Aos Diálogos inaugurais


Especialmente ao Felipe!

Então Feleipe, percebo que os psicólogos questionam a atuação nos CRAS, mas ainda estão tímidos para dizerem o que realmente fazem e se posicionarem de fato diante deste recente campo de trabalho! Sobre os referenciais de atuação, acredito que a Orientação Tecnica elaborada pelo CFP_CREPOP é superficial e pouco reflexiva, devido ao pouco tempo que teve para publica-la, uma vez que foi realizada para atender as demandas da PNAS e as urgencias dos psicólogos, atribulados por um embasamento técnico de trabalho. A construção de um novo documento já está a caminho, segundo informações obtidas no Pré-Congresso Regional do VII CNP.

Assim a elaboração do mesmo não deve ser APENAS embasada nas pesquisas de georeferenciamento e\ou no fazer do psi atual, uma vez que este é pautado pelas incertezas acerca da contribuição do psicólogo(a) nas\com as Políticas Públicas de Assistência Social.

Deve-se abrir fóruns de discussões para que todos digam o que estão fazendo, mas, o mais importante é ter um espaço para a reflexão das práticas. Porque corremos o risco de cair no engodo de que estamos a serviço do compromisso social, mas não fazer nada mais do que contribuir com e para a disciplinaridade\normatização do indívíduo.

Bom o tema do VII CNP mostra a urgência nesta discussão: Psicologia e compromisso com a promoção de direitos: um projeto ético-político para a profissão

4 comentários

  1. Oi Jura,
    Obrigada pela participação!

    Que jóia que vocês aí do CREAS estão envolvidos com o fazer psi nas PNAS e outros que você citou.
    final deste mês participarei do COREP 03 como delegada, e espero poder ir ao CNP para dialogar de perto! estamos aqui na Bahia junto com vocês!! e com certeza é uma excelente oportunidade para despertar os demais colegas de profissão sobre os recentes e desafiadores campos de atuação do psicólogo!
    um grande abraço e continue com o Blog!

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  2. Felippe, desculpe-me pela demora!

    Em relaçao ao nosso trabalho, temos materiais téoricos capazes de nortear a prática psi, como: psicologia social, comunitária, psicologia de grupo (enfatizo Grupo operativo), dinâmica de grupo, análise institucional e demais teorias que como você disse, formaram nosso arcabouço teórico e prático na academia. Assim, o que está aberto é a maneira como utilizaremos as técnicas. Porque se somos peças importantes à execução do SUAS, é porque a psicologia vem construindo uma atuação de compromisso com o social há um tempo, e assim, acredito que não podemos responder superficialmente à essa demanda (o psicólogo pode muito mais do que preconizam as Referências Técnicas – tanto do MDS, quanto do CFP) e é nosso papel construir essa prática e não permitir que em prol de uma (des)construção do fazer psi se aceite uma psicologia sem brilho e desmerecida!
    Por enquanto é isso!
    Agradeço pela mediação e espero que você continue contribuindo com o Blog!!!

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  3. Colega Rozana,
    Atuo em um Creas, em SP. Estamos trabalhando a organização de psis na assistência da cidade, tentando expandir isso também para os trabalhadores da rede conveniada, e não ficar só em quem trabalha para a Prefeitura. Trabalho árduo.
    Bom, estamos levando algumas teses para o CNP, como uma mostra de práticas psis em assistência; atualizações das orientações sobre os registros para contemplar melhor as práticas na assistência; e esforço pela implementação completa dos preceitos da NOB-RH, como o PCCS, a gestão colegiada etc.
    Enfim, como a colega citou o trabalho no CNP, convido-a a acompanhar essa discussão no Corep de que participará, e pode contar que, em SP, vamos ter gente atenta às questões de psis na assistência. Aliás, essa é também uma oportunidade para colocar os psis das outras áreas a par do que fazemos, né?
    Abs,

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  4. Rozana, concordo com vc quando diz que ainda existe uma certa timidez em discutir as práticas adotadas nas políticas sociais. Penso que, como é um assunto muito recente, ainda há dúvidas e o medo da exposição. Mas, como a área social é a que mais está empregando os psicólogos nesse momento, acredito que devemos abrir discussões práticas a respeito das atuações. Se estamos errando, tenho certeza que estamos aplicando a psicologia da forma que aprendemos nas faculdades, ou seja, da forma que achamos necessário após um diagnóstico inicial. O maior problema, ao meu ver, é a tentativa de fazer o que os não claros referenciais de atuação nos pedem. Ao lê-lo, a psicologia fica muito paralela à assistência social, somos tratados apenas como técnicos de referência. Como eu gosto sempre de desafiar, coloco meu trabalho na formação de grupos, tantos de discussões como terapêuticos, junto ao trabalho da assistente social afim de trocarmos experiências e atendermos os grupos e às famílias para que estas se fortaleçam dentro de seu núcleo e se tornem independentes, pensantes e aptas a resolverem problemas corriqueiros e cotidianos que afilgem todas e qualquer família. Trabalho sempre nessa perspectiva. Se é o que o MDS quer ou não, eu não sei ainda, mas garanto que é um trabalho que dá resultados e tornam os participantes, grupos multiplicadores e personagens ativos dentro de sua comunidade e principalmente, dentro de seu núcleo familiar.

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