Que bom Mariana! Espero que continue gostando!! Abraços!
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Anderson
10 anos atrás
Não sei de fui picado pelo tal bichinho, mas só sei que ele me persegue … todo concurso que presto acabo caindo no tal SUAS. Embora eu entenda o trabalho do psicólogo no SUAS, eu não gosto, meu coração não bate pelo social. Admiro quem goste.
Percebo uma boa quantidade de psicólogos atuando no SUAS sem se identificar. Até entendo a questão da nossa formação clínica. Acho que as prefeituras poderiam, todas, se possível, abrirem concursos já especificando no edital o campo de atuação, como algumas cidades maiores têm feito.
Vocês estão de parabéns pelo blog. Auxilia muito os profissionais de psicologia que estão ingressando no Social. Abraços.
Oi Anderson, obrigada por comentar. Obrigada também pela coragem de assumir que não se identifica tanto assim com o campo. Penso que se alguns profissionais tivessem a sua coragem algumas transformações que precisamos seriam menos árduas. Concordo com você no que tange aos concursos públicos, inclusive meu próximo texto fará menção a isto. Espero que continue aqui conosco! Abraços!
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Claudia
10 anos atrás
Eu estou trabalhando em um CRAS, eu vejo que as pessoas que lá vão, estão mais interessadas nos benéficos do bolsa família, no leite, no óleo e nos mantimentos que são oferecidos no SCFV, do que no que a psicologia tem a oferecer, quem demonstra interesse em explorar suas vulnerabilidades psíquicas, e se abrem para a psicologia, devem ser encaminhadas para a saúde, porque não podemos atender por mais de 3 x, então fica difícil ser psicólogo num ambiente desses, se bem que a saúde também está tomada pelo paradigma positivista médico. Parece que só o assistente tem lugar no CRAS, nos somos uma espécie de intrusos que são acorrentados, talvez por medo deles perderem algum poder que eles pensam ter sobre as pessoas, não sei,ainda. Se alguém puder me animar um pouquinho eu agradeço,pois estou bem pra baixo pelo que eu vivencio no dia a dia, praticamente não faço nada no serviço fico sem ter o que fazer, literalmente, não me dão casos, atendimentos são fúteis, logo eles vão embora (depois que conseguem algum benefício, ou são encaminhados pra saúde, ou ainda desistem depois de perceberem que não terão benefícios materiais) ou eu mando um relatório pro CREAS, ou Conselho tutelar, e o atendimento é interrompido. Bem, muito agradecida pelo desabafo, e desejo um forte abraço a todos vcs colegas de profissão.
Olá Claúdia,
Obrigada pelo seu comentário. A atuação da psicologia na Assistência Social é ainda nova, repleta de desafios e dificuldades. A assistência social, em sua história, é marcada pela postura assistencialista. Penso que a sua realidade é próxima da minha e de vários outros colegas nossos. Vejo o campo como um espaço de luta constante: pelo reconhecimento da Assistência Social como direito, pela valorização dos trabalhadores do SUAS e pelo lugar da Psicologia nesta atuação. Enfim, você não está sozinha! Que bom que a Rozana Fonseca criou este blog para nos encontrarmos, não é verdade? Quando compartilhamos as dores, elas ficam mais leves! Um grande abraço e força!
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Evandro Batista
10 anos atrás
Olá Lívia.
Trabalho com técnico de referência do SCFV há três anos e considero que, na atuação da maioria dos psicólogos no SUAS, foi adotada uma espécie de ortodoxia social sob a justificativa de combater a ortodoxia clínica dos profissionais da psicologia. Obviamente, não há como negar os muitos anos de prática da psicologia calcada numa patologização excessiva e desnecessária dos sujeitos. Por outro lado, não se pode negligenciar a existência do sofrimento mental das pessoas e a consequente repercussão sobre a fragilização das famílias, acesso e violações de direitos. Portanto, se um psicólogo que atua no SUAS assume a postura extremista de ignorar todo e qualquer aspecto clínico-psicológico dos sujeitos, corre sério risco de justamente contribuir para que estes não tenham garantidos o acesso aos seus direitos. Não podemos, nem devemos fazer psicoterapia no SUAS, mas isso não significa que não possamos utilizar os conhecimentos da clínica para aprimorar nossa prática a fim de atingir nosso objetivo: aumentar a capacidade protetiva das famílias, protegê-las e garantir o acesso aos seus direitos.
Olá Evandro,
obrigada pelo seu comentário. Também não sou adepta dos radicalismos. Acredito que todos os nossos conhecimentos podem, de alguma forma, contribuir para nossa atuação, onde quer que estejamos. No SUAS temos um foco claro que precisa ser respeitado e do qual precisamos nos apropriar mais, porém isto não significa abandonar todo o resto, não é mesmo? Grande abraço! Espero que continue acompanhando os posts.
Estou adorando acompanhar todas as postagens do blog!!!
Continuem!!!
Abçs,
Mariana
Que bom Mariana! Espero que continue gostando!! Abraços!
