1 – Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore! Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: “estou velho”. Velho é coisa enguiçada. Idade não é pretexto para ninguém ficar velho. Engane a você mesmo sobre a sua idade, porque os psicólogos dizem que se vive de acordo com a idade declarada!
2 – Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Mas você fica remoendo o passado… Não se importe com o julgamento dos outros. Só há dois times no Universo: o do Salvador e o do acusador. Neste último você sabe quem é goleiro. Continue no time do Salvador.
3 – Viva com inteligência todo o seu tempo. Viva a sua vida, não a do seu marido, dos filhos, dos netos, dos parentes, dos vizinhos… Nem viva só pra eles, viva pra você também. Isto se chama amor próprio, aquilo que você sacrificou sempre! Nunca viva em função dos outros. Faça o seu projeto de vida!
4 – Coma muito menos; durma o suficiente; não fique o dia inteiro, dormindo, dando desculpa de velhice. Tenha disciplina. Fale com muita sabedoria. Discipline sua voz: nem metálica, nem baixinha; seja agradável!
5 – Poupe seus familiares e amigos das memórias do passado. Valorize o que foi bom. Experiências caóticas, traumas, fobias, neuroses, devem ser tratadas com o psicoterapeuta. Não transforme poltrona em divã, ouvido em descarga.
6 – Não aborreça ninguém com o relatório das suas viagens. Elas são interessantes só pra quem viaja. Ninguém aguenta ouvir os relatórios e ver fotografias horas e horas. Comente apenas o destino e a duração da viagem, se alguém perguntar. Aprenda a fazer uma síntese de tudo, a não ser que seus amigos peçam mais detalhes. Se alguém perguntar mais alguma coisa, seja breve.
7 – Escolha bons médicos. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que um idoso metido a receitar remédio pra tudo o que o outro sente. Faça uma faxina na sua farmácia doméstica.
8 – Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. Elas têm prazo curto de duração. A chance de você ficar mais feio é altíssima e a de ficar mais jovem é fugaz. Faça exercícios faciais. Socorra os músculos da sua face. Tome no mínimo oito copos de água por dia e o sol da manhã é indispensável. O crime não compensa, mas o creme compensa!
9 – Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar tanto com você. Tudo o que se economizar com você será para quem? No dia em que você morrer, vai ser uma feira de Caruaru na sua casa. Vão carregar tudo. Não darão valor a nada daquilo que você valorizou tanto: enfeites, penduricalhos, livros antigos, roupas usadas, bijuterias cafonas, ouro velho… prataria preta, troféus encardidos, placas de homenagens. Por que não doar as roupas, abrir um brechó ou vender todas as suas bugigangas, apurar um bom dinheiro e viajar?
10 – A maturidade não lhe dá o direito de ser mal educado. Nada de encher o prato na casa dos outros ou no self-service (com os outros pagando); falar de boca cheia, ou palitar os dentes na mesa de refeições (insuportável).
11 – Só masque chiclete sem testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinho.
12 – Aposentadoria não significa ociosidade. Você deve arranjar alguma ocupação interessante e que lhe dê prazer. Trabalhar traz muitas vantagens para a saúde mental, além do dinheiro extra para gastar, também com você.
13 – Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Pessoas amargas e tristes são chatíssimas, as alegres demais, também. Elogie os amigos, não fique exigindo explicações de tudo. Amigo é amigo.
14 – Leia. Ainda há tempo para gostar de aprender. A maturidade pode lhe trazer sabedoria. Coloque-se no grupo sempre pronto para aprender. Não se apresente em lugar nenhum dizendo: sou muito experiente!
15 – Não acredite nas pessoas que dizem que não tem nada demais o idoso usar roupas de jovens, cuidado. Vista-se bem, mas com discrição. Cuidado com a maquiagem, se for pesada, você vai ficar horrível.
16 – Seja avó do seus netos, não a mãe nem a babá. Por isso nem pense em educá-los ou comprometer todo o seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, levar a festinhas, natação, inglês, vôlei… Só nas emergências. Cuidado com aquela disponibilidade que torna os outros irresponsáveis.
