Saúde Mental, Gênero e Dispositivos: Cultura e Processos de Subjetivação – LIVRO

Apresentação de mais um livro da Editora Appris e este vem junto com uma ótima notícia que é a possibilidade de você ganhar um exemplar desta obra pelo sorteio que está acontecendo através do perfil do blog pelo Instagram, no @psicologianosuas. Veja lá como por participar! Apresentação: O presente livro é fruto de 20 anos de experiência na clínica psicoterápica e 13 em pesquisas na área de saúde mental, sob a perspectiva de gênero, por parte da autora. Valeska Zanello, professora adjunta do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília, tem se dedicado a estudar e compreender os processos de subjetivação que se configuraram historicamente em nossa cultura, no Brasil, e como, atualmente, homens e mulheres se subjetivam, sofrem e se expressam de formas diferentes. Tenho dito para vocês que este ano, para mim, está sendo de aprofundamento em leituras e estudos e por isso tenho publicado poucos textos por aqui e assim, vocês terem mais posts com apresentação de livros é consequência do que está sendo o meu ano e espero que vocês entendam porque acredito estar mantendo o propósito deste espaço que é ser também meu cantinho de organização de materiais e processo de formação e atualização profissional. Trazer um livro que não discute diretamente Assistência Social também é consequência de onde estou atuando que é na saúde mental (vou fazer um post II “Por onde anda Rozana Fonseca” no início do próximo ano que vem 😉 contando sobre isso). Mas trazer este tema é muito importante porque acredito que para nos tornamos profissionais com mais habilidades e competências devemos conseguir transitar e dialogar com conceitos que estão diretamente e/ou transversalmente atrelados a nossa área de atuação. Considero válido ressaltar que o tema deste livro é sim para nós do SUAS, a abordagem do livro que não é referente a ele, pois a autora é pesquisadora da psicologia clínica – saúde mental, mas pela trajetória da autora e temas estudados acho super válido para nós que atuamos na Assistência Social porque precisamos propor discussões e atividades para trabalhar genêro, assim como precisamos compreender os processos de subjetivação e os dispositos que norteiam o existir das mulheres. Para grupos com mulheres é uma indicação preciosa! Alô PAIF, Alô PAEFI! 🙂 – para grupos com homens também, claro! A linguagem é muito simples e discute cenas do cotidiano o que eu acho muito bacana para atingir o maior número de leitoras/es e de profissionais possíveis. Mas é bom saber que ter uma linguagem que traz o cotidiano para a discussão não dimunui o rigor teórico e eu sinceramente achei um livro dificil, mas acredito que é porque eu estou me aprofundando agora nos estudos sobre gênero (desde a faculdade eu não gostava de estudar este conceito 🙁 ) então não me vejo sendo especialista neste assunto, mas é imprescindível que eu entenda o satisfatório para atuar na Assistência social e em outros campos de atuação. De bônus (para deixar mais que justificado o porque de trazer este livro para este espaço!) deixo aqui dois vídeos onde a autora fala sobre violência contra mulher e machismo: Por fim, só posso dizer que super vale a pena a leitura e que precisamos avançar na qualidade da oferta de grupos no SUAS e sem dúvidas só vamos conseguir provocar transformações sociais significativas quando rompermos com oficinas manuais e discussões rasas para trazer grupos e ações pautadas em teorias atuais e em pesquisas que versam sobre o nosso contexto, sem subjugar a capacidade das mulheres ou homens de compreenderem os dispositivos que toda/os nós reproduzimos acrítica e cotidianamente. VERSÃO DIGITAL R$ 34,00 VERSÃO IMPRESSA R$ 76,00 no site da editora, mas é bom você saber que também pode comprar em outras lojas que vendem pela internet! Boa leitura, ótimos estudos! Você pode concorrer a um exemplar deste livro participando do sorteio lá no Instagram @psicologianosuas – período (24/11/19 a 30/11/2019) às 12h)

