Atualizações sobre o Curso Escutatória no SUAS
O curso de Escutatória no SUAS está disponível para pessoas físicas e jurídicas, com diversas opções de pagamento, incluindo boleto e cartão de crédito. É fundamental que as informações do CNPJ sejam corretamente preenchidas ao inscrever pessoas jurídicas. Mais detalhes e links para grupos estão disponíveis no conteúdo.
O nó na bolha do SCFV

Um breve comentário sobre impossibilidades e violências. De cá e de lá Se não houver o além, meu bem, não há motivo – “Laço” (Igor de Carvalho) – Teatro Mágico Estava em uma atividade e fiquei pensando que se tem uma expectativa sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) que não corresponde nem ao que o serviço pode ou cabe oferecer, nem à realidade concreta vivida por muitas crianças e adolescentes. Criança tem direito ao lazer, à moradia digna, à alimentação adequada, ao esporte, à cultura. Esses direitos estão previstos, mas sabemos que muitas delas não têm acesso ou tem de forma precária. Ainda assim, espera-se que o SCFV resolva, por meio de atividades socioeducativas, questões que são estruturais. Ao mesmo tempo em que se cobra dessas crianças comportamentos considerados adequados, não falar palavrão, não brigar, não demonstrar agressividade, pouco se olha para as condições de vida que atravessam seus corpos e suas histórias. Quando alguma manifestação aparece, rapidamente surge o julgamento: “de onde saiu esse mini monstrinho?”. Mas, monstrinhos tão sendo “bem criados” longe do SCFV. Jovens convivendo entre seus pares nos condomínios e espaços privados, crendo que eles, desde cedo, são privilegiados, se acham os mais-mais. Muitos crescem sem ter a dimensão de que eles apenas têm acesso ao que toda criança deveria ter (do ponto de vista material e relacional). Na sociedade (cada um por si), alguns mais-mais são estimulados a serem espertos, empreenderem desde cedo (bora ter e não ser). E como empreendimento estão as violências. Cometem violências graves — contra animais, contra meninas e mulheres e contra minorias e grupos vulnerabilizados. Ainda assim, esses contextos raramente (quase nunca) entram no debate sobre socialização e convivência no SCFV. Não são considerados e nem reconhecidos com “perfil” para política da assistência social. Isso pode nos indicar que o problema não está nas crianças atendidas pelo SCFV, mas na forma como, muitas vezes, interpretamos e lidamos com suas experiências e expectativas. Tem também a questão: o problema pode estar em como o trabalho está sendo pensado e operacionalizado. Talvez o desafio esteja em rever a abordagem. Crianças e adolescentes não precisam que o serviço tente “transformá-los” em algo que eles já sabem que não corresponde a realidade e nem ao que eles precisam. Muitas vezes, o que encontram são propostas muito semelhantes à escola. O que pode uma proposta socioeducativa que remete a um espaço institucional que pouco tem conseguido criar, que tem funcionado como palco para uma monte de violências institucionais e simbólicas?( Isso, obviamente não é sobre o todo). O SCFV tem potência quando oferece , veja só: convivência. Mas não é uma convivência idealizada, é uma convivência criada a partir do encontro entre quem participa e quem pode ser chamado pra roda. Espaços de brincar, jogar, experimentar, criar, circular livremente. O brincar não é algo secundário: é na interação viva que se constroem vínculos, se elaboram experiências e se abrem possibilidades de mediação educativa que realmente façam sentido para a criança. Agora, se o serviço acha que vai dar um crivo à criança e à sua família, ele não está crian do possibilidade de laços (se assim quiserem) , mas está só com espírito de grandeza. É soberba institucional pra fazer as(os) desavisados dormirem em berço esplêndido. Sabe as agendas, as datas comemorativas? Sabe a páscoa? O que mais? Também é preciso escutar as(os) adolescentes. Perguntar, de fato, o que gostariam de fazer, que experiências desejam acessar, que oportunidades percebem faltar em suas trajetórias. Muitas vezes, eles têm clareza sobre aquilo que nunca lhes foi garantido, e que já faltava na vida de suas mães e avós. Sem espaço para construir perspectivas e horizontes possíveis, torna-se difícil falar em projeto de vida. E sem horizonte, a vida perde sentido. Por isso, fortalecer vínculos e promover autonomia não passa pela reprodução de um ideal de sujeito, muitas vezes baseado em modelos liberais de família e de trajetória social que não correspondem à realidade da maioria das famílias atendidas. Mas, passa por criar espaço, arquitetar o processo, reconhecer as fissuras. Não é, como costuma acontecer, querer ignorá-las ou abafá-las; é falar dos processos de trabalho, da concepção de convivência e dos vínculos. Talvez devamos aceitar a tarefa de refazer percursos: percursos que se cruzam entre vielas e condomínios. https://youtu.be/Ijf_XdxQOS4?si=gSlqv3-cMch24JMK março 14, 2026 O nó na bolha do SCFV março 8, 2026 Manual de redação de documentos no SUAS: resenha março 8, 2026 INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO SOBRE ESCUTA COMO FERRAMENTA DE TRABALHO NO SUAS janeiro 13, 2026 DA ABORDAGEM MORALISTA OU PRODUTIVISTA À ESCUTA COMO TECNOLOGIA SOCIAL