17 – Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre a beleza rara e a inteligência excepcional deles. Cuidado com a idolatria de neto e o abandono dos filhos casados…
18 – Não seja uma sogra chata. Nunca peça relatório de nada. Seu filho tem a família dele. Você agora é parente! Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidado. Se o filho ligar pra você, não diga: ah! lembrou finalmente da sua mãe? É melhor dizer: Deus o abençoe meu filho.
19 – Cuidado em atender ao telefone: se a pessoa perguntar como você vai e você responder “estou levando a vida como Deus quer”; “a vida é dura”; “estou preparando a partida”; “estou vencendo a dureza”; você vai ver que as ligações dos amigos e dos parentes vão rarear, cada vez mais.
20 – A maturidade é o auge da vida, porque você tem idade, juízo, experiência, tempo e capacidade para se relacionar melhor com as pessoas. Então delete do seu computador mental o vírus da inveja, do orgulho, da vaidade, promiscuidades, cobranças, coisas pequenas e frustrantes para tomar posse de tudo o que você sempre sonhou: a felicidade.
Extraído do livro Educação-a força mágica de Ivone Boechat
Olá Rozana Fonseca, muito interessante seu texto e concordo com sua argumentação, penso que o estigma e a pior forma de exclusão, assim agir diferente, zelando e respeitando essas pessoas que trás consigo experiencias de vida valiosas.
Hoje completo exatamente um ano de trabalho no CRAS. A cada dia mais me vejo confrontada por essas questões, cheia de anseios, dúvidas e desejos de fazer o melhor, contudo sinto-me a cada dia menos preparada.
De um lado a própria formação acadêmica que não nos dá a base necessária e nos fragiliza enquanto futuros trabalhadores, sendo também o pouco conteúdo teórico um fator complicador. A outra questão é justamente do que este texto específico fala: o senso comum, aquilo que sempre foi feito e que ninguém deseja mudar e deixar o lugar comum, pré-estabelecido.
Hoje durante uma conversa a respeito de como seria a comemoração do Dia do Idoso, sugeri que fosse selecionado um filme com intuito de reflexão e uma atividade alternativa, a fim de que pudéssemos ofertar algo diferente (não sei se é a melhor opção, mas só gostaria de uma possibilidade nova). Minha surpresa foi a resposta de toda a equipe: “ah não, eles não gostam. Eles gostam de forró, para que fazer isso? A gente tem que agradar eles”. Prontamente respondi que não estamos aqui para agradar ninguém e sim proporcionar alternativas a realidade e uma forma de ofertar direitos e cidadania, contudo foi novamente dito que “eles são velhos, nunca mudarão, não temos como ensiná-los a gostar de nada”. Minha argumentação seguinte foi que eles são idosos e continuam seres pensantes, ativos, atuantes e não podemos simplesmente aceitar um estigma dado pela sociedade de que eles são assim e pronto. Responderam-me: “não há como mudá-los. Eles vem aqui na sexta-feira para se divertir”. Me calei.
Se alguém tivesse me dito que após cinco anos e meio de faculdade minha função seria divertir idosos, acho que teria escolhido um caminho diferente.
Escrevo aqui como um desabafo e agradeço o espaço dado para dar voz as nossas dificuldades. E gostaria também de saber outras opiniões sobre isso. O que pensar? O que fazer?
Cássia,
Seu comentário me encantou, me senti feliz e representada… vibrei com cada linha. Até a parte do “me calei” eu entendo, porque as coisas não mudam com uma intervenção ou duas, mas tenho certeza que suas colocações provocarão mudança, é preciso persistir. A equipe está com as ideias tão cristalizadas que não teve condições de ESCUTAR você, e pra quebrar o velho/o instituído leva tempo.
Obrigada por compartilhar essa experiência conosco!