Oficinas no SCFV

O que é o CRAS segundo o Facebook – Parte III Oi Pessoal, enfim saiu o Post sobre as oficinas no SCFV da “Série”: O que é o CRAS segundo o Facebook. Por favor, caso você esteja chegando hoje no Blog ou não acompanhou esta discussão, eu recomendo que você recorra aos dois Posts anteriores para se situar: O que é o CRAS segundo o Facebook – PARTE I —  PARTE II – O que é o CRAS segundo o Facebook Fiquei de escrever sobre as minhas reflexões acerca das atividades e oficinas que ocorrem no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV e sobre os discursos dos profissionais acerca dos grupos atendidos e sobre formas mais assertivas de divulgação dos serviços do CRAS através do Facebook. Bom, o reordenamento do SCFV, além de outros pontos, veio para enfatizar a necessidade de atender as pessoas, cuja natureza da vulnerabilidade ou risco social as colocam como prioritárias para a proteção social e para que a organização e execução do SUAS abarcassem de vez o PETI. Lembrando que o Programa foi lançado pelo Governo Federal em 1996 e sucessivamente o PETI foi ganhando forma nos Estados e Municípios. Portando o PETI tinha “vida própria” antes do SCFV, e as ações dele então, precisavam ser incorporadas ao SUAS, assim como a sua gestão foi incorporada na Proteção Social Especial. O SCFV, pelo que vemos nas divulgações na rede social – pontuando as atividades mais recorrentes e comuns – é uma oportunidade para as crianças e adolescentes realizarem atividades esportivas e para a pessoa idosa realizar artesanato e dança. Aí você pensa: é mesmo, mas o que é que isso tem demais? Se você não leu, sugiro a leitura deste texto: PARTE II – O que é o CRAS segundo o Facebook para alguma compreensão dos equívocos evidenciados na reprodução destas atividades. Não teria problema se o Município estivesse construindo ou aprimorando agenda para as políticas públicas voltadas ao esporte, cultura e lazer em um formato aberto para população em geral e não apenas aos estudantes.  Os Municípios têm secretarias ou departamentos voltados a estas políticas, mas por que não funcionam? E é a assistência que vai ofertar esta política? Mas nem seria ofertar, pois trata-se de atividades sem planejamento neste âmbito e sim tratadas como oficinas para cumprir os objetivos do SCFV. É bom lembrar que atividades de esporte, cultura, artes fazem parte da formação do sujeito e da vida em sociedade, portanto, independente da condição de vínculos familiares ou comunitárias, todo cidadão tem o direito de acessar essas políticas em qualquer fase de desenvolvimento. Portanto isso deve ser política pública implantada no Município e não a secretaria de assistência social suprir essa lacuna com ações compensatórias. Compreendo que quando essa demanda existe e a oferta é identificada na assistência social como necessária, é porque a política de esporte, cultura e lazer é inexistente, está precária ou desarticulada no Município e portanto há a desproteção do cidadão e então, em vez de mobilizarmos a comunidade e a gestão para que se organize esta política vamos ofertar estas atividades? As quais acabam ocorrendo em redundância e às vezes “disputando” o mesmo público? As oficinas de cunho esportivo, cultural, artes podem sim serem recursos meios mas não como fim para alcance dos objetivos do serviço, e nem serem por si só caracterizadas como SCFV. Vemos as unidades encaminhando a criança ou adolescente para a “aula” de futebol, de dança, de teatro e não para o SCFV. É aí que está a questão! Também é sabido que muitas entidades que ofertam estas atividades são acionadas pelos CRAS, orientados pela gestão, para inserir os usuários no SISC (Sistema de Informações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos) sem ao menos passar pela equipe técnica do PAIF. Cadastrar esse público no CRAS não significa acompanhar. E será que todo mundo é vulnerável e precisa fortalecer os vínculos? Como saber se tem sentido o encaminhamento para aquela família e seus membros sem as ações do PAIF? Vocês já pensaram nos usuários inseridos no sistema? Eles ficarão quanto tempo lá? O serviço é realizado por percurso e deve ter planejamento com início meio e fim, mas se não há esse planejamento e acompanhamento, como ter as informações sobre os impactos sociais e saber a hora de atualizar o sistema? Lembrando que esta inserção no sistema tem a ver com o a capacidade de atendimento informada pelos Municípios ao MDS, a qual muitas vezes foi feita sem diagnóstico real da demanda e sem debate com os técnicos e rede de serviços. O SCFV é complementar ao PAIF, então ele necessariamente deveria estar alinhado com o acompanhamento familiar, monitoramento e avaliação. Acionar o técnico de referência do serviço para dar uma palestra para os pais ou usuários não conseguirá atingir os objetivos do SCFV. Pois bem, acabei citando vários pontos – posteriormente vamos debatendo e ampliando essas ideias. Então, para que possamos identificar o grau de equívocos e necessidades de aprimoramento do SCFV, eu sugiro as seguintes perguntas e reflexões sobre as oficinas? O seu Município tem Secretaria ou Departamento de Esporte, Cultura e Lazer? Você (Técnico, Coordenador de CRAS, Coordenador/gerente da PSB, Gestor) já se reuniram com eles para articular agendas de trabalhos? A inserção dos usuários ao SCFV acontece desarticulada do PAIF? A equipe técnica do PAIF conhece todos os usuários do SCFV e suas famílias? O técnico de referência do PAIF, com atribuição de técnico de referência do SCFV tem condições (devido as demais atividades) e é suficiente para articular, planejar e orientar os trabalhos dos orientadores sociais do SCFV? O SCFV para a pessoa idosa apenas reproduz o que as entidades religiosas e de comunidades já realizavam? (Esta pergunta deve ser contextualizada com a leitura do Texto II) O SCFV para a faixa etária de 18 a 59 está atendendo as pessoas com deficiência e as demais prioridades? Faça estas perguntas quanto a execução do SCFV em seu Município para que você possa analisar e ver se esse texto reverbera algum sentido no seu contexto.