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Manual de redação de documentos no SUAS: resenha

Resenha do livro: Palavras em Busca de Direitos: Um Manual de redação de documentos técnicos do Sistema Único de Assistência Social para psicólogas e psicólogos, de autoria de Érika de Oliveira Lino dos Santos, 2024. Não é exagero dizer que a produção de relatórios no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) está entre as maiores angústias e desafios para psicólogas(os) no SUAS. É nesse cenário que o livro Palavras em Busca de Direitos: Um Manual de redação de documentos técnicos do Sistema Único de Assistência Social para psicólogas e psicólogos, de autoria de Érika de Oliveira Lino dos Santos, apresenta-se como um guia precioso para quem deseja aprimorar esta tarefa. É um curso materializado em texto. Com uma linguagem fluida e propositalmente “falada”, a autora estabelece uma interlocução direta com a(o) leitora(r), deixando o conteúdo de fácil entendimento. Eu terminei a leitura e me perguntei: se alguém ainda fizer errado depois disso tudo aqui, podemos desistir? Erika é certeira ao enfatizar que um documento não é um fim em si mesmo, mas o reflexo de um processo de trabalho. Ou seja, se não tem registro e nem planejamento adequado dos atendimentos e acompanhamento, o relatório vira quase uma “invenção” descritiva. E isso, além de antiético, é perigoso. Acredito que por isso, o livro reserva umas partes fundamentais: orientações minuciosas sobre o registro de atendimentos em prontuários e a construção do Plano de Atendimento Familiar (PAF). Erika enfatiza, com a propriedade de quem conhece o cotidiano das unidades, que a qualidade da redação técnica é indissociável da qualidade do acompanhamento. Se o controle e a consciência ética do que é realizado no dia a dia estão bem estabelecidos, a elaboração do relatório torna-se um desdobramento natural, prático e assertivo. É, portanto, um guia “à prova de erros” para profissionais que iniciaram sua trajetória no SUAS e que buscam parâmetros seguros para sua atuação. Um ponto de ruptura essencial que a autora promove é o afastamento de qualquer lógica punitivista ou fiscalizatória na escrita. Isso é muito importante, porque relatório não existe para criminalizar a pobreza ou julgar as dinâmicas familiares sob uma ótica moralista ou punitivista. Pelo contrário, como o próprio título sugere, as palavras ali contidas devem ser ferramentas para ampliar o acesso a direitos. O documento técnico assume seu papel de instrumento de viabilização da proteção social, ao traduzir as necessidades da família em requisições fundamentadas de direitos e provisões do Estado. Vale destacar que, mesmo quando se destina a comunicar suspeitas de violências, o documento não pode ele próprio operar de forma violenta, expondo, julgando ou constrangendo, por meio de violências simbólicas, morais ou institucionais, as famílias e as pessoas a quem deveria proteger. Portanto, não tenho dúvidas de que o livro irá ajudar você a aprimorar sua compreensão quanto a finalidade e produção de relatórios e documentos. Como disse, o livro cumpre o objetivo proposto, é muito prático. Fico, porém, na expectativa por um próximo volume no qual a autora pudesse explorar sobre a importância de que os relatórios sejam fundamentados cientificamente. Há um cuidado no livro em ancorar a redação de documentos técnicos nas normativas da profissão e do SUAS, contudo, senti que há caminho para uma próxima parte que aprofundasse sobre a importância de argumentos técnicos científicos nos documentos, ou seja, quais as perspectivas teóricas embasam o que é escrito ou o que não é escrito. Sobre isso, já envio toda torcida aqui para Erika escrever o volume 2, quem sabe! Reforço isso porque, a meu ver, um dos grandes problemas quanto a qualidade de relatórios no âmbito do SUAS é a prevalência da descrição exagerada e até