Não sei de fui picado pelo tal bichinho, mas só sei que ele me persegue … todo concurso que presto acabo caindo no tal SUAS. Embora eu entenda o trabalho do psicólogo no SUAS, eu não gosto, meu coração não bate pelo social. Admiro quem goste.
Percebo uma boa quantidade de psicólogos atuando no SUAS sem se identificar. Até entendo a questão da nossa formação clínica. Acho que as prefeituras poderiam, todas, se possível, abrirem concursos já especificando no edital o campo de atuação, como algumas cidades maiores têm feito.
Vocês estão de parabéns pelo blog. Auxilia muito os profissionais de psicologia que estão ingressando no Social. Abraços.
Oi Anderson, obrigada por comentar. Obrigada também pela coragem de assumir que não se identifica tanto assim com o campo. Penso que se alguns profissionais tivessem a sua coragem algumas transformações que precisamos seriam menos árduas. Concordo com você no que tange aos concursos públicos, inclusive meu próximo texto fará menção a isto. Espero que continue aqui conosco! Abraços!
Eu estou trabalhando em um CRAS, eu vejo que as pessoas que lá vão, estão mais interessadas nos benéficos do bolsa família, no leite, no óleo e nos mantimentos que são oferecidos no SCFV, do que no que a psicologia tem a oferecer, quem demonstra interesse em explorar suas vulnerabilidades psíquicas, e se abrem para a psicologia, devem ser encaminhadas para a saúde, porque não podemos atender por mais de 3 x, então fica difícil ser psicólogo num ambiente desses, se bem que a saúde também está tomada pelo paradigma positivista médico. Parece que só o assistente tem lugar no CRAS, nos somos uma espécie de intrusos que são acorrentados, talvez por medo deles perderem algum poder que eles pensam ter sobre as pessoas, não sei,ainda. Se alguém puder me animar um pouquinho eu agradeço,pois estou bem pra baixo pelo que eu vivencio no dia a dia, praticamente não faço nada no serviço fico sem ter o que fazer, literalmente, não me dão casos, atendimentos são fúteis, logo eles vão embora (depois que conseguem algum benefício, ou são encaminhados pra saúde, ou ainda desistem depois de perceberem que não terão benefícios materiais) ou eu mando um relatório pro CREAS, ou Conselho tutelar, e o atendimento é interrompido. Bem, muito agradecida pelo desabafo, e desejo um forte abraço a todos vcs colegas de profissão.
Olá Claúdia,
Obrigada pelo seu comentário. A atuação da psicologia na Assistência Social é ainda nova, repleta de desafios e dificuldades. A assistência social, em sua história, é marcada pela postura assistencialista. Penso que a sua realidade é próxima da minha e de vários outros colegas nossos. Vejo o campo como um espaço de luta constante: pelo reconhecimento da Assistência Social como direito, pela valorização dos trabalhadores do SUAS e pelo lugar da Psicologia nesta atuação. Enfim, você não está sozinha! Que bom que a Rozana Fonseca criou este blog para nos encontrarmos, não é verdade? Quando compartilhamos as dores, elas ficam mais leves! Um grande abraço e força!
Olá Lívia.
Trabalho com técnico de referência do SCFV há três anos e considero que, na atuação da maioria dos psicólogos no SUAS, foi adotada uma espécie de ortodoxia social sob a justificativa de combater a ortodoxia clínica dos profissionais da psicologia. Obviamente, não há como negar os muitos anos de prática da psicologia calcada numa patologização excessiva e desnecessária dos sujeitos. Por outro lado, não se pode negligenciar a existência do sofrimento mental das pessoas e a consequente repercussão sobre a fragilização das famílias, acesso e violações de direitos. Portanto, se um psicólogo que atua no SUAS assume a postura extremista de ignorar todo e qualquer aspecto clínico-psicológico dos sujeitos, corre sério risco de justamente contribuir para que estes não tenham garantidos o acesso aos seus direitos. Não podemos, nem devemos fazer psicoterapia no SUAS, mas isso não significa que não possamos utilizar os conhecimentos da clínica para aprimorar nossa prática a fim de atingir nosso objetivo: aumentar a capacidade protetiva das famílias, protegê-las e garantir o acesso aos seus direitos.
Olá Evandro,
obrigada pelo seu comentário. Também não sou adepta dos radicalismos. Acredito que todos os nossos conhecimentos podem, de alguma forma, contribuir para nossa atuação, onde quer que estejamos. No SUAS temos um foco claro que precisa ser respeitado e do qual precisamos nos apropriar mais, porém isto não significa abandonar todo o resto, não é mesmo? Grande abraço! Espero que continue acompanhando os posts.
Para ampliar conhecimentos, segue sugestão de leitura:
Livro do CREPOP sobre a atuação do(a) psi na PSE:
http://crepop.pol.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Livro_ServicoProtecao_11mar.pdf
Livro do CREPOP sobre a atuação do(a) psi na PSB:
http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/artes-graficas/arquivos/2008-CREPOP-CRAS-SUAS.pdf