontram na similaridade com a história do outro, no reconhecimento de cenários, nos fatos históricos, nas lutas comunitárias, nas desproteções e riscos, nas proteções e potencialidades, na solidariedade e no comum. Dessa forma, a ferramenta fortalece o sentimento de pertencimento e os vínculos entre os sujeitos, estimulando o diálogo, a troca de saberes e a valorização das histórias de cada indivíduo. Isso permite que compreendam seu papel dentro do grupo ou comunidade, contribuindo para a construção e o fortalecimento de uma identidade coletiva (KOGA, 2011).

O uso da Linha do Tempo enquanto uma técnica para trabalhos comunitários também contribui para a formulação de estratégias mais alinhadas às realidades locais. Ao registrar memórias e vivências em determinado espaço, é possível compreender melhor as transformações dos territórios e as necessidades das comunidades, possibilitando intervenções mais efi cazes e colaborativas.

Quando um grupo de pessoas se reúne para discutir seus problemas, muitas vezes sentidos como exclusivos de cada um dos indivíduos, descobrem existirem aspectos comuns, decorrentes das próprias condições sociais de vida; o grupo poderá se organizar para uma ação conjunta visando a solução de seus problemas. E aquelas necessidades, que sozinhos eles não podiam satisfazer, passam a ser resolvidas pela cooperação entre eles. (LANE, 2006, p. 69)

Sendo assim, acredita-se que esta técnica também possibilita o que se pode chamar de “micro-vigilância”, ou seja, a análise e diagnóstico mais próximo da situação e realidade do território e suas ruas, bairros e vizinhanças para intervenções mais apropriadas aos contextos. A Linha do Tempo pode ser um importante disparador de refl exões que se desdobram em ações e realizem possíveis transformações.

O se defrontar com os outros, o se descobrir diferente, único e, ao mesmo tempo, assumir a igualdade de direitos e deveres, a responsabilidade de pensar, de decidir e de agir, é um processo que se desenvolve através de práticas e refl exões sucessivas. Não há receitas, nem técnicas pré-defi nidas, cada grupo desenvolve um processo próprio, em função das suas condições reais de vida e das características peculiares dos indivíduos envolvidos. (LANE, 2006, p. 70)

Como toda ação dentro do SUAS, é necessário uma equipe técnica comprometida com uma atuação que ultrapasse o emergencial e a concessão de benefícios. A partir da escuta atenta, da valorização do saber comunitário e do acolhimento das histórias e realidades de vida, é possível uma intervenção que leve em conta a participação e o controle social.

Os homens se fazem homens na práxis. […] O que os distingue dos animais é exatamente esta capacidade de se distanciar de sua atividade para contemplá-la e transformá-la, tornando-se assim sujeitos de sua própria história. (FREIRE, 1987, p. 47).

Rereferências

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. KOGA, Dirce. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2011. LANE, Silvia T. Maurer. O que é psicologia social / Silvia T. Maurer Lane. — São Paulo: Brasiliense, 2006. — (Coleção primeiros passos; 39)

  1. O Coletivo Articulando Redes é uma iniciativa que atua no fortalecimento das políticas públicas, da participação social e das práticas comunitárias. Com origem em experiências de extensão universitária e trabalho em rede, o coletivo desenvolve metodologias participativas, formações, assessorias e pesquisas voltadas à transformação social, à escuta sensível dos territórios e à valorização de saberes coletivos. Saiba mais em: www.articulandoredes.com.br. ↩︎

 

Aos 15 anos, o BPS debuta uma nova jornada: virou newsletter

Newsletter: Publicação periódica enviada por e-mail que reúne informações, atualizações e textos. O objetivo é manter uma escrita mais aprofundada, humanizada e pessoal – algo que não consigo fazer nas redes digitais, como o Instagram – e reforçar as críticas e proposituras que já são minha marca registrada. Minha intenção é engajar e informar colegas psicólogas/os e demais profissionais que quiserem chegar.



