PSB/CRAS

O Trabalho do Psicólogo(a) no CRAS


Título: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO DO PSICÓLOGO
NO CRAS

Tema: 9 – Políticas Públicas
Autor responsável por apresentar o Trabalho: CLÁUDIA ITABORAHY FERREIRA
Autor(es) adicionais: GABRIELE FARIA, MIRIAN BACELO, RENATA
CECCHETTI e VIVIANE BUSTAMANTE

Resumo: Este trabalho pretende promover a discussão a respeito da inserção do psicólogo no campo da Assistência Social, mais especificamente nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), partindo da experiência da equipe de psicólogos e assistentes sociais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social do Município de Nova Iguaçu. A Assistência Social se constituiu como política pública a partir da Constituição Federal de 1988. Em 1993, foi promulgada a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que define as diretrizes básicas para a organização da Assistência Social em âmbito nacional. Após 10 anos de vigência da LOAS, foi aprovado, na IV Conferência Nacional da Assistência Social, o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), que, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), “regula em todo o território nacional a hierarquia, os vínculos e as responsabilidades do sistema de serviços, benefícios, programas e projetos de assistência social”.
O SUAS dá as diretrizes do funcionamento das ações no campo da Assistência com contrapartida das três esferas de governo – Federal, Estadual e Municipal – e com o lema de garantir a autonomia, a dignidade e o direito. É, portanto, sob a perspectiva do direito que todos os municípios brasileiros terão, de acordo com seu contingente populacional, que implantar o(s) seu(s) CRAS. O CRAS é uma unidade pública que deve se localizar em áreas de vulnerabilidade social, realizando serviços de proteção social básica, organizando e coordenando a rede de serviços sócio-assistenciais locais. Eles têm como função garantir segurança de convívio social e familiar, através de ações, cuidados e serviços que restabeleçam vínculos pessoais, familiares, de vizinhança e de segmento social. O CRAS conta com uma equipe técnica mínima de psicólogos e assistentes sociais e encontra algumas diretrizes norteadoras em um Guia Técnico elaborado pelo MDS, no qual se propõe um trabalho conjunto destes profissionais. Entretanto, tais diretrizes não apontam a especificidade dos profissionais em questão. Se, por um lado, este guia formata as ações a serem desenvolvidas pelos técnicos do CRAS, sejam eles psicólogos ou assistentes sociais, por outro, define as atribuições destes sem levar em conta as particularidades da formação de cada profissional. A existência dessas diretrizes, então, nos permite interrogar qual a função do psicólogo nas unidades do CRAS, visto que o SUAS prevê a contratação obrigatória deste profissional. O que diferenciaria o psicólogo do assistente social neste dispositivo? Em entrevista ao Jornal do Conselho Federal de Psicologia, Ano XX nº 86 – maio 2007, a Secretária Nacional da Assistência Social, Ana Lígia Gomes, afirma que a intervenção do psicólogo no CRAS deve se dar, prioritariamente, através de ações sócio-educativas grupais. Desta forma, para a Secretária, a atuação do psicólogo se aproximaria dos movimentos grupalistas e institucionalistas, afastando-se dos “métodos de atendimento clínico convencional”. A visada de um trabalho sócio-educativo encontra-se, de fato, pautada no Guia Técnico, que é referência das ações desenvolvidas no CRAS. Porém, este tipo de trabalho parece estar mais próximo da formação do Serviço Social do que da formação do Psicólogo. Com isso, retornamos ao Guia Técnico, no qual os papéis dos técnicos aparecem indiferenciados. No entanto, aposta-se nas especificidades.
A especificidade do papel do psicólogo no CRAS não está, conforme a Secretária, necessariamente pautado no modelo clínico-ambulatorial. Mas, seriam as ações sócioeducativas a única prática possível para o psicólogo no CRAS? O Guia, ao comportar essa indiferenciação entre os profissionais, abre uma importante brecha que nos convoca a pensar o trabalho como um campo de possibilidades a ser construído entre a Assistência e a Psicologia. Senão, o que nos restaria enquanto profissionais seria uma mera reprodução de nossas funções isoladamente, ou seja, um engessamento do nosso trabalho.

