Pausa para uma campanha! quem se habilita?
50 anos da PSICOLOGIA e ainda não temos um piso! se concorda vamos mobilizar a categoria!
Dia do Trabalho
Um lindo poema de Ferreira Gullar para refletir o dia do trabalho O Açúcar O branco açúcar que adoçará meu café Nesta manhã de Ipanema Não foi produzido por mim Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro E afável ao paladar Como beijo de moça, água Na pele, flor Que se dissolve na boca. Mas este açúcar Não foi feito por mim. Este açúcar veio Da mercearia da esquina e Tampouco o fez o Oliveira, Dono da mercearia. Este açúcar veio De uma usina de açúcar em Pernambuco Ou no Estado do Rio E tampouco o fez o dono da usina. Este açúcar era cana E veio dos canaviais extensos Que não nascem por acaso No regaço do vale. Em lugares distantes, Onde não há hospital, Nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome Aos 27 anos Plantaram e colheram a cana Que viraria açúcar. Em usinas escuras, homens de vida amarga E dura Produziram este açúcar Branco e puro Com que adoço meu café esta manhã Em Ipanema. http://www.literal.com.br/?autor=ferreira-gullar E uma bela pintura de Diego Riviera “El Vendedor De Flores” Fonte: http://www.diego-rivera-foundation.org/El-Vendedor-De-Flores.html
Sugestão de livros
Olá leitores!! vindo rapinho aqui, no dia do livro, para trazer algumas sugestões de leituras e estudo. Conheci o site da Biblioteca Virtual de Ciências Humanas e Centro Edelstein de Pesquisas Sociais recentemente e fiz download de alguns livros! ainda não li todos, mas acredito que possam nos auxiliar em algumas questões e promover reflexões quanto ao trabalho de políticas públicas num geral – todos estão falando de psicologia social. Os capítulos abordam várias politicas públicas, mas deêm uma olhada no sumário que poderão escolher o que ler primeiro! Clique no link abaixo para fazer o download do LIVRO. LIVRO ZANELLA_Psicologia_e_praticas_sociais LIVRO GUARESCHI_Estrategias_de_invencao_do_presente LIVRO_Cidadania_e_participacao_social LIVRO_Psicologia_social_estrategias_politicas_implicacoes Confiram os sites: http://www.centroedelstein.org.br/BibliotecaVirtual.asp http://www.bvce.org/ Boa leitura a todos e compartilhem com os colegas!
Registro mensal de atendimentos dos Cras e Creas – Teleconferência
Vigilância socioassistencial é tema de teleconferência do MDS na segunda-feira — Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) promove, nesta segunda-feira (23), às 9h (horário de Brasília), teleconferência sobre a Implantação do sistema de registro mensal de atendimentos dos Cras e Creas, conforme a Resolução CIT 04/2011 – “Construindo caminhos para a vigilância socioassistencial no Suas”.Para falar sobre o assunto, foram convidados: Luiz Otávio Farias – coordenador-geral de Serviços de Vigilância Social Cristina Marques – coordenadora-geral substituta de Serviços de Vigilância Social A teleconferência será exibida ao vivo para todo o Brasil pela TV NBR, do governo federal, das 9h às 10h30 da manhã. A transmissão ocorrerá também pela internet. O público poderá formular perguntas e participar on-line, por meio de telefones e e-mail a serem divulgados durante o programa.