Que bom que isso de alguma forma foi entendido como algo bom. Me peguei pensando: será que exagerei? É isso e pronto? Mas mesmo com a sensação de que não devo, que nunca me ouvirão, simplesmente não consigo deixar de intervir, de buscar fazê-los pensar fora da caixinha.
Uma hora qualquer alguém me escutará, é necessário acreditar!
Mas que essa atividade do filme de faze-los repensar não fique somente motivadas pela comemoração do dia dos idosos, sei que a fala dos colegas de trabalho foi algo bastante expressivo de como lidam com a velhice e com o trabalho na assitencia social, mas que bom que os idosos tem você, uma profissional preocupada com uma questão que vai alem de divertir os idosos. o importante é que você consiga fazer, não importa se no dia do idosos ou em algum outro dia.
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Felicia Oliveira
10 anos atrás
Muito boa sua reflexão fiz uma viagem em minhas duas semanas e meia enquanto gerente de um CRAS. É um desafio diário.
Parabéns Rosana, abordar a autonomia dos idosos é algo emergente em nossa sociedade que frequentemente infantiliza tanto as relações como as práticas profissionais com as pessoas idosas.
Parabéns Rosana pela iniciativa. É essencial que um Blog como o seu aborde o tema da autonomia como algo central na política do SUAS.
Infeliz-mente ainda nos dias atuais é bem comum uma enorme infantilização das relações com o público IDOSO.
Bom Dia Rozana,
Você poderia publicar um Artigo abordando a Política do CCI (Centro de Convivência do Idoso) enquanto proposta que complementa o SCFV e não concorre e nem elimina já que a Política do CCI está embasada na PNI e no Estatuto do Idosos.
Muito obrigado
Maravilha de texto, Rozana! Continue semeando inquietações para que possamos refletir sobre nossas práticas! Abraços!
Obrigada por comentar, Polyana. Participações como a sua me motivam a continuar escrevendo e a manter este espaço de encontro e trocas! Muito grata
Ótimo texto!! A sua inquietação despertou em mim uma reflexão. Fico grata por você dividir sua experiência de forma tão generosa! Um abraço
Obrigada, Andréia.
Compartilhar essas ideias e experiências me fortalece a cada dia como uma eterna aprendiz! obrigada por me dar esse retorno. Abs
Um abraço
Para quem tem mais de 65 anos
Ivone Boechat (autora)
1 – Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore! Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: “estou velho”. Velho é coisa enguiçada. Idade não é pretexto para ninguém ficar velho. Engane a você mesmo sobre a sua idade, porque os psicólogos dizem que se vive de acordo com a idade declarada!
2 – Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Mas você fica remoendo o passado… Não se importe com o julgamento dos outros. Só há dois times no Universo: o do Salvador e o do acusador. Neste último você sabe quem é goleiro. Continue no time do Salvador.
3 – Viva com inteligência todo o seu tempo. Viva a sua vida, não a do seu marido, dos filhos, dos netos, dos parentes, dos vizinhos… Nem viva só pra eles, viva pra você também. Isto se chama amor próprio, aquilo que você sacrificou sempre! Nunca viva em função dos outros. Faça o seu projeto de vida!
4 – Coma muito menos; durma o suficiente; não fique o dia inteiro, dormindo, dando desculpa de velhice. Tenha disciplina. Fale com muita sabedoria. Discipline sua voz: nem metálica, nem baixinha; seja agradável!
5 – Poupe seus familiares e amigos das memórias do passado. Valorize o que foi bom. Experiências caóticas, traumas, fobias, neuroses, devem ser tratadas com o psicoterapeuta. Não transforme poltrona em divã, ouvido em descarga.
6 – Não aborreça ninguém com o relatório das suas viagens. Elas são interessantes só pra quem viaja. Ninguém aguenta ouvir os relatórios e ver fotografias horas e horas. Comente apenas o destino e a duração da viagem, se alguém perguntar. Aprenda a fazer uma síntese de tudo, a não ser que seus amigos peçam mais detalhes. Se alguém perguntar mais alguma coisa, seja breve.
