A Psicologia no CREAS: os desafios da mudança de um paradigma

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Joelma Silva
Joelma Silva
6 anos atrás

Para ampliar conhecimentos, segue sugestão de leitura:

Livro do CREPOP sobre a atuação do(a) psi na PSE:
http://crepop.pol.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Livro_ServicoProtecao_11mar.pdf

Livro do CREPOP sobre a atuação do(a) psi na PSB:
http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/artes-graficas/arquivos/2008-CREPOP-CRAS-SUAS.pdf

Leidiane
Leidiane
6 anos atrás

Seria ótima a continuidade do tempo, e gostaria de ver um exemplo prático, com definição da atuação dos profissionais envolvidos.

trackback
6 anos atrás

[…] importante deixar claro que, de forma geral, o psicólogo que atua no SUAS não deve aplicar o método tradicional de atendimento clínico individual. Sua prioridade deve ser compreender o indivíduo inserido em […]

celinalazzari
6 anos atrás

sinceramente, acho uma farsa isso de “trabalho focado na familia”
familia é a mae, é a mulher, e ponto. nao se realiza trabalho familiar, é inviavel, os atendimentos sao individuais e a mudanças na familia ocorrem a partir de mudanças subjetivas nos individuos chave, em geral a mulher tb.

celinalazzari
6 anos atrás

Nao sei da onde se entende que psicologo trabalha com uma “noção tradicional do psiquismo encapsulado”. Gente o que mais os psicologos estudam é como a subjetividade é produto das relações humanas, dos fatores biopsicosociais.

acho que esse argumento é pessimo pois coloca o psicologo como um ser alienado das relações sociais. o que nao é verdade. ao contrario. sabe-se que o individuo se constitui nas relações.

celinalazzari
6 anos atrás

“ainda se tem uma expectativa de que a Psicologia está ali para “tratar” dos aspectos subjetivos do ocorrido, mesmo que muitas vezes o discurso seja de que não é essa a demanda” – seria otimo se isso fosse feito, pois é a partir desse “tratamento” que uma mulher, por exemplo, pode vir a sair de uma situação de violencia, livrar os filhos de presenciar violencia, e produzir mudanças inclusive no esposo violento. acho que ignorar ou mesmo descartar essa ferramenta tao poderosa do psicologo so tem sentido se pensarmos em termos de disputa de poder. minha questao é: a quem interessa cercear a atuação do psicologo enquanto atendimento clinico no CREAS?

celinalazzari
6 anos atrás

excluindo os pedidos de justiça para pericia, e avaliação psicológica, temos que pensar se nao é justamente o CREAS o local de atendimento clinico tambem
“a avaliar o usuário sob o ponto de vista da presença ou não de um trauma e de seu tratamento”
ue, se atendemos vitimas de violencia domestica, sexual, etc. qual é o sentido, pensando na logica interdisciplinar, de recusar o atendimento que vise a superação do possivel trauma? isso faz parte do objetivo de superação da violencia vivida, e pode ser uma ferramente eficaz para a consecução desse objetivo.

Felipe
Felipe
5 anos atrás

Corroborando com a opinião dos colegas, acho que na verdade o paradigma que deve ser modificado é o de que a clínica está atrelada unicamente à saúde e que as teorias não seriam suficientes para a atuação com famílias na assistência.
É um erro pensar que as diversas abordagens reduzem o individuo ou desconsideram o contexto social. Há diversos estudos dentro da abordagem psicanalítica que já realizam leituras à luz das questões sociais e da subjetividade. Dentro da análise do comportamento (uma das mais positivistas entre as abordagens) já há gente pensando no contexto social inclusive versando por temáticas como feminismo, violência, política, etc.

Infelizmente, acho um erro e uma ignorância reduzir o escopo de possibilidades da atuação profissional em detrimento de uma leitura que deve por “obrigação implícita” se respaldar tão-somente no materialismo histórico-dialético e teorias adjacentes.

Nosso trabalho se reduz, nossa identidade profissional e cientifica se vê limitada, nossas técnicas são postas de lado e o psicólogo que trabalha na assistência não poderá nem mesmo ser absolvido por outras áreas de atuação em virtude de uma alienação teórico-técnica dentro de seu próprio fazer.

Se algum psicólogo atua de forma equivocada no SUAS, não é por desejar fazer clinica e utilizar seu aparato teórico-técnico. É por não realizar uma análise do público e demandas que ele atende e por falta de competência mesmo.

Se for para continuar do jeito que está, então que os concursos especifiquem que o cargo é “Técnico de Referência em Assistência Social” e não Psicólogo. Porque psicólogos no sentido fático do termo, não somos nestes âmbitos de atuação. Nossa disciplina contribui na leitura, mas não intervém como poderia.

Felipe
Felipe
5 anos atrás

Complementando o comentário-desabafo anterior, informo que a insatisfação não diz respeito ao texto aqui disposto. A reflexão é necessária e o texto possui ponderações pertinentes. O desabafo diz respeito à situações vivenciadas e opiniões visualizadas em outros espaços de debates onde este tema é suscitado ou proposto de forma superficial e ingênua e portanto me desculpo pela aparente indignação. O blog BPS é um instrumento muito bom, rico, importante e que pode ser um meio de viabilizar/veicular as novas propostas de leitura que emergem a respeito desta tão nova e confusa (?) área de atuação.

celinalazzari
Responder para  Felipe
5 anos atrás

muito bom Felipe! Que bom saber que esse assunto está deixando de ser tabu na assistencia

Heloysa
Heloysa
1 ano atrás

Olá.

Uma dúvida: pode-se utilizar o termo atendimento ou acompanhamento psicológico no ramo da assistência social ? Ou essa nomenclatura deve ser utilizada somente no campo da saúde ?

Grata.

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