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Categorias:PSB/CRAS

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343 respostas »

  1. Olá Rozana, começei a trabalhar no CRAS da minha cidade esta semana, e estou simplesmente assustada com o trabalho feito lá, sempre gostei da Psicologia Social e Comunitária, por isso já tinha um pouco de conhecimento da atuação do psicólogo nessa área. Entretanto, ao me deparar com o trabalho feito neste CRAS percebi um trabalho totalmente voltado para atendimento clínico, lá tenho uma agenda, e as pessoas chegam para marcar atendimento psicólogico comigo o tempo todo, é feito atendimento e acompanhamento de 15 em 15 dias com o usuário, nos prontuários percebi que as psicólogas anteriores faziam este mesmo trabalho. Começei essa semana, mas já no primeiro dia questionei a coordenadora sobre o meu papel lá (já está há mais de 8 anos neste CRAS), ela alegou que a prática é diferente do papel e que eu apenas daria apoio psicológico a quem precisasse, mas na verdade nao é isso que acontece….temos também 2 grupos de convivência. Hoje a noite resolvi pesquisar um pouco mais sobre o trabalho do psicólogo no CRAS e encontrei seu blog, fiquei frustrada de ver como o trabalho lá está equivocado, e triste por saber das dificuldades que vou enfrentar para superar esse modelo de atendimento (principalmente para mudar a concepção da coordenadora sobre o meu papel). Enfim, gostaria de uma opinião sua, o que acha que devo fazer? como posso agir? Estou com receio de ter entrado agora e já começar a “bater de frente” com a assistente social (coordenadora) que já está a tanto tempo lá….gostaria também que se vc pudesse, mesmo que sucintamente, explicar como é feito o trabalho aí, além dos grupos de convivencia, quais as suas atribuições… Desde já agradeço e aguardo sua resposta! Obrigada

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  2. Ola psicologos, criei um grupo de psicologia no whatsapp para ficarmos mais proximos e discutirmos sobre todos os assuntos.

    quem quiser participar: 73 8231 8681

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  3. Inicialmente gostaria de parabenizá-la pela iniciativa quanto a este bolg, realmente é um importante espaço de trocas e assimilação de novos conhecimentos. Gostaria de receber o Projeto RET.Abraços, e-mail crispagani@hotmail.com

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  4. Meu nome é Clícia sou coordenadora do CRAS de Conceição de Macabu, sou formada em Administração , em Serviço Social e Pós graduada em Saúde Pública e gostaria de parabenizá-la pelo seu blog, são assuntos interessantes e vou estar sempre visitando. Abraços

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  5. Oi colegas, sou psi e fui convidada para fazer parte da equipe do CRAS. Estou em um município pequeno – 22.000 hab, Sarandi, no Rio Grande do Sul. Atualmente desenvolvo as atividades numa unidade de saúde – ESF e atuo mais com atendimentos individuais. Poderiam me sugerir materiais para eu ler, estudar, me informar sobre a atuação do Psicólogo no CRAS? Estou achando bem legal este site, e gostaria de ler sobre experiencias, projetos, etc. bjs e obrigada. Meu email: consuelo_poloni@ibest.com.br.

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  6. Boa noite Rosana, estou recentemente estou trabalhando no CRAS em Manacapuru, localizado no Amazonas. estou tendo dificuldade em objetivar o trabalho do Psicologo.Mas, seu blog vem me ajudando bastante. Ele é realmente Maravilho… pude compreender alguns questionamentos.Gostaria que os grupos realmente funcionasse. você tem algum material que possa me encaminhar? ou mesmo projetos, nos quais eu pudesse adaptar a minha região? aguardo seu retorno.
    atenciosamente,
    Flávia – flcarwalho@gmail.com

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    • Oi Flávia! por isso gosto tanto desse blog, pois me permite dialogar com trabalhadores do SUAS de diversas partes do Brasil!!! Obrigada

      O que poderia compartilhar está publicado aqui no blog. Qual tipo de material você quer? qual assunto/tema?

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  7. Olá Rozana! Sou pedagoga no CRAS-Ilha das Cobras em Paraty-RJ. Tenho procurado sobre o papel, as funções do pedagogo no CRAS sem obter informações que me satisfaça. Poderia me ajudar? Estou muito perdida. Aguardo ansiosa sua resposta. Um grande abraço, Cleyde.

