Lindo texto e pertinentes questionamentos. Algumas vezes nossa atuação junto à família é tensionar a rede, clareando o nosso fazer, que muitas vezes ainda é confundido com ações de outros serviços, como o da polícia, CT ou Judiciário.
Pedro, será que esse “tensionar a rede” para que nossas ações não sejam confundidas com “outros serviços, como … polícia, CT ou Judiciário” não seria, na verdade, a terceirização do conserto, do policiamento, da tutela da família, justamente na contramão da autonomia?
Bom dia Evandro! Escrevi tensionar a rede no sentido de esclarecer aos atores sociais que aquela família tem o direito de acessar determinados serviços, pois o trabalho de PSE ainda é muito confundido com outros serviços, por exemplo com o atendimento em saúde mental das vítimas de violência sexual.
Pedro, obrigada pelo seu comentário. Acredito que precisamos sim clarear constantemente o nosso fazer. E creio que o tensionamento a que você se refere possa se dar no sentido de questionar a rede, fazendo com que nossos colegas também reflitam sobre muitas questões, inclusive aquelas que apontei neste texto. Um abraço e continue nos acompanhando e contribuindo!!
Carregando...
Antonio Ronaut
9 anos atrás
O título contrapõe concerto à conserto, o que é muito interessante e esclarecedor. Eu possuo um entendimento quanto a família que existe um viés estrutural (componentes da família) e um viés funcional (como a família vive, “como é o concerto”) de análise, e que a perspectiva tradicional é falha por considerar que uma estrutura padrão representa um bom funcionamento. Entendo que o nosso trabalho é de potencializar o o funcionamento da família.
E é aí que o texto me pegou, porque ainda não tinha me questionado sobre o caráter impositivo que as funções familiares possam parecer ter. Que a proteção social, travestida de bem, possa ser impositiva…
Que bacana a sua colocação!! Feliz por ter proporcionado mais uma possibilidade de reflexão a você! Um grande abraço e obrigada pela contribuição!
Carregando...
Sonia dos Santos Becker
9 anos atrás
Olá, ao fazer a leitura deste texto tive a satisfação de que as reflexões que tenho feito em minha prática profissional vem de encontro com a reflexão proposta. Propor um concerto ou um conserto, e ou realizar os trabalho social na perspectiva libertadora, respeitando as autonomias e despindo-se de juízo de valores. Em meu município a maioria dos atores sociais querem em sua prática “consertar relações sociais ou modos de vivências”, vivemos em um embate diário de idéias, concepções teóricas, e prática policialescas. Importante que os técnicos e os gestores se apropriem das legislações, resoluções enfim todas as normativas que embasam nossa prática profissional. O embate é necessário, a leitura é necessária o estudo é fundamental.
Olá Sônia!!
Obrigada por comentar.
Concordo com você. Precisamos estudar bastante para nos posicionarmos diante de tantas dificuldades.
Um abraço.
Lívia de Paula.
[…] 2 Como complemento para reflexão sobre este tema indico a leitura do texto da colega colaboradora do BPS Lívia Soares “ Entre o concerto e o conserto: qual tem sido nosso foco do trabalho com as famílias no SUAS?” […]
Carregando...
Gisele Carneiro
9 anos atrás
Muito bons os textos e o vídeo. Vou utilizar no meu trabalho.
Lindo texto e pertinentes questionamentos. Algumas vezes nossa atuação junto à família é tensionar a rede, clareando o nosso fazer, que muitas vezes ainda é confundido com ações de outros serviços, como o da polícia, CT ou Judiciário.
Pedro, será que esse “tensionar a rede” para que nossas ações não sejam confundidas com “outros serviços, como … polícia, CT ou Judiciário” não seria, na verdade, a terceirização do conserto, do policiamento, da tutela da família, justamente na contramão da autonomia?
Que belo questionamento Evandro! Mais um ponto para refletirmos….Obrigada!!
Bom dia Evandro! Escrevi tensionar a rede no sentido de esclarecer aos atores sociais que aquela família tem o direito de acessar determinados serviços, pois o trabalho de PSE ainda é muito confundido com outros serviços, por exemplo com o atendimento em saúde mental das vítimas de violência sexual.
Pedro, obrigada pelo seu comentário. Acredito que precisamos sim clarear constantemente o nosso fazer. E creio que o tensionamento a que você se refere possa se dar no sentido de questionar a rede, fazendo com que nossos colegas também reflitam sobre muitas questões, inclusive aquelas que apontei neste texto. Um abraço e continue nos acompanhando e contribuindo!!
O título contrapõe concerto à conserto, o que é muito interessante e esclarecedor. Eu possuo um entendimento quanto a família que existe um viés estrutural (componentes da família) e um viés funcional (como a família vive, “como é o concerto”) de análise, e que a perspectiva tradicional é falha por considerar que uma estrutura padrão representa um bom funcionamento. Entendo que o nosso trabalho é de potencializar o o funcionamento da família.
E é aí que o texto me pegou, porque ainda não tinha me questionado sobre o caráter impositivo que as funções familiares possam parecer ter. Que a proteção social, travestida de bem, possa ser impositiva…
Obrigado pela possibilidade de reflexão.
Olá Antônio, tudo bem?
Que bacana a sua colocação!! Feliz por ter proporcionado mais uma possibilidade de reflexão a você! Um grande abraço e obrigada pela contribuição!
Olá, ao fazer a leitura deste texto tive a satisfação de que as reflexões que tenho feito em minha prática profissional vem de encontro com a reflexão proposta. Propor um concerto ou um conserto, e ou realizar os trabalho social na perspectiva libertadora, respeitando as autonomias e despindo-se de juízo de valores. Em meu município a maioria dos atores sociais querem em sua prática “consertar relações sociais ou modos de vivências”, vivemos em um embate diário de idéias, concepções teóricas, e prática policialescas. Importante que os técnicos e os gestores se apropriem das legislações, resoluções enfim todas as normativas que embasam nossa prática profissional. O embate é necessário, a leitura é necessária o estudo é fundamental.
Olá Sônia!!
Obrigada por comentar.
Concordo com você. Precisamos estudar bastante para nos posicionarmos diante de tantas dificuldades.
Um abraço.
Lívia de Paula.
[…] 2 Como complemento para reflexão sobre este tema indico a leitura do texto da colega colaboradora do BPS Lívia Soares “ Entre o concerto e o conserto: qual tem sido nosso foco do trabalho com as famílias no SUAS?” […]
Muito bons os textos e o vídeo. Vou utilizar no meu trabalho.
Oi Gisele!
Obrigada por comentar. Que bom que você gostou!!
Abraços!
[…] Texto 1: Entre o concerto e o conserto: qual tem sido nosso foco de trabalho com famílias no SUAS? https://craspsicologia.wordpress.com/2016/11/28/entre-o-concerto-e-o-conserto-qual-tem-sido-nosso-fo… Texto 2: Mulheres que chegam ao SUAS: que histórias elas podem contar? […]