O fazer psi nos CRAS
Muitos dos profissionais de psicologia recém formados, dizem que estão ‘perdidos”, uma vez que não sabem o que desenvolver nos CRAS e o que norteia e permeia a atuação do psicólogo nesta política pública. Sabemos do processo de construção e transformação da politica pública de assistência social na última década. Mas não sou muito adepta ao discurso constate de que “tudo é muito novo/ é construção/ninguém sabe ao certo o que fazer”. Acredito que este discurso deixa muita brecha para que os serviços sejam executados de maneira desqualificada e muitas vezes com características amadoras – práxis? Que práxis? Contudo, a psicologia já percorre a discussão quanto a sua contribuição neste fazer há muito tempo, Décadas de 70 e 80, esta já apresentando estudos mais significativos no Brasil. Encontramos isso nos estudos de psicologia sócio-histórica, psicologia social comunitária e Psicologia da Libertação de Martín-Baró. A precursora da psicologia social comunitária e difusora da psicologia social latino-americana é a grandiosa Sílvia Lane “que defendia uma concepção de homem como sujeito inteiro, numa relação dialética entre objetividade e subjetividade, onde a singularidade não existe em si, mas somente na relação com o outro, um sujeito histórico que não perde sua humanidade em macro-estruturas sociais, recusando assim o pragmatismo estadunidense e a concepção de homem abstrato ou homem passivo ante a sociedade” (SAWAIA, 2007). Bader Sawaia, Wanderley Codo, Guareschi e Ana Bock, são alguns dos principais teóricos de psicologia social seguindo e difundindo o compromisso social da psicologia iniciado por Lane na década de 70. Então, meus colegas, nada de ficarem perdidos e aceitarem o discurso de que “está em construção”! Basta revisitar esses estudiosos que veremos o quanto a psicologia esteve e está presente nas questões sociais, tendo assim, muito com o que contribuir nos serviços da Proteção Social. É no mínimo paradoxo, pleiteamos um local para prática e não sabemos o que oferecer! A fim de facilitar os estudos de quem pretende trabalhar, ou iniciaram recentemente a atuação em Proteção Social Básica, especificamente CRAS, criei uma lista com os principais materiais do MDS – CNAS – CIT. Antes mesmo de revisitar teóricos e teorias da psicologia – porque a maioria dos cursos de psicologia não ofertou ou oferta disciplina referente política pública de assistência social – é imprescindível saber sobre a Política Nacional de Assistência Social, a implantação do Sistema único de Assistência Social, a Norma Operacional Básica do SUAS, todo esse modelo atual pautado na Constituição Federal de 88 e sobretudo na lei Orgânica de Assistência Social – LOAS, de 1993 – Abaixo a relação dos materiais por ordem de prioridade de leitura (mera sugestão): 1 – Tipificação dos Serviços Socioassistenciais – 2009 2 – Orientações Técnicas Centro de Referências de Assistência Social – CRAS – 2009 3 – Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS 4 – Política Nacional de Assistência Social – PNAS/ 2004 5 – Norma Operacional Básica de Serviço Social – NOB/SUAS 6 – Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferência de Renda no âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS 7- Orientações Técnicas do PAIF: Tipificação Vol. I – 2012 8 – Orientações Técnicas do PAIF: Trabalho Social com Famílias. Vol II 2012 Boa leitura !!!
Orientações Técnicas Sobre o PAIF – Vol. 2 Trabalho Social com Famílias

Olá Leitores, Trago boas novas! em especial àqueles que me acompanmham há um tempo e participaram com comentários e perguntas! enfim, o Caderno de ORIENTAÇÕES TÉCNICAS SOBRE O PAIF: Vol. 2 Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF. Será que nossos problemas acabaram? 🙂 Gostei do caderno, é simples, de fácil leitura e traz a formalização de orientações e informações sobre o PAIF e principalmente sobre o trabalho com famílias. Quem conhece e estudou os documentos: Diretrizes para o Acompanhamento Familiar no âmbito do PAIF (Priscilla Maia de Andrade – mesma técnica que elaborou este acima) e O CRAS que Temos e o CRAS queremos, terá facilidade na leitura e compreensão, além de perceber que não tem tanta coisa nova assim. Repito, tanto o Vol. 1 quanto o Vol. 2 trazem orientações pontuais e claras, contudo nada que muito novo, mas que se torna indispensável, tendo em vista os equívocos das ações do PAIF nos CRAS e das dificuldades de muitos profissionais em atuar com as famílias ( e um dos motivos sendo falta de referecial e especificações