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  8. OI ROSANA, ME CHAMO LILIANA E SOU ESTUDANTE DE PSICOLOGIA NO INICIO ACHEI CHATO ESTUDAR SOBRE PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS, MAS AOS POUCOS FUI OBSERVANDO QUE TRATA-SE DE UM BELO E ÀRDUO TRABALHO.QUANDO ME GRADUAR QUERO ENTRAR NESSA EMPREITADA E VER O QUE ACONTECE E EM QUE POSSO DAR DE MELHOR QUE TEREI PARA OFERECER.PARABENI-LHE PELO BLOG.

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  9. Olá!!! Gostaria de algumas idéias e projetos para se trabalhar no CRAS, cai praticamente de pára quedas aqui… então gostaria de estar recebendo algo!

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  10. boa noite, rozana adorei seu blog,sou psicológa e estou iniciando a atuação em um cras, já sei alguns dos programas que fazem parte do cras, mas gostaria de saber um pouco mais sobre as políticas públicas, e como é a tauação do psicológo na prática, como por exemplo o que deve colocar num relatório de atendimento, e como devo atender, o que perguntar na hora do atendimento, que é diferente da prática cliníca. desde já agrdeço por tudo, cristielle

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  11. Ola Rozana, sou cordenadora do CRAS e estou com uma duvida a respeito da consuta do Psicoloco, e preciso de algum Encaminhamento???

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    • Oi Marília, você se refere a consulta com psicólogo clínico atuante no setor da saúde? se for, o encaminhamento é realizado sim. Agora, sua colocação me faz pensar também que você está se referindo a consulta psicólogica no CRAS, se for com a conotação de clínica, terapia, isso não é ofertado através do PAIF e como o psicólogo compõe a equipe deste serviço, ele irá desempenhar as atribuições preconizadas e atribuídas à equipe técnica e sua atuação está pautada na área de psicologia social e comunitária.
      Aguardo seu retorno!
      Um abraço e obrigada por participar do Blog!

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  12. ola Rozana! Sou estudante de psicologia no 3 período, meu orientador pediu uma entrevista com um psicologo do Cras, mandou que formulasse perguntas, eu ainda estou engatinhando referente a palavras cientificas e sou timida, gostaria muito que voce me ajudasse com isso se poder é claro. Ele pediu que eu formulasse perguntas com as palavras: EXPERIENCIA , EQUIPE(SERVIÇO SOCIAL),PÚBLICO ALVO,IMPASSES, ABORDAGEM TEÓRICAS,METODOLOGIA,OBJETIVOS,ADESÃO,ESTRUTURA E DEMANDA. Eu não consegui e estou precisando disso com urgência, para o dia 24/04/13 ,se voce poder me ajudar , mande a resposta para o meu e-mail angel.axl@hotmail.com
    obrigado.

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    • Oi Heloísa!
      Como demorei a responder, imagino que você tentou e conseguiu elaborar as questões, certo?
      Se tivessemos tempo hábil, eu poderia apreciar suas questões e fazer algumas pontuações, mas não elaborar pra você! pois não estaria contribuindo com seu desenvolvimento acadêmico e profissional!
      E aí? como ficaram as questões?
      Um abraço e bons estudos!

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  13. Olá…Parabéns pelo espaço…
    Tenho algumas perguntas relacionadas a um trabalho de pesquisa de campo, e gostaria muito de que você pudesse conceder essa entrevista, que sera apenas para nível de e discussão em sala de aula. Agradeço dês de já.
    Segue as questões:

    1. O QUE FAZ UM PSICÓLOGO DO SUAS (SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL): PERSPECTIVAS E DIFICULDADES.

    2. A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL PARA ALÉM DO CONTEXTO CLÍNICO.

    3. A QUESTÃO DA FORMAÇÃO: A PSICOLOGIA SOCIAL FEZ PARTE DA GRADE CURRILAR DO CURSO? ERAM OFERECIDOS ESTÁGIOS NA ÁREA?

    4. PSICÓLOGO E ASSISTENTE SOCIAL: COMPLEMENTARIDADE OU ESPECIFICIDADE. QUAIS AS FUNÇÕES DE CADA PROFISSIONAL NA POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL.

