Acompanho o blog e aprecio demais a contribuição dos textos para nossa prática profissional. Eu participo de equipes com profissionais muito competentes que conseguem perceber com clareza essas nuances do trabalho com as famílias e resistem aos retrocessos, propõem discussões e reflexões e ações pautadas nos princípios do SUAS.
Mas, muitos de nós simplesmente estão adoecendo de forma aguda nessa pandemia. Praticamente todas as orientações saíram depois de muitos dias, algumas muito vagas. Quem está na ponta ficou à mercê e teve que resistir de forma isolada, quando muito em pactuação com os colegas de trabalho locais ou regionais. Assédio moral, pressão política, escassez de equipe, de acesso à tecnologia no contexto macro de desmonte que é bem conhecido de todos. Muitos de nós colocados sob risco de contaminação constante.
Refletir, problematizar o trabalho não deveria estar se tornando um privilégio, mas de fato já é. Somos silenciados e submetidos a baixos salários, responsabilidades acumuladas, enquanto os grandes coletivos e conselhos regionais concentram as ações nos grandes centros urbanos e se tornaram inacessíveis ao trabalhador do interior.
Os colegas mais competentes com quem atuo já elaboram planos de saída do SUAS, confesso que também é o meu caminho. Não porque não acreditam nos seus princípios enquanto política pública, mas por conta da preservação da própria saúde física e mental.
Muito obrigada pela sua contribuição. Ela é um alívio e a certeza de nossa sanidade em tempos tão sombrios.
Carregando...
silvana martuscelli
6 anos atrás
Rozana, as Sextas Básicas já rendeu um projeto de parceria com a sociedade civil aqui no nosso Município. Esta Live foi muito inspiradora para mim. Parabéns por sua visão. Silvana Martuscelli
Boa tarde, Rozana.
Acompanho o blog e aprecio demais a contribuição dos textos para nossa prática profissional. Eu participo de equipes com profissionais muito competentes que conseguem perceber com clareza essas nuances do trabalho com as famílias e resistem aos retrocessos, propõem discussões e reflexões e ações pautadas nos princípios do SUAS.
Mas, muitos de nós simplesmente estão adoecendo de forma aguda nessa pandemia. Praticamente todas as orientações saíram depois de muitos dias, algumas muito vagas. Quem está na ponta ficou à mercê e teve que resistir de forma isolada, quando muito em pactuação com os colegas de trabalho locais ou regionais. Assédio moral, pressão política, escassez de equipe, de acesso à tecnologia no contexto macro de desmonte que é bem conhecido de todos. Muitos de nós colocados sob risco de contaminação constante.
Refletir, problematizar o trabalho não deveria estar se tornando um privilégio, mas de fato já é. Somos silenciados e submetidos a baixos salários, responsabilidades acumuladas, enquanto os grandes coletivos e conselhos regionais concentram as ações nos grandes centros urbanos e se tornaram inacessíveis ao trabalhador do interior.
Os colegas mais competentes com quem atuo já elaboram planos de saída do SUAS, confesso que também é o meu caminho. Não porque não acreditam nos seus princípios enquanto política pública, mas por conta da preservação da própria saúde física e mental.
Muito obrigada pela sua contribuição. Ela é um alívio e a certeza de nossa sanidade em tempos tão sombrios.
Rozana, as Sextas Básicas já rendeu um projeto de parceria com a sociedade civil aqui no nosso Município. Esta Live foi muito inspiradora para mim. Parabéns por sua visão. Silvana Martuscelli