Terceira idade não é MELHOR IDADE e usuário dos serviços não é CLIENTELA!


 De tanto ouvir e ver o uso de termos alheios ao que propõe um trabalho atento às consequências do sofrimento ético-político; prática libertadora; e, atuante contra a reprodução de mitos e preconceitos, listei abaixo aqueles mais recorrentes – termos e expressões que devemos evitar ao realizar nosso trabalho nos serviços socioassistenciais. Os quais, frutos de equívocos e principalmente de uma lacuna na apreensão dos objetivos das Políticas Nacionais, sejam para idosos, crianças, adolescentes, mulheres, homens, comunidades indígenas etc.

Acredito que o discurso pautado em mal-entendidos, vai ressoar no resultado dos trabalhos, deixando em branco uma oportunidade de causar mudanças com discursos e práticas atentas ao que propõe as diretrizes de atuação com o público alvo das PPAS.

 

1

CLIENTELA dos serviços

2

MELHOR IDADE

3

Alcoólatra/drogado

4

Portador de deficiência física

5

Menor infrator

6

O PETI não se transformou no SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculos)

1 – CLIENTELA dos serviços – Termo mercadológico, de troca. O serviço público, principalmente a Assistência social deve trabalhar para perder o ranço de assistencialismo. Então, o termo mais aceito é USUÁRIO dos serviços!

2 MELHOR IDADE – Terceira Idade –  idoso. Melhor idade pode ser qualquer uma do ciclo de vida.

3 – Alcoólatra/drogado Alcoolatra traz algo de estagnado e determinada/drogado é pejorativo. Alcoolista é o termo mais adequado.

4 – Portador de deficiência física termo encontra várias discussões. Atualmente é considerado pejorativo e algo que determina uma única condição. TERMO mais assertivo: PCD pessoas com deficiência.

5 – Menor infrator – faz parte de texto de muitas Leis, mas atualmente já busca uma adequação do termo. A discussão permeia sobre algo que sugerisse emancipação, o que não contempla o termo MENOR. Então nos seminários, fóruns e textos de politicas públicas já utilizam o termo: criança ou adolescente em conflito com a lei.

6 O PETI não se transformou no SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculos) PETI é um programa, inclusive de transferência de renda à crianças e adolescente em situação de trabalho. teve mudanças na gestão, o mesmo passou a ser coordenado pela Proteção Social Especial.

Por ora, esses, depois posto mais! e conto com a colaboração de vocês, deixe comentários que depois eu edito a publicação.

16 comentários

  1. Bom Dia Rozana…

    Trabalho no CRAS de Ribeirãozinho em MT, há mais de 6 anos e adorei o blog, ainda bem que o achei, com a passar do tempo a gente perde a motivação e é sempre bom ver novidades… Parabéns..

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    1. Oi Ana paula! seja bem-vinda sempre e obrigada.
      a desmotivação é quase certa neste trabalho tão dificil e pouco valorizado e tão em “construção”… é bom sim poder renovar as esperanças nos resultados e acreditar no que estamos fazendo! 6 anos é um tempo siginificativo, nos conte sobre suas experiências ai em Ribeirãozinho!! um abraço

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      1. É bem significativo mesmo, acho que são poucas (os) psicólogos que ficam em um CRAS tanto tempo. Passei por muitas fases neste CRAS, hoje estamos tentando trabalhar de acordo com a Tipificação de Serviços, mas ainda é difícil. Com o passar do tempo os temas se tornam repetitivos e parece que não vemos mais dinâmicas que vão chamar atenção do grupo para discussão e debate. O povo parece estar mais preocupado com que vai receber materialmente com o que temos para discutir e crescer com as informações trocadas, são sempre omissos, se recussam a falar de si e dos problemas que os rodeiam. Com o tempo percebemos que não temos tanta importância como deveriamos ter, mas não somente por conta do poder público, mas infelizmente também por conta do povo. Meu maior desafio neste CRAS, ainda é fazer com que o povo perceba que falar de si, dos problemas e ainda conhecer seus direitos e muito mais importante do que receber a fichinha da campanha do cobertor ou da campanha do filtro, é uma luta árdua, contra a misséria e a ppbreza, pq eu sei que eles dão mais importância ao material porque por vezes faltou a pão a mesa, acredito que só quem sabe o que é passar fome que entende esse povo tão faminto de bens materiais, que deixa cada vez mais o intelectual de lado em troca de qualquer “esmola”.
        A luta continua… rsrrsrs um abraço Rozana

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  2. Rozana,

    Vejo já algumas discussões sobre o termo “usuário”, em razão do mesmo tbm ser utilizado para o usuário de drogas. Então, qual a melhor nomenclatura!

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    1. oi kezia, vejo Tb algumas preocupações a cerca de “usuário”, contudo, eu o considero o mais assertivo! Acredito que ele traz um discurso relevante: os cidadãos “usam” aquilo que lhes São de direito! Ainda soa estranho porque o discurso dominante é o da benesse…um abraço obrigada pelo carinho!

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  3. Ola, Rozana, sou visitante do seu site e não deixaria de elogia-lo. Bela iniciativa. Aqui podemos além de aprender, compartilharmos nossas experiencias, anseios e conflitos nos CRAS que temos e o que queremos.

    Abraços,

    Kezia Carneiro – psicologa/PB

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  4. É bem fácil narrar problemas. Mas quais são as soluções? Psicólogos são tão criativos. Então, em lugar deste termos medonhos acima citados o que se deve usar?

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    1. Olá Jefferson!
      ah, um comentário de “dedos de ferro”!! mas muito necessário e ESPERADO! que bom que alguém se interessou! Pois muitos profissionais não entendem isso como algo importante e que deve ser colocado em prática diariamente. Assim, o discurso atualizado, pode contribuir muito com mudanças de paradigmas, estigmas e outros discursos equivocados!

      vamos ao texto!

      1 – CLIENTELA dos serviços –
      Termo mercadológico, de troca. O serviço público, principalmente a Assistência social deve trabalhar para perder o ranço de assistencialismo e troca tipo voto cabresto, sabe? Então, o termo mais adequado é USUÁRIO dos serviços!

      2 MELHOR IDADE
      É idoso. melhor idade pode ser qualquer uma do ciclo de vida.

      3 – Alcoólatra/drogado
      Alcoolatra traz algo de estagnado e determinada/drogado é pejorativo. Alcoolista é o termo mais adequado.

      4 – Portador de deficiência física
      termo encontra várias discussões. Atualmente é considerado pejorativo e algo que determina uma única condição. TERMO mais assertivo: PCD pessoas com deficiência.

      5 – Menor infrator – faz parte de texto de muitas Leis, mas atualmente já busca uma adequação do termo. A discussão permeia sobre algo que sugerisse emancipação, o que não contempla o termo MENOR. Então nos seminários, fóruns e textos de politicas públicas já utilizam o termo: criança ou adolescente em conflito com a lei.

      6 O PETI não se transformou no SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculos)
      PETI é um programa, inclusive de transferência de renda à crianças e adolescente em situação de trabalho. teve mudanças na gestão, o mesmo passou a ser coordenado pela Proteção Social Especial. O SCFV – 06 a 15 anos, Serviço de Convivênvia e Fortalecimento de Vìnculos, é um serviço complementar ao PAIF e que atende PRIORITARIAMENTE as crianças e adolescentes que estão no PETI e aquelas que estiverem com vínculos familiares e sociais fragilizados.

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