    5. OS PRINCIPAIS DESAFIOS NA INSERÇÃO DO PSICÓLOGO NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL.

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    • Oi Simone!
      Muito interessante suas perguntas, porém vejo que as mesmas merecem uma elaboração maior e que no momento não poderei fazê-la (acredito que sairia um belo e significativo texto, o que posso até construir em breve, mas infelizmente agora não disponho de tempo) e seria muito legal você nos retornar com as discussões da sala de aula! me disponho a tirar algumas dúvidas através do Skype, ok? estarei disponível na próxima terça – por volta das 19:30h
      Desejo um ótimo estudo! Um abraço!

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  14. Sou psicóloga, e encontro-me na mesma situação que vários colegas mencionaram, dificuldades nesta nova empreita, por favor poderia enviar pra mim tbm.,. o Projeto RET: Recolher e transformar.Meu e-mail é

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  15. Rozana, vc afirmou acima que “Quanto ao uso de testes em CRAS, não vejo a possibilidade de seu uso. Para quê o psicólogo usaria esse instrumento? não queremos avaliar a personalidade, atenção etc…. eu não sei o contexto que fez vc pensar no uso do teste, ou se foi questionamento de algum colega… mas, posso afirmar que não podemos fazer avaliação psicológica nos CRAS, psicoterapia”. O que vc pensa então sobre o uso de “inventários” e/ou “escalas”, especificamente para avaliação de relacionamentos como o Inventário de Habilidades Sociais ou de Estilos Parentais? Será que, como psicólogos, só podemos ou utilizamos instrumentos como estes em psicoterapia? Se uma das atividades do Trabalho Social Essencial ao Serviço inclui a elaboração de relatórios, por que não poderia utilizar os instrumentos adequados para relatar objetivamente o resultados de alguma intervenção no sentido de todas as características descritas na própria Tipificação dos Serviços Socioassitencias? Ou por que não utilizar instrumentos de uso exclusivo do psicólogo para avaliar os resultados das intervenções, projetos, programas e serviços referenciados ao CRAS?

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    • Bem-vindo Luis Bernardo! Obrigada pela sua participação!

      O IHS é um teste psicólogico e portanto não é usado em CRAS, no PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e não vejo relação do uso dos resultados deste teste com o que preconiza a Tipificação e nem na produção de relatórios, pois eles têm outros objetivos – parece que não entendi direito a sua conotação de relatório. Bom, o uso de teste tem como consequência a classificação, e no caso do teste citado aqui, a classificação se dá pelas caracteristicas de desempenho, competência e habilidades sociais de cada sujeito. Imagina o “estrago” que faríamos no público da PNAS? estaríamos devolvendo para a família a responsabilidade pelo fracasso, estado de vulnerabilidade com a justificatica de que suas habilidades socias estão “fora” dos padrões tomados como exitosos. Daí, teria uma intervenção/treinamento que faria reestabelecer e desenvolver essas habilidades – Isso está em outro lugar e em outras intervenções! não no SUAS. Porque estamos executando uma política “compensatória” pela ausência do Estado na vida dessas famílias e portanto, não importa se a família tem membros com menos ou mais habilidades sociais, ela tem o direito de ser “assistida” pelo Estado (em todos os níveis de serviços) quando necessitar.
      Saindo do conceito de desempenho social tratado neste teste, passando a falar de forma mais generalizada, é evidente que aspectos do desempenho social é trabalhado nas atividades de acompanhamento familiar, tanto em grupo quanto particularizado, pois para se alcançar autonomia e protagonismo social, as famílias devem ter espaços que provoquem e promovam sua fala e consequentemente teremos como aquisições sociais indivivuos com mais capacidade/condições para questionar e reinvidicar os seus direitos e exercer os deveres enquanto cidadão.

      Ps.Como você citou este teste, tem um livro destes autores que eu gosto muito: Psicologia das relações interpessoais – Almir del Prette e Zilda A.P. del Prette – Editora: Vozes – é bem interessante para trabalhar como os grupos.

      Imagino que não respondi a contento, mas espero continuarmos conversando… obrigada por provocar essa exposição de ideias!
      um abraço

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  16. Ola Rozana também sou psicóloga e amanhã participo do processo seletivo para trabalhar no CRAS; gostaria muito de saber mais informações sobre o projeto que você desenvolve.