antiética em detrimento da análise técnica aprofundada. Certamente é um problema com raízes na precarização e nos processos de trabalho e em lacunas da formação acadêmica. Por isso, acredito que o rigor das análises, é o caminho urgente para ultrapassar o descritivismo que opera direta e indiretamente como exposição de pessoas e famílias sem nenhuma função de ampliar acessos a direitos, pelo contrário, age como uma ferramenta intimidadora e inviabilizadora de vínculos das famílias com os serviços. Enfrentar isso é um dos maiores méritos do trabalho da Erika com este livro! Por fim, recomendo a leitura do livro e o acompanhamento do trabalho de Érika Lino em sua página no Instagram (@derepentesuas). Em tempos de produção de conteúdo em massa e superficial, ela se destaca pelo cuidado de suas reflexões. Como bem sintetizou uma amiga, Érika consegue escrever o que ainda não tínhamos conseguido formular para a nossa prática. O livro foi publicado de forma independente, pela editora Clube de Autores em 2024, e pode ser adquirido diretamente no site da editora ou na Amazon, eBook Kindle. Agradeço imensamente à Erika pela oportunidade de ler e ter o seu livro. Tomando gancho no que ela escreveu na dedicaria, digo que este livro é uma luz no caminho de muitas colegas recém chegadas no SUAS ou quem ainda está perdida(o) com os documentos na rotina do trabalho no SUAS.
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO SOBRE ESCUTA COMO FERRAMENTA DE TRABALHO NO SUAS

Oi, pessoal!Como vocês sabem, estou na Assistência social há muitos anos e, até hoje, ainda não tinha criado um curso (por vários motivos!). Mas chegou o momento. Digo que chegou porque estou muito segura da proposta que construí e acredito que ela dialoga diretamente com as necessidades das colegas que atuam no SUAS. O curso sobre escuta como ferramenta de trabalho é uma tentativa de responder a muitas perguntas que sempre escuto, como: O que faz a Psicologia no SUAS? (o curso também se estende aos demais profissionais) O que eu faço no SUAS? Tem valor no meu trabalho? Por que ele não é reconhecido como deveria? Por que não consigo ver o que eu faço? Como o que eu faço impacta a vida de quem atendo? São perguntas como essas que busco responder no Curso e estou certa de que vocês vão criar novas perspectivas do trabalho social com famílias. Será um curso online (ao vivo), com carga horária de 10 horas. 📌👁️🗨️Informações e inscrição: Neste link Agradeço quem puder divulgar também! 😘 INSCREVA-SE AQUI
DA ABORDAGEM MORALISTA OU PRODUTIVISTA À ESCUTA COMO TECNOLOGIA SOCIAL

Rubem Alves escreveu que “(…) nossa incapacidade de ouvir é uma forma de arrogância”. Essa provocação tem uma centralidade na dimensão moral da escuta e para o quanto ouvir exige deslocamento de si, suspensão do próprio saber e abertura ao outro. É uma leitura interessante, sobretudo para desnaturalizar práticas marcadas pelo julgamento e pelo uso de poder. No entanto, quando deslocamos essa reflexão para o campo do trabalho social, especialmente no SUAS, é preciso ir além da chave moral. No cotidiano profissional, a incapacidade de escutar não deve ser vista apenas como expressão de arrogância individual. Ela é, sobretudo, consequência de formações insuficientes, de pouco ou ausência de Educação Permanente e de processos de trabalho mal estruturados, que não reconhecem a escuta como ferramenta de atuação. Do ponto de vista da escuta como tecnologia social, a dificuldade de escutar é produzida institucionalmente. Resulta de modelos de gestão excessivamente medidos por números, de rotinas orientadas pela urgência e pelo improviso, e de arranjos de trabalho que transformam o encontro com as pessoas usuárias em procedimento, e não em atuação transformadora. Escutar mal, nesse contexto, não é um desvio individual e isolado, é produto de formação frágil e de processos de trabalho que não atendem a realidade das demandas. Por isso, no campo das políticas públicas, mais especificamente no SUAS, precisamos nomear a escuta em sua dimensão técnica e política – a dimensão ética é importante, mas ela não pode muito (ou quase nada) sozinha. Escuta não é improviso, nem atributo pessoal. Escuta se aprende, se sustenta e se organiza como trabalho. Reconhecê-la assim é condição para reduzir violências institucionais, qualificar práticas e devolver às trabalhadoras e aos trabalhadores maior controle sobre o próprio fazer profissional. Quer aprender a ESCUTAR a partir dessa perspectiva? https://www.even3.com.br/escutatoria-no-suas-698478/
Por que um curso de Escutatória no SUAS?