7 – Escolha bons médicos. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que um idoso metido a receitar remédio pra tudo o que o outro sente. Faça uma faxina na sua farmácia doméstica.
8 – Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. Elas têm prazo curto de duração. A chance de você ficar mais feio é altíssima e a de ficar mais jovem é fugaz. Faça exercícios faciais. Socorra os músculos da sua face. Tome no mínimo oito copos de água por dia e o sol da manhã é indispensável. O crime não compensa, mas o creme compensa!
9 – Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar tanto com você. Tudo o que se economizar com você será para quem? No dia em que você morrer, vai ser uma feira de Caruaru na sua casa. Vão carregar tudo. Não darão valor a nada daquilo que você valorizou tanto: enfeites, penduricalhos, livros antigos, roupas usadas, bijuterias cafonas, ouro velho… prataria preta, troféus encardidos, placas de homenagens. Por que não doar as roupas, abrir um brechó ou vender todas as suas bugigangas, apurar um bom dinheiro e viajar?
10 – A maturidade não lhe dá o direito de ser mal educado. Nada de encher o prato na casa dos outros ou no self-service (com os outros pagando); falar de boca cheia, ou palitar os dentes na mesa de refeições (insuportável).
11 – Só masque chiclete sem testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinho.
12 – Aposentadoria não significa ociosidade. Você deve arranjar alguma ocupação interessante e que lhe dê prazer. Trabalhar traz muitas vantagens para a saúde mental, além do dinheiro extra para gastar, também com você.
13 – Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Pessoas amargas e tristes são chatíssimas, as alegres demais, também. Elogie os amigos, não fique exigindo explicações de tudo. Amigo é amigo.
14 – Leia. Ainda há tempo para gostar de aprender. A maturidade pode lhe trazer sabedoria. Coloque-se no grupo sempre pronto para aprender. Não se apresente em lugar nenhum dizendo: sou muito experiente!
15 – Não acredite nas pessoas que dizem que não tem nada demais o idoso usar roupas de jovens, cuidado. Vista-se bem, mas com discrição. Cuidado com a maquiagem, se for pesada, você vai ficar horrível.
16 – Seja avó do seus netos, não a mãe nem a babá. Por isso nem pense em educá-los ou comprometer todo o seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, levar a festinhas, natação, inglês, vôlei… Só nas emergências. Cuidado com aquela disponibilidade que torna os outros irresponsáveis.
17 – Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre a beleza rara e a inteligência excepcional deles. Cuidado com a idolatria de neto e o abandono dos filhos casados…
18 – Não seja uma sogra chata. Nunca peça relatório de nada. Seu filho tem a família dele. Você agora é parente! Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidado. Se o filho ligar pra você, não diga: ah! lembrou finalmente da sua mãe? É melhor dizer: Deus o abençoe meu filho.
19 – Cuidado em atender ao telefone: se a pessoa perguntar como você vai e você responder “estou levando a vida como Deus quer”; “a vida é dura”; “estou preparando a partida”; “estou vencendo a dureza”; você vai ver que as ligações dos amigos e dos parentes vão rarear, cada vez mais.
20 – A maturidade é o auge da vida, porque você tem idade, juízo, experiência, tempo e capacidade para se relacionar melhor com as pessoas. Então delete do seu computador mental o vírus da inveja, do orgulho, da vaidade, promiscuidades, cobranças, coisas pequenas e frustrantes para tomar posse de tudo o que você sempre sonhou: a felicidade.
Olá Rozana Fonseca, muito interessante seu texto e concordo com sua argumentação, penso que o estigma e a pior forma de exclusão, assim agir diferente, zelando e respeitando essas pessoas que trás consigo experiencias de vida valiosas.
Obrigada por comentar, Ilma! um abraço
Hoje completo exatamente um ano de trabalho no CRAS. A cada dia mais me vejo confrontada por essas questões, cheia de anseios, dúvidas e desejos de fazer o melhor, contudo sinto-me a cada dia menos preparada.