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  17. OI ROZANA SOU PSICOLOGA DO CRAS DE GOIANDIRA -GO…E GOSTEI MTO DESTE ESPAÇO DO BLOG PARA EXPOR E TROCAR IDÉIAS A RESPEITO DO TRABALHO NO CRAS!!!VI UM RECADO SEU A UMA PESSOA AQUI A RESPEITO DE UM PROJETO FEITO POR VOCE…FIQUEI INTERESSADA EM CONHECER, SOU NOVA NESTE TRABALHO E ESTOU PRECISANDO DE NORTES RSRS, AH!! O NOME DO PROJETO É : Projeto RET: Recolher e transformar! sE PUDER ME ENVIAR POR EMAIL FICARIA MTO AGRADECIDA..BJS…

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  18. ola Rosana, sou psicologa do cras e gostaria de saber de voce se voce tem algum projeto para crianças e adolescentes obrigada..

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  19. vejo que as universidades não vem preparando os psicólogos para esse tipo de atribuição..
    Em minha formação,vi muito de politicas publicas…
    Bases filosóficas de Foucault ,Deleuze, Guattari e etc…
    O olhar do psicologo na assistência social, tende a ser um olhar diferenciado, um olhar de analise, de problematização, Criando estratégias e planos melhores de intervenção, das demandas existentes e das que devemos provocar e produzir.

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  20. Bom dia Rozana, o trabalho do psicólogo no CRAS se resume em fazer as programações das atividades para grupos de convivência tais como: melhor idade, grupo de mulheres, etc??? Ou o psicólogo pode atuar tb nas visitas domiciliares, programa bolsa familia, bpc, etc???
    Aguardo retorno. Qq coisa pode me enviar por email tb: carol0780@yahoo.com.br

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    • Olá Ana Carolina! Td bem?!?! Sou Psicóloga tb e atuo no CREAS em um município do Estado de Sergipe. Onde trabalho nós, psicólogos, e os profissionais do Serviço Social trabalhamos em parceria. No meu entendimento os serviços devem ser trabalhados de forma “Psicossocial”, embora o olhar sobre cada situação tenha particularidades da profissão. Assim, entendo que o profissional Psi pode, sim, realizar visitas domiciliares, acompanhar usuários do PBF, etc.. Boa sorte em sua jornada. Abraço!

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      • Roberta concord com vc tb, acrdito que o trabalho deve ser de forma “psicossocial”, deve ser um trabalho de equipe. Mas no municipio onde eu trabalho tem-se a idéia de que o psicólgo só deve atuar nos grupos de convivência, limitando assim o campo de atuação do psicólogo, a minha atuação.

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        • Oi Ana Carolina, de fato concordo com Roberta e este seu ultimo comentário já aponta seu entendimento correto do trabalho. contudo penso que será preciso de firmar mais para poder atuar nos serviços (PAIF, SCFV,); programas e benefícios socioassistenciais juntamente com a equipe. Porque um grupo de convivência é apenas uma das atividades contidas no PAIF, e com certeza o trabalho do psicólogo não se limita a isso. Acredito que se permitíssemos ser chamados de “trabalhadores sociais”, pois somos executores de uma politica pública de assistência social, não teria tanto prolongamento deste equívoco em relação a nossa atuação no SUAS. Somos trabalhadores sociais com formação em psicologia, cuja formação nos permite atuar de forma peculiar e especifica, mas o que não significa fragmentar o trabalho e não dar conta de fazer o psicossocial, tão promovido entre os teóricos. Espero que consiga movimentar seus colegas para um novo e mais eficaz norte de trabalho! um abraço

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  21. Olá Rozana
    Amei o seu blog.
    Meu nome é Mariana sou psicologa do Cras e gostaria que você me enviasse aquele projeto que você indicou para outras psicólogas em dificuldade de desenvolver trabalhos no Cras.
    Aguardo o mais rápido se você puder.
    Beijos!!!