Dinâmica para trabalhar com equipes

 “Meu trabalho é um elogio” Olá Pessoal! Compartilho com vocês, uma Dinâmica que criei para trabalhar com a equipe da unidade CRAS onde atuo. Um dos grandes desafios, além daqueles que falamos aqui referente ao trabalho no SUAS, é o desenvolvimento de trabalho em equipe/em grupo. O trabalho no SUAS exige dos trabalhadores habilidades de comunicação, trabalho em grupo, relacionamento interpessoal e capacidade para lidar e mediar conflitos – só para citar alguns. Pensando sobre o nosso contexto de trabalho, considerando os desafios como precarização decorrente da rotatividade de profissionais, falta de profissionais e descontinuidade de projetos e ações , tenho observado que é muito mais recorrente enfatizarmos o lado negativo das ações e das pessoas, as quais executam os serviços. Neste campo de forças e desafios diários, nos esquecemos, ou não conseguimos enxergar as ações e habilidades dos profissionais que fazem a diferença dia a dia do trabalho.  Com isso, surgiu a ideia de trabalhar com uma dinâmica para aprimorar a comunicação e que facilitasse ao profissional enxergar e valorizar as habilidades, atitudes e ideias que fossem assertivas em prol do trabalho de todos – valendo também como uma possibilidade de elevar a autoestima, ao permitir elogios de ordem pessoal. A ideia da dinâmica foi trocada com a equipe e após aprovação do grupo, começamos a utilizá-la. Clique no link para baixar a orientação da Dinâmica em PDF: Dinâmica Meu trabalho é um elogio_Rozana Fonseca Objetivo: Promover a interação entre os membros da equipe, favorecer a comunicação e destacar aspectos positivos e assertivos dos colegas de trabalho. Materiais Folha com o nome da equipe para marcação dos elogios Brindes/presentes Público alvo A dinâmica é direcionada a todos os profissionais da unidade/Instituição/empresa Desenvolvimento Uma folha* contendo o nome, com uma coluna para anotar os elogios dados e os elogios recebidos é fixada no mural de uma sala mais reservada (pode ser a sala administrativa, ou de coordenação). A cada elogio dado ou recebido a pessoa marca no SEU NOME. Lembrando que quem dá o elogio não marca NO NOME do colega, apenas no seu, como elogio dado. Portanto, são dois ganhadores por vez, ELOGIOS DADOS E ELOGIOS RECEBIDOS. São válidos os elogios de ordem pessoal, mas o principal objetivo é evidenciar e parabenizar o colega pelas ações, atitudes, ideias relacionadas ao desenvolvimento do trabalho. Apuração/resultado Quinzenal ou Mensal (depende da disponibilidade de brindes) O que deve ser acordado com a equipe A entrega dos brindes deve ser realizada durante a reunião de equipe para facilitar a avaliação e tirar dúvidas acerca da participação na dinâmica. Dinâmica: Meu trabalho é um Elogio  Etapa I –   Período ____/___    a   ___/___ Nome ** Elogios dados Elogios Recebidos Ana Maria I I I I I I I Beatriz Nogueira II I I I I I I I Carlos Otávio I I I I Diomar Benedito I I I I I I I I I I  Ganhadores: Elogios dados: Diomar Benedito                [* – Quadro Exemplo]                           Elogios recebidos: Beatriz Nogueira          [** – Nomes fictícios]

Quais são seus maiores desafios na atuação na Assistência Social?