De um lado a própria formação acadêmica que não nos dá a base necessária e nos fragiliza enquanto futuros trabalhadores, sendo também o pouco conteúdo teórico um fator complicador. A outra questão é justamente do que este texto específico fala: o senso comum, aquilo que sempre foi feito e que ninguém deseja mudar e deixar o lugar comum, pré-estabelecido.
Hoje durante uma conversa a respeito de como seria a comemoração do Dia do Idoso, sugeri que fosse selecionado um filme com intuito de reflexão e uma atividade alternativa, a fim de que pudéssemos ofertar algo diferente (não sei se é a melhor opção, mas só gostaria de uma possibilidade nova). Minha surpresa foi a resposta de toda a equipe: “ah não, eles não gostam. Eles gostam de forró, para que fazer isso? A gente tem que agradar eles”. Prontamente respondi que não estamos aqui para agradar ninguém e sim proporcionar alternativas a realidade e uma forma de ofertar direitos e cidadania, contudo foi novamente dito que “eles são velhos, nunca mudarão, não temos como ensiná-los a gostar de nada”. Minha argumentação seguinte foi que eles são idosos e continuam seres pensantes, ativos, atuantes e não podemos simplesmente aceitar um estigma dado pela sociedade de que eles são assim e pronto. Responderam-me: “não há como mudá-los. Eles vem aqui na sexta-feira para se divertir”. Me calei.
Se alguém tivesse me dito que após cinco anos e meio de faculdade minha função seria divertir idosos, acho que teria escolhido um caminho diferente.
Escrevo aqui como um desabafo e agradeço o espaço dado para dar voz as nossas dificuldades. E gostaria também de saber outras opiniões sobre isso. O que pensar? O que fazer?
Cássia,
Seu comentário me encantou, me senti feliz e representada… vibrei com cada linha. Até a parte do “me calei” eu entendo, porque as coisas não mudam com uma intervenção ou duas, mas tenho certeza que suas colocações provocarão mudança, é preciso persistir. A equipe está com as ideias tão cristalizadas que não teve condições de ESCUTAR você, e pra quebrar o velho/o instituído leva tempo.
Obrigada por compartilhar essa experiência conosco!
Gd abraço
Que bom que isso de alguma forma foi entendido como algo bom. Me peguei pensando: será que exagerei? É isso e pronto? Mas mesmo com a sensação de que não devo, que nunca me ouvirão, simplesmente não consigo deixar de intervir, de buscar fazê-los pensar fora da caixinha.
Uma hora qualquer alguém me escutará, é necessário acreditar!
Mas que essa atividade do filme de faze-los repensar não fique somente motivadas pela comemoração do dia dos idosos, sei que a fala dos colegas de trabalho foi algo bastante expressivo de como lidam com a velhice e com o trabalho na assitencia social, mas que bom que os idosos tem você, uma profissional preocupada com uma questão que vai alem de divertir os idosos. o importante é que você consiga fazer, não importa se no dia do idosos ou em algum outro dia.
Muito boa sua reflexão fiz uma viagem em minhas duas semanas e meia enquanto gerente de um CRAS. É um desafio diário.
Oi Felícia,
Obrigada por comentar!
Parabéns Rosana, abordar a autonomia dos idosos é algo emergente em nossa sociedade que frequentemente infantiliza tanto as relações como as práticas profissionais com as pessoas idosas.
Parabéns Rosana pela iniciativa. É essencial que um Blog como o seu aborde o tema da autonomia como algo central na política do SUAS.
Infeliz-mente ainda nos dias atuais é bem comum uma enorme infantilização das relações com o público IDOSO.
Obrigada, Valdemar!
Bom Dia Rozana,
Você poderia publicar um Artigo abordando a Política do CCI (Centro de Convivência do Idoso) enquanto proposta que complementa o SCFV e não concorre e nem elimina já que a Política do CCI está embasada na PNI e no Estatuto do Idosos.
Muito obrigado
[…] O que é o CRAS segundo o Facebook – PARTE IV […]