Alguns aforismos sobre a prática na assistência social numa perspectiva psicanalítica

Freud e o SUAS

A ética psicanalítica, necessariamente, coloca a profissional do SUAS como escutadora dos sujeitos e não como silenciadora de demandas – muito menos como “justificadoras” da ineficiência intencional do Estado.

A ética psicanalítica direciona para uma escuta não culpabilizante, mas não dissimula os caminhos de responsabilização.

O inconsciente é subversivo. As ações psicossocioeducativas certamente falharão.

As diferentes formas de violência, são demasiadamente humanas. Cabe questionar que tipo de laços sociais as sociedades têm apostado como possibilidades de vida coletiva na direção da emancipação humana. Quanto ao jargão “caí de paraquedas no SUAS”, interessa mais saber por que a pessoa se aventurou num voo sem saber acionar as ferramentas e sobre o que ela fez depois que caiu.  

4 comentários

  1. Rozana, gostei da reflexão. Também acredito que precisamos pensar na nossa oferta e na qualidade da escuta. O sujeito precisa aparecer.

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