15 anos!! Uma década e meia de uma história costurada no exercício da minha profissão.

Ainda estudante, eu almejava ser uma psicóloga ativa, interessada e interessante. Hoje, sou uma psicóloga orgulhosa da minha trajetória, mas ainda muito exigente na autocrítica. Eu queria ser inteligente, mas sou apenas esforçada. O fato de ter começado a estudar somente aos oito anos de idade (na zona rural) pode explicar muita coisa; no entanto, agora sei que não é só isso. Mas o fato é que estou sempre tentando reduzir algum atraso, veja que coisa! — Em outra ocasião posso falar mais a respeito.

A esta altura, você pode ter percebido um certo pessimismo temperado com uma dose de drama. E você observou bem. Sempre me impressiona como algumas pessoas entregam pouco e, ainda assim, se vangloriam do que fazem. Com a “tiktokrização” do mundo, a superficialidade na abordagem de temas inerentes à Psicologia e ao cotidiano se torna ainda mais evidente. Não tenho coragem de ser medíocre, nem quero — posso até sê-lo sem saber, mas aí já é outra história!

Por isso, hesitei em continuar escrevendo para o BPS. Este é apenas um dos motivos que me levaram a diminuir a frequência de publicação. É preciso ser sincera: mesmo com o advento avassalador das redes digitais, o blog continuou recebendo visitas e acessos aos textos e materiais publicados. Ou seja, havia espaço para seguir existindo e alcançando quem também não aprecia mediocridade. Mas eu me irritava cada vez mais ao me deparar com cópias descaradas de meus textos ou dos textos das profissionais colaboradoras que publicaram no blog por um bonito período.

De vez em quando, surgem plágios e ideias copiadas sem o menor pudor (houve uma conta que publicou uma imagem que criei exclusivamente para o BPS — eu, na minha “loucura” de edição do blog, chegava a produzir até imagens!). O argumento da pessoa foi que a imagem poderia ter sido gerada por IA e que ela não conhecia o BPS. Medíocre! Ela já havia utilizado trechos de outras imagens e textos do BPS em seus cursos. Dias atrás, inscrevi-me em um curso cujo tema era quase idêntico a um dos meus textos de maior alcance no blog. Entrei desconfiada e saí convicta de que a pessoa lera o texto que escrevi, mas não foi capaz de citá-lo como referência.

As pesquisadoras também me irritaram muito por um tempo. Hoje entendo melhor, mas ainda assim é possível diferenciar quem é medíocre de quem é parceira e reconhece o trabalho pioneiro do BPS — um espaço que se mostrou mais relevante para o suporte a profissionais que ingressaram no SUAS do que muitas produções científicas precárias publicadas por aí. Mas, é claro, as revistas científicas não vivem apenas de publicações precárias! E é muito gratificante perceber que determinada pesquisadora se baseou em reflexões do BPS, identificou lacunas de pesquisa e as colocou em prática. Isso é lindo e engrandece o BPS, pois não é à toa que, mesmo sem atualizações há meses, ele ainda é lembrado e acessado por tantas trabalhadoras, professoras e pesquisadoras do SUAS.

A seção de lamúrias acabou!

Agora quero enaltecer a grandeza deste feito, tanto profissional quanto pessoal.

Dois momentos me fizeram acreditar que o BPS era para valer, que havia tomado uma proporção de reconhecimento jamais imaginada. O primeiro foi quando fui convidada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), em 2013, para participar de uma transmissão ao vivo ao lado da profa. Lúcia Afonso e de uma representante do MDS. (No mundo pós-pandemia, lives com as/os ícones da Psicologia e do SUAS são comuns, mas, naquela época, eu procurava vídeos de Ana Bock e de outras referências, e ficava indignada por não encontrar quase nada.) Vale registrar que retomar as produções de Lúcia Afonso, estudar Bader Sawaia e Maria da Graça foi a astúcia mais acertada para eu não me sentir sozinha, nem “menos Psi” por iniciar o trabalho no SUAS.