Sabemos que os trabalhadores do SUAS têm enfrentado inúmeras dificuldades na sua atuação nos CRAS, CREAS, SCFV , entre outros, por isso queremos saber:  De acordo com sua atuação na Assistência Social, qual (s) é(são) seu (s) maior(s) desafio (s)? responda a enquete ( permite mais de uma resposta – máximo 4) e colabore com nossa enquete! vamos  dar visibilidade a realidade para discutirmos as soluções! [polldaddy poll=7474064] Muito Obrigada pela sua participação!

Atribuição de Menção Honrosa – e agradecimentos – Concurso Cultural

Dando sequência ao resultado do Concurso Cultural em parceria com o Iecult estou aqui por dois motivos, um é para agradecer aos participantes por ter compartilhado suas experiêcias e ideias com os leitores do Blog! OBRIGADA pela contribuição e enriquecimento deste espaço! Cada um dos participantes receberá um retorno por E-mail, mas quero adiantar meus agradecimentos às profissionais que participaram: Mariana Guimarães Papa//Cássia Silva//Narcithania Limeira Torres//Maríllia Dias Trindade//Christiane Garcia//Janete Maria Ritter//Marcela Fernandes da Rocha Lacerda//Ana Santana Soares Gomes//Michelle Ester Gomes Cabral//Denise Tomaz Ferreira// Hareli//Maiza Ferreira Rodrigues (GANHADORA do prêmio) //Letícia//Lílian M. C. Lima//Lúcia Helena Bruno//sara//Kely//Angélica//Marilia Martins de Araújo Reis Parabéns a ganhadora Maiza Ferreira Rodrigues! link do resultado: http://wp.me/pPtLP-uc O outro motivo é para atribuir uma Menção Honrosa a uma profissional participante deste concurso que apresentou um belíssimo exemplo de atuação no SUAS, comprometida e disposta a fazer a diferença. Seu relato estaria em primeiro lugar caso não tivesse descumprido um requisito formal (ultrapassou 250,00 palavras) e para garantirmos a seriedade deste concurso, a mesma foi desclassificada por não seguir o regulamento. Contudo, a comissão examinadora, especialmente Joari Carvalho, julgou que a riqueza do conteúdo apresentado, fosse reconhecido publicamente e parabenizado através de uma MENÇÃO HONROSA. Diante do exposto, estou muito contente por atribuir este merecido reconhecimento a DENISE TOMAZ FERREIRA! e aproveito para reafirmar o Blog Psicologia no SUAS como espaço de participação de todos os Trabalhadores do SUAS. Sempre que vocês quiserem deixar seus relatos de experiência, saibam que estarão ajudando a construir este momento histórico para a Política Pública de Assistência Social, para a Psicologia e para as demais profissões atuantes no SUAS. Obrigada a todos!!