do serviço) Como recebo várias perguntas com dúvidas das atribuições dos profissionais dos CRAS e acerca do recebimento de demandas de outros setores, abaixo um trecho que não deixa dúvida daquilo que NÃO É NOSSO PAPEL. O que mais gostei foi que isso corrobora meu discurso de que os serviços do CRAS NÃO TÊM E NÃO DEVEM TER CARÁTER COMPENSÁTÓRIO! [Não posso esconder minha satisfação em perceber que o PAIF aqui em Eunápolis, está no caminho certo] Boa leitura! Não constitui atribuição e competência das equipes de referência dos CRAS: a) Assumir o papel e/ou funções de equipes interprofissionais de outros atores da rede, como, por exemplo, da segurança pública (delegacias especializadas, unidades do sistema prisional etc), órgãos de defesa e responsabilização (Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselho Tutelar) ou de outras Políticas (saúde mental etc); b) Acompanhar e participar de oitiva de pessoa em processo judicial; c) Realizar terapia ou psicoterapia com famílias e/ou indivíduos – competência de profissionais da política pública de saúde; d) Elaborar parecer, laudo e/ou perícia social para compor processos judiciais, pois essa elaboração exige fundamentação e qualidade técnico-científica especializada – competência de Assistentes Sociais do Poder Judiciário; e) Elaborar Laudo Social, para fins de requerimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – essa competência é do Serviço Social do INSS, conforme Portaria Conjunta MDS/INSS nº 1, de 29 de maio de 2009, que regulamenta o art. 16, § 3º, do Decreto nº 6.214, de 26 de setembro de 2007; f) Atender casos de “indisciplina”, dificuldades de adaptação escolar, entre outros, encaminhados pela rede de ensino. No que concerne à situação escolar, compete às equipes da assistência social o acompanhamento familiar, no âmbito do Programa Bolsa Família (PBF), quando do descumprimento das condicionalidades de educação; acompanhar beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e suas famílias, em especial do Programa BPC na Escola. Para BAIXAR o CADERNO clique Orientacoes Tecnicas sobre o PAIF – Trabalho Social com Familias ou AQUI Fonte: MDS http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica
Orientações Técnicas sobre o PAIF – Excerto 1
O MDS lança o caderno de ORIENTAÇÕES TÉCNICAS SOBRE O PAIF – (Versão Preliminar)Vol 1. : O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF, segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Consiste em um documento que detalha a Tipificação, trazendo esclarecimento de equívocos acerca da compreensão e execução do principal serviço da Proteção Social Básica. Minha opinião é que são esclarecimentos básicos, mas primordiais e fundamentais para os técnicos, gestores, conselheiros e a todos os trabalhadores do SUAS que ainda não estão familiarizados com os conceitos, normas e objetivos do PAIF. Na primeria leitura, uma parte me chamou mais a atenção: Programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva , trata-se de um item do Cap 09 – Articulação em rede. Por isso vou postar aqui – o que chamo de excerto 1, pois vou publicar aos poucos, trechos do documento com minhas observações. Este item me chamou a atenção porque é uma questão, sobre a qual me debruço desde que cheguei ao CRAS, em 2009. Minha primeira reflexão foi: porque o cartão de visita dos CRAS, Brasil à fora, são as oficinas produtivas? então percebi que é reflexo da incompreensão por parte dos trabalhadores (em geral) sobre o PAIF e sobre o “fazer nos CRAS”. Analiso que é reflexo dos trabalhos dos técnicos, sem argumentos e propostas de trabalho que subverta essa ideia equivocada e por outra, a gestão em outro compasso de entendimento e estabelecimento de prioriodades. Diante disso, entendo que este documento vem por um ponto final neste equívoco e nos oferecer argumento preciso quanto aos objetivos e ações do PAIF. Uma proveitosa leitura! “(…) CAPÍTULO 9 Articulação em Rede: Programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva Compreende-se por programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva, as ações com foco na capacitação/qualificação profissional e/ou geração de renda, a fim de subsidiar, financeira e tecnicamente, iniciativas que garantam, aos grupos populares, meios e capacidade produtiva. Atenção: a preparação para o trabalho e inclusão produtiva não compõem o rol de ações implementadas pelo PAIF. Mais informações sobre as ações constitutivas do PAIF poderão ser encontradas nas “Orientações Técnicas sobre o PAIF – Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, vol. 2”. Os programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva constituem uma das maiores demandas do público usuário do PAIF, que busca tais ações para ter acesso ou para complementar seu rendimento, uma vez que a insuficiência de renda ou mesmo a sua inexistência ainda atinge parte da população do país. Soma-se a isso o fato de que o trabalho continua a constituir fonte originária, primária, de realização do ser social, compondo a experiência elementar da vida cotidiana nas respostas que oferece às necessidades sociais objetivas e subjetivas. Mesmo uma perspectiva meramente pragmática, ao considerar a capacidade laboral como o principal e, às vezes, o único ativo de alguns seres humanos, reconhece a importância do trabalho na manutenção da vida em sociedade, seja por suprir as necessidades materiais da existência, seja por possibilitar e sustentar a sociabilidade dos seres humanos63. Nesse sentido, é fundamental que o órgão gestor, municipal ou do DF, de assistência social busque o estabelecimento de articulações com programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva, e que o CRAS identifique potenciais usuários e os encaminhe para estas iniciativas. Destaca-se que a efetividade de ações ligadas à geração de emprego e renda exige a combinação de múltiplos esforços no campo das políticas sociais, que confluam para o desenvolvimento econômico sustentável das famílias. A implementação de uma ação nessa área deve prever a disponibilidade e preço das matérias-primas, as possibilidades de escoamento da produção, a existência de mercados consumidores, a estabilidade da demanda, entre outros fatores, para que tais ações constituam processos de desenvolvimento territorial com perspectiva de longo prazo, a fim de alterar a estrutura produtiva e a realidade do mercado de trabalho da região. O PAIF também pode compor essa junção de esforços, potencializando sua efetividade, pois à medida que conhece seu público-alvo, tem a possibilidade de indicar perfis mais apropriados a alguns programas e projetos de preparação para o trabalho e inclusão produtiva, desde que conheça os critérios de acesso destes. O PAIF, ainda, pode contribuir nesse processo por meio do atendimento e/ou acompanhamento das famílias, apoiando-as na superação de possíveis obstáculos à participação de seus membros em tais programas/projetos, por exemplo, encaminhando crianças pequenas para educação infantil, procurando garantir tempo livre para que os pais, ou responsáveis, possam participar de ações com foco na capacitação profissional e inclusão produtiva (…)” Fonte: MDS, 2012. Para acessar o Caderno clique nos links a seguir: Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar) ou Site do MDS:http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica/Caderno%20PAIF%20-%20Tipificacao.pdf/download
Comentários e e-mail
Pessoal, estou respondendo os comentários que chegam por e-mail. Como já tem um tempinho que me enviaram, gostaria que vocês dessem uma olhada (aos que subescreveram e-mail)! e peço desculpas pelo atraso!
Assistência social terá programa de capacitação dos trabalhadores e mais financiamento para os serviços — Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Por enquanto é só notícia. Mas vamos ficar atentos e até porque já passou da hora dessa capacitação acontecer! Assistência social terá programa de capacitação dos trabalhadores e mais financiamento para os serviços — Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Projeto RET: Recolher e Transformar
Os pedidos de envio do Projeto RET: Recolher e Transformar, serão endereçados para este link. Se você não recebeu a resposta por e-mail, ou se interessou pelo mesmo, é só clicar nos links abaixo. Ressalto: o mais importante desse projeto é demonstrar que é possível lançar mão de estratégias inusitadas para atingirmos nossos objetivos com os usuários dos serviços da Proteção Social. O que é preciso é ter uma boa dose de ousadia e disponibilidade para o novo! Postagem com resumo -Experiência em Debate no CONPSI – Salvador – 2011 – http://craspsicologia.wordpress.com/2011/05/29/recolhendo-cidadania-psicologia-ambiental-no-cras/ Apresentação: http://craspsicologia.wordpress.com/perguntas-frequentes/apresentacao-ret/ Projeto ( a ser atualizado) : http://craspsicologia.wordpress.com/perguntas-frequentes/projeto-ret-recolher-e-transformar/ Gentileza considerar a tentativa de otimizar as respostas e o tempo! Conto com a compreensão de todos (as)!