O segundo momento foi quando Marcus Vinícius — isso mesmo, o Matraga — seguiu a página Psicologia no SUAS no Facebook. Aquilo foi a glória, mas também, para não perder o costume, pensei: “Poxa! Se nem Marcus Vinícius tem as respostas, serei eu que as terei? Tá difícil, hein, profs?” (risos envergonhados). O segundo me remete a outro episódio, que integro neste texto como bônus: quando participei da mesa de lançamento do livro de Luane Santos. Naquela época, conhecer uma autora de livros era considerado um feito surreal. Eu havia divulgado o livro no BPS e ele super bombou!

Daí em diante, surgiram muitos encontros genuinamente orgânicos e potentes. Quanta beleza cabe em um trabalho produzido com honestidade e ética! Houve também muitos erros, sobretudo de escrita, fruto da minha limitação à época. Ainda assim, nunca escondi que o blog surgiu como uma meta pessoal para melhorar duas áreas da minha vida: a organização e a escrita.

A organização ainda não consegui aprimorar: neste momento, meu PC deve ter umas sete cópias da tipificação, além de dezenas de materiais repetidos em múltiplas pastas e unidades de armazenamento. Quanto a escrita, posso dizer que melhorei bastante e sigo avançando.

Entre lamúrias e vitórias, tenho muito a dizer ainda; por isso, quero continuar a escrever sobre o que me encanta e espanta ao longo da minha caminhada profissional. Contudo, estou mais amadurecida e pretendo atrair leitoras e leitores mais solidários e engajados; definitivamente, não quero usurpadoras(es).

Para você que acompanha meu trabalho pelo Blog Psicologia no SUAS ou que está chegando agora, poderá continuar acompanhando, interagindo e se inspirando com minhas ideias por meio de um novo espaço – o Substack –, que garantirá a continuidade do BPS. Assim, poderei continuar a compartilhar, de forma orgânica e sustentável, as reflexões que já desenvolvo aqui, com a liberdade de explorar, ainda mais a fundo, questões que considero urgentes e instigantes. Além disso, compartilharei textos mais reservados sobre as obscenidades do SUAS – estas últimas serão de acesso exclusivo para assinantes pagos da newsletter.

Por que no Substack?

Porque acredito que esta plataforma oferece um formato mais intimista, dinâmico e direto, facilitando o contato com quem realmente deseja acompanhar, comentar e debater minhas publicações. Quero construir, junto com vocês, um ambiente virtual que continue com esse toque pessoal e humanizado que fomente novas ideias, questione as superficialidades das redes digitais e inspire práticas transformadoras.

Vem, teremos textos, curadorias e muitas obscenidades 😉

Obrigada às pessoas que estão comigo desde o início do blog e as que chegaram depois e permaneceram!

Um obrigada ainda mais especial às pessoas que me apoiaram financeiramente pelo apoia.se e sobretudo, à vocês que permaneceram mesmo sem nenhuma entrega de minha parte. Sério, vocês são inesquecíveis!

Obrigada a cada profissional, colega e instituição que, com um gesto de reconhecimento, me convidou para eventos, lives, congressos e para a contribuição em escritos mais técnicos. São inúmeros encontros, com os quais, sinceramente, sinto que já cumpri o que deveria. Contudo, continuarei, pois preciso expressar minhas inquietações para manter minha energia de vida!


Vejo vocês em breve na versão gratuita com a divulgação de um material inédito no SUAS e para a versão assinantes pagos, já tenho o título do primeiro texto, que será: O trabalho socioassistencial no SUAS não é interdisciplinar.

Ainda estamos aqui 😉 : https://rozanafonseca.substack.com/

Sigo no instagram, vez ou outra: @psicologianosuas