Atividades com Grupo de idosos

Atividade Colcha de Retalhos Desenvolvida pelo PAIF no CRAS I – Eunápolis/BA – Técnica de referência responsável: Rozana Maria da Fonseca – CRP03/6262  Oi pessoal, descrevo a seguir como foi realizado esta dinâmica com o grupo de Idosos: Trocando Saberes, principalmente pelos pedidos de orientações acerca do desenvolvimento desta atividade. Já respondi por e-mail e aqui no blog, mas realmente estava superficial e acarretava em mais perguntas. Outro motivo é porque estou resgatando um dos objetivos do blog, que é divulgar o que temos feito nos Cras, Creas, então uso como um gancho importante para motivar o compartilhamento mais detalhado das atividades que desenvolvi e desenvolvo e que vocês desenvolvem. Lembro que no início do blog escrevi alguma coisa referente a nossa “timidez” quanto a divulgação de nossa atuação no SUAS, ou melhor, a falta de divulgação. Então, espero que outros colegas possam expor suas atividades aqui no blog e contribuir de fato com o fortalecimento de nosso trabalho.  Contextualização e Característica do grupo: Os participantes chegaram ao CRAS pela via da alfabetização, muitos estavam frequentando um projeto de alfabetização do Programa Bolsa Família em parceria com a Unimed e as mulheres também realizavam alguma oficina de produção (como bordado, corte e costura – na época era mais contextualizado como curso mesmo e a ideia era desenvolver atividades de geração de renda) – isto em meados de 2008-2009.  Quando entrei para o CRAS, segundo semestre de 2009, fiquei como técnica de referência para este grupo, e a demanda era para formalizar um grupo com idosos. O CRAS ainda estava sem norte quanto às atividades pautadas pelo PAIF e isso era refletido nas ações desenvolvidas. No início comecei a ler  materiais para pautar os planejamentos das atividades segundo o que era proposto pelo SUAS-PAIF, como: acompanhamento a familias PBF MDS (Orientações para o acompanhamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no âmbito do Sistema Único De Assistência Social (SUAS) – Versão preliminar 2006;  PNAS, NOB/SUAS. ( Para baixar o documento, é só clicar no link acima) Minhas primeiras atividades foram com o grupo de idosos e de gestantes. Para iniciar o grupo, planejei atividades com metodologia de grupo de convivência, mas o grupo também teria a dimensão socioeducativa. O primeiro documento que citei acima também fala da dimensão reflexiva, mas eu tenho preconceito com este termo quanto foco de uma oficina, pois o que seria reflexivo? A reflexão não está imbricada tanto no grupo socioeducativo como o de convivência, ou numa palestra, numa oficina com foco em arte, como música, teatro, e também num grupo operativo? É apenas um posicionamento meu e este não é o momento para prosseguir com esse questionamento.  Entre as atividades que desenvolvi com o grupo, o foco aqui é no desenvolvimento da Colcha de Retalhos. Esta atividade começou depois que encontrei a Dinâmica da Colcha de Retalhos no site: http://www.mundojovem.pucrs.br/dinamicas/colcha-de-retalhos. Usei como inspiração e adaptei aos objetivos que tinha traçado para e com o grupo. O desenvolvimento não foi linear, ao longo do semestre foram desenvolvidas outras atividades paralelas, como palestras interativas sobre o SUAS, Cras, rede socioassistencial do Município, entre outras, palestras e/ ou “conversa em roda” para debater um tema gerador, o qual era proposto após uma identificação de demanda e ainda realizávamos a comemoração dos aniversariantes do mês.  Vamos ao quadro com o desenvolvimento das atividades: CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL  – Eunápolis/BA CRONOGRAMA GRUPO TROCANDO SABERES Nº ENCONTRO ATIVIDADES DURAÇÃO 1 Etapa I – Apresentação dos integrantes e exposição dos objetivos da atividade: Colha de Retalho –  Resgate da  história de vida dos integrantes – para que eles se apropriem com de suas experiências vividas e possam compartilhá-las com o grupo e assim, resgatar a auto-estima e melhorar o vínculo interpessoal 01:40 2 Continuação: Resgate da história de vida dos integrantes – levantamento das habilidades dos participantes, e enfatizando a expressão de como eles lidavam com o fato de não terem sido alfabetizados. 01:20 3 Corte do tecido e explanação sobre a atividade– reforçando o objetivo e o período previsto: expressar através de um desenho livre, a representação da história de vida, alguns iniciaram a pintura. 01:40 4 Continuidade da atividade: Colcha de retalhos – Início da pintura em tecido – construção e compartilhamento de experiências de vida 01:20 5 Continuidade da atividade… Avaliação 2:00 6 Etapa II – Colcha de retalhos – Levantamento sobre a história do bairro dos participantes relacionada ao sentimento de pertença, ou não com o território e com a cidade. 01:30 7 Continuidade… 01:30 8 Continuidade da atividade 1:45 9 Exibição parcial das pinturas e avaliação da atividade 2:00 10 Etapa III – Costura das peças individuais das pinturas 01:30 11 Continuação Etapa III e preparação para a finalização 01:30 12 Colcha de Retalho – finalização 01:30 13 Roda de Conversa, onde cada um falou sobre as pinturas feitas e realizaram uma avaliação geral das Atividades e planejamento  da exposição da colcha na feira de talentos. 01:30 14 Exposição na Feira de talentos* 02:00 Atividade baseada na dinâmica de mesmo nome e desenvolvida juntamente com outros grupos em andamento no CRAS. Fotos  [slideshow]  Dinâmicas utilizadas: Crachá Nome e característica pessoal Teia de gente História inacabada Jogo da memoraria Revivendo histórias e contos Desenho coletivo Quadro comparativo Painel do grupo TIC- TIC-TAC-BUM Defeitos e qualidades Batata quente Balanço na balança Feira de talentos  Todas estas dinâmicas estão publicadas no Documento (Orientações para o acompanhamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no âmbito do Sistema Único De Assistência Social (SUAS) – Versão preliminar 2006  Para mais dinâmicas, sugiro o livro: Dinâmicas Para Idosos: 125 Jogos e Brincadeiras Adaptados  Viabilidade da atividade:  Importante ferramenta para favorecer a expressão e comunicação dos usuários não alfabetizados e ou aqueles que apresentam dificuldade de verbalizar ideias e com dificuldades nas relações interpessoais;  Instrumento que permitiu o resgate e valorização da história de vida de cada participante.  Observações: Muitos participantes nunca tiveram contato com lápis, pincel e tinta e estes apresentaram uma gratidão enorme em poder traçar algumas linhas e