Escutar não é gentileza, é atuação profissional Hoje quero conversar com vocês sobre escutatória. O assunto central é escuta no contexto do SUAS como ferramenta de trabalho. Essa ideia não surgiu de repente, nem como resposta a uma demanda pontual, mas que vem sendo pensada há bastante tempo, atravessada por encontros, leituras, inquietações e trocas. Tudo começou quando colaborei com um texto para o Caderno do Trabalho Social com Família para o CapacitaSUAS/BA – texto Atuação da(o) psicóloga(o) na política de assistência social: notas sobre trabalho interdisciplinar no TSF (2021). Posteriormente, essa ideia ganhou mais desdobramentos e começou a ganhar forma quando fui convidada para falar sobre ferramentas de intervenção no SUAS no curso de Psicologia da UFRB, por meio do grupo de pesquisa Práxis, a convite de Luane Santos, em 2021, salvo engano. Ao preparar o material, eu revisitei alguns textos, tinha recém reassistido ao filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço (só eu sei consigo entender as conexões que faço com coisas aparentemente isoladas, mas posso me esforçar a contar uma hora). Além do filme, eu tinha lido O palhaço e o psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas de Christian Dunker e Cláudio Thebas (2021) publicado pela editora Paidós, e organizei minha fala inspirada e a partir de trechos deles, articulando com outras perspectivas do fazer profissional no SUAS e com aquilo que atravessa o trabalho social. Depois fiz outra fala sobre isso em um outro evento e passei a introduzir reflexões sobre escuta de maneira mais consistente nas minhas falas, mas, no fundo, estava um projeto maior que era falar de maneira mais direta sobre escutatória e preparar algum material mais consistente para ser ofertado em forma de curso. Depois dessas costuras e insights, algo ficou bastante evidente para mim: falamos muito sobre o que fazer no SUAS, mas quase nunca sobre como escutamos para poder atuar/intervir. O tempo foi passando e nada de conseguir tirar do papel essas ideias. Mas tudo tem seu tempo e acredito que esse tempo chegou. E agora não quero deixar passar essa oportunidade de atualizar o blog com um assunto tão potente para o fazer profissional no SUAS. espero que vocês gostem das ideias. Se não gostar, seria gentil de sua parte me mostrar sua justificativa. Fiz questão de contar como essa ideia surgiu porque sou profundamente interessada em como o pensamento se constrói. Ideias não são atos solitários nem lampejos individuais. Elas são acúmulo de encontros, leituras, conversas, escutas e provocações. E, de repente: plim! Estamos produzindo algo que carrega marcas de tudo aquilo que nos atravessou antes. Nada do que fazemos nasce fora da relação. Pensamos porque estamos em relação: com pessoas, com práticas, com (con)textos e com perguntas que nos deslocam. Talvez seja por isso que eu seja tão fã deste blog. Tudo o que escrevi aqui nunca foi escrito no vazio. Sempre foi provocado por comentários, discordâncias, perguntas diretas ou por insights que surgiam a partir de alguma troca. Este espaço sempre foi, para mim, um lugar vivo, em que escrever nunca significou apenas expor uma opinião, mas sim valorizar criações. É por isso que quero abrir este texto lembrando uma filosofia africana que faz muito sentido para mim e para o que vou desenvolver aqui: Ubuntu — “eu sou porque nós somos”. Nada do que penso, escrevo ou proponho existe fora do coletivo. É a partir dessa compreensão relacional do conhecimento e do trabalho que quero falar de escutatória no SUAS. O que é escutatória (e o que ela não é no SUAS!!) Escutatória não é uma palavra minha. Ela vem de uma crônica de Rubem Alves, na qual ele reflete sobre como as pessoas desejam aprender a falar, mas raramente desejam aprender a escutar. Aprende-se oratória, retórica, persuasão; quase nunca se aprende a sustentar o silêncio, a espera e a abertura para o que o outro traz. Para Rubem Alves, a escuta aparece de forma poética e filosófica, associada à delicadeza e à experiência humana. A minha perspectiva, no entanto, não é poética, mas é claro que eu reconheço a importância dessa inspiração. No campo do SUAS, e especialmente a partir da Psicologia, escutar não é apenas uma disposição subjetiva, humanizada como um gesto sensível. A escuta deve ser técnica, ética e é ferramenta de trabalho. Ela organiza a intervenção, orienta decisões, define encaminhamentos, constrói ou