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  22. Sou psicóloga, e encontro-me na mesma situação que vários colegas mencionaram, dificuldades nesta nova empreita, ainda mais por se tratar de um município do interior do amazonas onde convivem varias etnias indígenas, por favor poderia enviar pra mim tbm.,. o Projeto RET: Recolher e transformar.Meu e-mail é: janiramoraes@live.com
    Obrigada

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  23. Trabalho no CRAS no município de Resende RJ e encontro muitas dificuldades em relação a minha visão e a do assistente social. Na verdade encontro muita resistência por parte deles em nos aceitar. Que tipos de trabalho posso realizar para melhor desenvolver meu trabalho e para harmonia da equipe? Obrigada

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    • Oi Renata, eu não vivenciei essa situação com os colegas de trabalho, mas há sim uma preocupação quanto ao que cabe a cada profissão. Eu acredito que os psicólogos, assim como qualquer profissional de diferentes áreas que forem atuar em politica de assist.social, deverá saber sobre a politica, diretrizes e ter condições de promover o acesso das famílias aos seus direitos socias! quanto a situação de sua equipe, entendo que vocês deveriam debater entre os técnicos e gestores as atribuições dos trabalhadores da proteção social, pois poderá dirimir equivocos e isso não ficará somente sob sua responsabilidade, até porque o restante da equipe continuaria sem entender o trabalho que estão ou deveriam desenvolver. O trabalho do psicólogo é ainda visto como isolado das questões sociais e politicas, então teremos paciência, pois muitos psi ainda não compreendem isso, imagina os demais colegas! sucesso nos debates e na consolidação de seu trabalho!

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  24. Olá Rozana, sou psicologa, me formei o ano passado e até agora estou sem trabalhar na area. Então, surgiu uma oportunidade de trabalhar no creas e outra oportunidade no cras! estou aguardando ser chamada. gostaria de receber por e-mail alguma coisa sobre o trabalho do psicologo no cras, pois estou cheia de duvida sobre como realizar meu trabalho!
    Obrigada 😉

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  25. Oi Rozana, sou psi e entrei recentemente em um CRAS para trabalhar, como sou concursada, também caí em um contexto novo para mim, gostaria muito de algumas dicas em relação a projetos q podem ser desenvolvidos. abç.

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    • Obrigada Aryelle,
      Não utilizamos teste na atuação psi nas atividades do PAIF, ou em outras. Nosso trabalho no CRAS não perpassa por avaliação psicológica, diagnóstico clínico, ou outros que poderiam ter como metodologia a aplicação de testes. Se tem uma demanda desta natureza devemos encaminhar ao setor de saúde mental do municipio. Você pode nos dizer em que situação pensou na possivel utilização de teste psicológico? Ressalto que o trabalho no CRAS não é terapêutico (no sentido clínica) – nao fazemos atendimento clínico.
      Agradeço sua participação e espero que retorne para continuarmos nossa conversa!
      um abraço

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  26. Bom dia Rozana!
    Que bom encontrar esse blog, comecei há um mês um trabalho no CRAS, no município de Iporã/PR e estou mesmo precisando conhecer como meus colegas psicólogos (as) trabalham nesse setor. Vi que no blog tem importantes materiais para serem lidos. Parabéns pela sua iniciativa! Um abraço, Cida

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  27. Rozana,

    Sou psicóloga e trabalho no Cras de Fortaleza de Minas, gostaria de ressaltar que o seu blog é super legal e tem me ajudado muito, pois estou meia perdida, sem saber como trabalhar, aproveitando a deixa gostaria de pedir sua ajuda caso tenha algum material relacionado ao CRAS.

    Bjosss,
    Stephanie

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    • Oi Stephanie!

      Pelo tempo, acredito que você conseguiu alguns materiais aqui no blog, não? porque os materiais que tenho, estão disponibilizados aqui e ou referências de sites como o do MDS! respondi seu recado atual, qualquer coisa entre em contato novamente!
      Qual dúvida de Vanessa, não localizei…

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  28. OI, TENHO ALGUMAS DÚVIDAS: SEI QUE A PSICÓLOGA DO CRAS NÃO PODE ATUAR COMO CLÍNICA; PORÉM A PSICÓLOGA QUE ATUA NO CRAS PODE ATUAR COMO PSICÓLOGA ESCOLAR SE UTILIZANDO DO ESPAÇO FÍSICO, CASO ESTE ESPAÇO ESTEJA DISPONÍVEL, OU SEJA, NÃO É OCUPADO POR OUTRA AÇÃO.