Prontuário SUAS

Oi pessoal, o post de hoje no Psicologia no SUAS é muito importante e fundamental para a qualificação dos serviços ofertados no SUAS, e o incrível é que falamos pouco sobre isso aqui no blog – entre os comentários, este tema é minoria. Mas qual profissional nos CRAS e CREAS já não se viu preocupado com os instrumentos de registros dos atendimentos e das atividades desenvolvidas? e/ou teve a sensação que instrumento nenhum responde ao serviço? o que leva a incontáveis adaptações do instrumento criado. ————– BAIXE O PRONTUÁRIO (VERSÃO FINAL): CLIQUE AQUI———- Contudo, Estes instrumentos estão com os dias contados, o MDS (a partir de uma Pesquisa realizada pelo CLAVES/FIOCRUZ e MDS) , está em processo de revisão do formulário de registro chamado PRONTUÁRIO SUAS. A relevância do instrumento de registro é apresentada no documento SUBSÍDIOS PARA DISCUSSÕES SOBRE O “PRONTUÁRIO SUAS” (MDS, Pág. 51) 3.3  Objetivos de se instituir um Modelo de Prontuário para o SUAS   Contribuir para o aprimoramento do processo de trabalho, dando visibilidade às múltiplas dimensões que devem ser consideradas no processo de acompanhamento famílias;   Contribuir para a qualificação do processo de atendimento/acompanhamento, trazendo benefícios tanto aos usuários do serviço como aos profissionais e às unidades;   Contribuir com o estudo social realizado com as famílias (…) ; Contribuir como fator de integração das  equipes  das unidades socioassistenciais do SUAS; (…) Ao ler este documento é claro que o MDS será responsável pela impressão do PRONTUÁRIO e pela distribuição para as unidades CRAS e CREAS. Ressalto que ainda não temos a informação se o prontuário sofrerá mudanças ou se já está na versão final. Tive acesso aos materiais através do [FORUM-SUAS-MG] . A intenção ao divulgar o material é favorecer o estudo do material e propor discussão acerca do mesmo e já nos prepararmos para usá-lo. Parece simples, mas sabemos que quando se trata de sistematizar informação temos muitas lacunas no entendimento do processo, na articulação com outras unidades da assistência social e na concepção de alguns profissionais que não entendem os registros  como necessários e parte do trabalho. Abaixo um cronograma com as etapas e prazos acerca do PRONTUÁRIO SUAS: Para Baixar clique nos links: PRONTUÁRIO SUAS_revisão2012 Subsídios_Prontuário SUAS BAIXE O PRONTUÁRIO (VERSÃO FINAL): CLIQUE AQUI

O melhor do Blog!

Sempre que demoro responder aos comentários, sinto-me na obrigação de postar algo a respeito, e só me vem a questão da importância que os mesmos têm para o blog, ou melhor pra mim. Já falei aqui do trabalho que é manter o blog – e por isso sei que vocês não esperam um retorno imediato. Mas, atualmente, o que tem pesado mais são os frutos de minhas reflexões acerca do trabalho na proteção social – CRAS – [tema dos futuros posts]. Os comentários, o interesse de vocês em fazer contato e manifestar o anseio frente a um fazer que tem roupagem de inédito – o que foi atribuído ao ser nomeado, “legitimado” pelo Governo e atráves de Leis, Resoluções… o que provocou um aumento significativo e histórico no campo de atuação da psicologia, são pra mim elementos de aprendizagem, ideia de alcance e relevância do blog e sobretudo me mantém interessada nesta área, com a crença de uma atuação pautada no compromisso social e na certeza de que temos sim com o que contribuir para desmantelar discursos equivocados acerca da população vulnerável (decorrente de vários fatores) pois, acredito que a mudança começa quando questionamos a visão de sujeito que a política e o sistema capitalista pregam. E qual visão nos interessa para promovermos a reverção de algum quadro de exclusão e situação vulnerável? Considerar que o ser humano é imprevisível e que não responde a uma lógica de bem estar ideal, é um bom começo!  “Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído” (Rousseau) Enfim, agradeço a todos profissionais que participam do blog e deixam suas experiências, propiciando a instrução e garantindo nossa eterna curiosidade!