rompe vínculos, protege direitos ou os viola. No trabalho social, a escuta não é acessória: ela é central. Quando falo em Escutatória no SUAS, estou falando da escuta como tecnologia viva, atravessada pela história pessoal e profissional de cada trabalhadora(r), pelas condições institucionais, pelos objetivos dos serviços e pelos limites reais da política pública. Estou falando de aprender a escutar para intervir melhor, e não para “humanizar” relações que já deveriam, por princípio, ser humanas. As condições materiais do SUAS e a violência que se produz no cotidiano Para que essa conversa seja honesta, precisamos partir das condições materiais e institucionais em que o SUAS vem sendo operado hoje, principalmente pós retomada da democracia brasileira que esteve por um fio para se romper mais uma vez. Um cenário marcado pela precarização do trabalho, pelo subfinanciamento, pela descontinuidade de serviços e, em muitos territórios, pela não garantia sequer da equipe mínima prevista nas normativas. Falamos de unidades funcionando com equipes incompletas, vínculos precários, alta rotatividade, sobrecarga ou subcarga e cobranças por resultados que não dialogam com processos de trabalhos mais qualitativos numa via por perspectivas analíticas. Essa precarização não é pano de fundo. Ela organiza o cotidiano do trabalho social com famílias e outros serviços no SUAS. Quando não há equipe mínima, quando o financiamento é insuficiente, quando serviços são interrompidos por rotatividade de profissionais, o trabalho passa a ser regido pela administração da escassez e pelos imprevistos (nem tão imprevistos assim!). Isso produz sofrimento ético, desgaste subjetivo e práticas defensivas que, muitas vezes, se convertem em violência institucional contra as próprias pessoas usuárias da política. Aqui neste espaço já escrevi bastante movida por indignação. Indignação
Ainda dá tempo de participar da pesquisa sobre Violência vivida por profissionais da Assistência Social.
Participe da pesquisa: Violência vivida por profissionais da Assistência Social

Passando aqui para compartilhar um convite da pesquisadora Gabrielli Sobral Dias, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), sob orientação da Profa. Dra. Sandra Neves Nunes para participação na pesquisa intitulada Violência vivida por profissionais da Assistência Social quando reproduzidas por usuários dos serviços: fatores de risco psicossociais e associação com variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais. O estudo tem como objetivo investigar a prevalência de violência relacionada ao trabalho e os fatores de risco psicossociais associados à violência sofrida por profissionais do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – quando exercida por usuários dos serviços. Além disso, busca-se examinar as influências de variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais sobre as distintas formas de violência e sobre os fatores de risco psicossociais relativos às violências sofridas. Para participar, é só entrar neste link e preencher o formulário da pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWuzyUvkiXe_aXfh9E2E0cnXx2-yaCS80j3JsDc4GXk008Pw/viewform?usp=header
Convite para participação na pesquisa: Violência vivida por profissionais da Assistência Social
Olá, trabalhadoras(es) do SUAS! Passando aqui para compartilhar um convite da pesquisadora Gabrielli Sobral Dias, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), sob orientação da Profa. Dra. Sandra Neves Nunes para participação na pesquisa intitulada Violência vivida por profissionais da Assistência Social quando reproduzidas por usuários dos serviços: fatores de risco psicossociais e associação com variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais. O estudo tem como objetivo investigar a prevalência de violência relacionada ao trabalho e os fatores de risco psicossociais associados à violência sofrida por profissionais do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – quando exercida por usuários dos serviços. Além disso, busca-se examinar as influências de variáveis sociodemográficas e sócio-ocupacionais sobre as distintas formas de violência e sobre os fatores de risco psicossociais relativos às violências sofridas. Para participar, é só entrar neste link e preencher o formulário da pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWuzyUvkiXe_aXfh9E2E0cnXx2-yaCS80j3JsDc4GXk008Pw/viewform?usp=header