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    • Oi Rosemari! obrigada por trazer assuntos para discussão!!
      Bom, a psicóloga do CRAS não desenvolve atribuições de psicologia escolar e mesmo que a psicóloga atue nas duas áreas (assistência social e educação), ela não deve usar o espaço do CRAS para trabalhos de psicologia escolar.
      Não sei se entendi bem, mas essa é minha colocação diante do que compreendi de sua pergunta. Nos escreva mais sobre essa situação! abços

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  29. Bom dia,

    Sou psicóloga no Cras em 02 municípios em Minas Gerais. Realmente falar sobre a nossa área de atuação é muito complexa, já que se confunde muito com a atuação do Assistente Social. Mas com o tempo tudo vai se encaixando e encaminhando. Você poderia me encaminhar o o Projeto RET: Recolher e transformar. Meu email: lilianarthuso@yahoo.com.br

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  30. Nossa, quanta gente com a mesma dificuldade!!! Acredito que as grades curriculares dos curso de psicologia deveriam dar mais atenção aos serviços comunitários. Falam-se tanto em reforma psiquiátrica, mas nao preparam seus alunos para um trabalho fora tradicional consultório. Sinto-me aliviada por ter encontrado profissionais com a mesma dificuldade que eu, sou recém formada e recentemente fui contratada para trabalhar num CRAS no sul da Bahia, espero utilizar este blog para dividir dificuldades e aprendizados do dia-a-dia. Rozama, muito obrigada por ter compartilhado seu projeto com todas nós, muito nobre da sua parte.

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  31. Oi Rosana começei a trabalhar em um CRAS na Bahia a pouco tempo e estou precisando de um modelo de formulario para encaminhamento, é que fiz um acolhimento individual e preciso encaminhar o usuário para uma consulta médica e não sei como fazer esse formulario de encaminhamento. Se vc puder me ajudar agradeço!!!

    bjs

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  32. Oi Rosana, Por favor vc poderia me enviar o Projeto RET, gostaria de ler.
    Sou aluna de Psicologia e preciso fazer uma pesquisa sobre o papel do psicólogo no CRAS e as diferenças dos papeis do Psicologo e Assistente social.
    Parabéns pelo blog.
    Meu e-mail é : pamela.cafezeiro@bol.com.br

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  33. Olá, Rozana!
    Primeiramente, parabéns pelo blog! Sou psicóloga e estou iniciando em um CRAS de MG. Preciso de mais informações, por isso gostaria de saber se poderia me enviar o projeto RET. Meu e-mail é rafaelaschaedler@hotmail.com
    Agradeço desde já.
    Att,
    Rafaela.

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  34. Oi Rozana,
    Também gostaria de receber este projeto. Acabei de formar e consegui uma vaga nessa area, mas sinceramente estou completamente perdida. Começo a trabalhar amanhã e até agora não imagino o que irei fazer no setor. Obrigada

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  35. Eu,fui nascida e criada em São jeronimo da serra.E tambem paticipei de algumas atividades do cras,me ajudou muito e quando estou te eu faço os trançado em fitas que aprendi no cras.Se alguem de SJS ver essa mensagem entre em no meu facebook ou no orkut,(joanaalvessantos@hotmail.com).

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  36. Olá Rozana! Meu nome é Roberta, sou psicóloga, e atualmente também acumulo a função de coordenadora de um CREAS em um município do Estado de Sergipe. Estou nesse município há quase 02 anos e, antes de trabalhar no CREAS, passei pelo CRAS. Desde o início das minhas funções neste município travei uma árdua luta no sentido de “provar” que a atuação em equipamentos da assistência social , por nós psicólogos, não se restringe ao atendimento psicoterápico e sim na atuação multi-interprofissional. Assim, salvo algumas atribuições muito específicas de cada profissão, podemos atuar em parceria com assistentes sociais e pedagogos de forma natural, direta e de grande parceria. Pelo que li em seus textos e comentários percebo que tem um entendimento nessa linha também. Por isso gostaria de parabenizá-la pela iniciativa, em tempo que peço que me envie seu e-mail para trocarmos experiências. Também fiquei muito curiosa para ler e conhecer sobre o seu “Projeto RET”. Se puder envie para o meu e-mail: robertabueno.psi@hotmail.com.
    Abraço!

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